{"id":7519,"date":"2024-05-07T12:21:30","date_gmt":"2024-05-07T15:21:30","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=7519"},"modified":"2024-06-11T08:45:03","modified_gmt":"2024-06-11T11:45:03","slug":"pernambuco-e-o-japao-de-basho-a-bandeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=7519","title":{"rendered":"ARTIGO DE OPINI\u00c3O |Pernambuco e o Jap\u00e3o: de Bash\u00f4 a Bandeira"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Reda\u00e7\u00e3o: Rafael Cavalcanti Lemos,  juiz de direito do Tribunal de Justi\u00e7a de Pernambuco e pesquisador associado \u00e0 Curadoria de Assuntos do Jap\u00e3o da CE\u00c1SIA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em 31 de mar\u00e7o de 1854, encerravam-se com o Tratado de Kanagawa duzentos e quinze anos de pol\u00edtica isolacionista japonesa, iniciada um lustro antes que, em 1644, nascesse Matsuo Kinsaku (na antropon\u00edmia de seu pa\u00eds, o sobrenome antecede o nome) \u2013 transcurso o 37\u00ba anivers\u00e1rio natal\u00edcio, Bash\u00f4 (i.e. Bananeira, que havia uma perto de sua cabana) o nome liter\u00e1rio. Enxertada durante o s\u00e9culo XIX na terra em que se p\u00f5e o sol, a arte tradicional do Jap\u00e3o frutificou a ocidental moderna, cuja origem desvelavam com o ep\u00edteto de japonismo os cr\u00edticos (Philippe Burty, em 1872, o primeiro destes), o qual teve seu apogeu entre 1880 e 1920 na Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">J\u00e1 em 1604, contudo, registrava o jesu\u00edta (portugu\u00eas da noningenten\u00e1ria Sernancelhe) Jo\u00e3o Rodrigues em sua &#8220;Arte da lingoa de Iapam&#8221;: &#8220;Ha h\u0169a sorte de versos a modo de Renga que se chama: Faicai [&#8216;haikai&#8217;], de estillo mais baixo &amp; o verso he de palavras ordinarias, &amp; facetas a modo de verso macarronico, &amp; este modo de Renga, posto que nam tem tantos preceitos como a verdadeira, o numero de versos pode ser o mesmo. E pode come\u00e7ar pelo segundo verso de sete sete, que se chama T\u00e7uquecu [&#8216;tsukeku&#8217; ou &#8216;estrofe adicional&#8217;], &amp; continuar com cinco sete cinco&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O renga \u00e9 um encadeamento oral colaborativo improvisado de tercetos alternados com d\u00edsticos no qual cada estrofe recolhe uma imagem da anterior, como nos repentes do Nordeste brasileiro. O g\u00eanero leve, c\u00f4mico (em contraposi\u00e7\u00e3o ao aristocr\u00e1tico), chama-se &#8220;haikai no renga&#8221;; o poema inicial (de sentido completo), &#8220;hokku&#8221; e, quando independente, haicai (na ortografia da l\u00edngua portuguesa) ou (termo cunhado por Masaoka Shiki no fim dos 1800 da Era Crist\u00e3) &#8220;haiku&#8221; (aglutina\u00e7\u00e3o de &#8220;haikai&#8221; com &#8220;hokku&#8221;), &#8220;composto de tr\u00eas versos n\u00e3o rimados, o primeiro e o terceiro de cinco s\u00edlabas, o segundo de sete&#8221; (Manuel Bandeira).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como ensina Haroldo de Campos, &#8220;[a] inspe\u00e7\u00e3o do texto original de alguns haicais [\u2026] revela, na sua estrutura gr\u00e1fico-sem\u00e2ntica, a exist\u00eancia de processos de compor e t\u00e9cnicas de express\u00e3o [\u2026] que s\u00f3 encontram paralelo em pesquisas das mais avan\u00e7adas da literatura ocidental contempor\u00e2nea&#8221;: a &#8220;dimens\u00e3o visual da poesia japonesa, herdada por via do ideograma, permite-lhe um extremo refinamento de percep\u00e7\u00e3o, um grande poder de s\u00edntese imaginativa&#8221;; &#8220;[n]o pensamento por imagens do poeta japon\u00eas o haicai funciona como uma esp\u00e9cie de objetiva port\u00e1til, apta a captar a realidade circunstante e o mundo interior, e a convert\u00ea-los em mat\u00e9ria vis\u00edvel&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Remendei minhas cal\u00e7as rasgadas e troquei as<br>tiras do meu chap\u00e9u de palha. A fim de<br>fortalecer as pernas para a viagem, me untei de<br>&#8216;moka&#8217; [moxa] queimada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">(excerto de &#8220;Sendas de \u00d4ku&#8221;, di\u00e1rio de viagem<br>de Bash\u00f4, em tradu\u00e7\u00e3o de Leminski)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ex-samurai, funcion\u00e1rio p\u00fablico e alfim professor errante de poesia, Bash\u00f4 &#8220;compreendeu que s\u00f3 se deve amar no mundo as coisas belas e passageiras: as flores, as nuvens, o canto das aves. Pegou do seu bast\u00e3o de peregrino e partiu na alegria de quem n\u00e3o tem nada sen\u00e3o o poder de tirar de uma vida vivida em pureza e fervor a alegria do canto&#8221; (Manuel Bandeira). Seguiu, mas at\u00edpico, a tradi\u00e7\u00e3o, fazendo das formas populares de sua \u00e9poca ve\u00edculo da mais alta poesia: &#8220;N\u00e3o sigo o caminho dos antigos: busco o que eles buscaram.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Quis gravar \u201cAmor\u201d<br>No tronco de um velho freixo:<br>\u201cMar\u00edlia\u201d escrevi.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Manuel Bandeira (classificado entre os<br>&#8220;descendentes de Bash\u00f4&#8221; por Leminski), &#8220;Haicai<br>tirado de uma falsa lira de [Tom\u00e1s Ant\u00f4nio]<br>Gonzaga&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">&#8220;[I]niciador do movimento modernista&#8221; no Brasil, Manuel Bandeira foi, sem &#8220;o abandono dos ritmos tradicionais&#8221;, &#8220;quem primeiro entre n\u00f3s empregou o verdadeiro verso livre&#8221; (S\u00e9rgio Buarque de Holanda). No poeta recifense via \u00c1lvaro Lins o &#8220;privil\u00e9gio [\u2026] de exprimir um m\u00e1ximo de poesia num m\u00ednimo de palavras&#8221;. Em cr\u00f4nica publicada n&#8217;A Manh\u00e3 do Rio de Janeiro em 29 de maio de 1943 (a t\u00edtulo de curiosidade, ao lado dum texto de Gilberto Freyre, &#8220;A prop\u00f3sito de palavras&#8221;), Bandeira declarou-se &#8220;muito afei\u00e7oado \u00e0 min\u00fascula forma fixa da poesia japonesa&#8221;, afirmou que &#8220;ficar[ia] japonicamente ortodoxo&#8221; nos haicais que escrevesse, &#8220;n\u00e3o os fa[zendo] rimados&#8221;, e deixa conhecer haver tido contato com os elaborados por Bash\u00f4 (a quem cognominava &#8220;mestre dos mestres, o grande, puro, imortal&#8221;) por meio n\u00e3o apenas da &#8220;Histoire de la litt\u00e9rature japonaise des temps archa\u00efques \u00e0 1935&#8221; de Matsuo Kuni (citado no peri\u00f3dico como &#8220;seu [de Matsuo Kuni] livro sobre a literatura japonesa&#8221; e refer\u00eancia desde 1940 nas &#8220;No\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria das literaturas&#8221; do pernambucano, ent\u00e3o catedr\u00e1tico interino da disciplina no externato carioca Pedro II) sen\u00e3o tamb\u00e9m do floril\u00e9gio por este (Matsuo Kuni) e \u00c9mile Steinilber-Oberlin intitulado &#8220;Ha\u00efka\u00ef de Bash\u00f4 et de ses disciples&#8221;, obras cuja vers\u00e3o francesa de cinco poemas Bandeira (republicados em &#8220;Poemas traduzidos&#8221; os quatro \u00faltimos) transverteu ao portugu\u00eas, um deles com transcri\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica (dita &#8220;r\u014dmaji&#8221;) do japon\u00eas ao alfabeto latino: &#8220;O outono aprofunda-se: \/ Que estar\u00e1 fazendo \/ Agora o vizinho?&#8221; ou (nas bandeirianas &#8220;No\u00e7\u00f5es&#8221;) &#8220;Aprofunda-se o outono. \/ Que faz \/ O vizinho?&#8221; (&#8220;Aki fukaki \/ Tonariwa naniwo \/ Suruhitozo&#8221;) \/\/ &#8220;Quatro horas soaram. \/ Levantei-me nove vezes \/ Para ver a lua.&#8221; \/\/ &#8220;Fecho a minha porta. \/ Silencioso vou deitar-me. \/ Prazer de estar s\u00f3.&#8221; \/\/ &#8220;A cigarra. Ouvi: \/ Nada revela em seu canto \/ Que ela vai morrer.&#8221; \/\/ &#8220;Quimonos secando \/ Ao sol. Oh aquela manguinha \/ Da crian\u00e7a morta!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Sublimando as &#8220;palavras ordin\u00e1rias&#8221; referidas por Jo\u00e3o Rodrigues &#8220;a um n\u00edvel est\u00e9tico elevado&#8221;, Bash\u00f4 teria criado &#8220;um lirismo in\u00e9dito nas letras japonesas&#8221; (Teiiti Suzuki). Para o fil\u00f3sofo teuto- coreano Byung-Chul Han (trasladado em portugu\u00eas por Lucas Machado), no entanto, &#8220;os haikus [\u2026] n\u00e3o s\u00e3o uma &#8216;express\u00e3o&#8217; da &#8216;alma&#8217;. Antes, se deixam interpretar como uma vis\u00e3o de ningu\u00e9m. N\u00e3o se deve extrair deles nenhuma interioridade. Nenhum &#8216;eu l\u00edrico&#8217; se expressa. Tamb\u00e9m as coisas do haiku n\u00e3o s\u00e3o impelidas a nada. Nenhum Eu &#8216;l\u00edrico&#8217; inunda as coisas, fazendo delas, desse modo, met\u00e1foras ou s\u00edmbolos. Antes, o haiku deixa que as coisas brilhem em seu assim-ser. O n\u00e3o-ser-impelido como disposi\u00e7\u00e3o fundamental do haiku aponta para o cora\u00e7\u00e3o em jejum do poeta que, na qualidade de ningu\u00e9m, espelha o mundo em si mesmo. [\u2026] A err\u00e2ncia constante de Bash\u014d \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de seu cora\u00e7\u00e3o em jejum, que n\u00e3o se prende a nada, que n\u00e3o agarra nada com os dentes. [\u2026] O luto [&#8216;Trauer&#8217;] de Bash\u014d [\u2026] n\u00e3o tem o peso opressor da &#8216;melancolia&#8217;. [\u2026] Esse luto [\u2026] \u00e9 a disposi\u00e7\u00e3o fundamental do seu cora\u00e7\u00e3o que habita lugar nenhum e que sempre se despede&#8221;. Serenidade (&#8220;Heiterkeit&#8221;) iluminada.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Bibliografia:<\/p>\n\n\n\n<p>BANDEIRA, Manuel. No\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria das literaturas. S\u00e3o Paulo: Companhia Editora Nacional, 1940.<\/p>\n\n\n\n<p>BANDEIRA, Manuel. Hai-kais. A Manh\u00e3, Rio de Janeiro, ano II, n. 553, 29 maio 1943, p. 4.<\/p>\n\n\n\n<p>BANDEIRA, Manuel. Poemas traduzidos. Rio de Janeiro: Globo, 1948.<\/p>\n\n\n\n<p>BANDEIRA, Manuel. Cr\u00f4nicas in\u00e9ditas 2 (1930-1944). S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>BANDEIRA, Manuel. Lira dos cinquent&#8217;anos. S\u00e3o Paulo: Global, 2014.&nbsp;Livro eletr\u00f4nico<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;BASHO.Trilha estreita ao confim. S\u00e3o Paulo: Iluminuras,2021.<\/p>\n\n\n\n<p>BASH\u00d4, Matsuo. O eremita viajante: haikus &#8211; obra completa. Reimpr. Porto: Ass\u00edrio &amp; Alvim, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>BASH\u00d4 et al. Ha\u00efka\u00ef de Bash\u00f4 et de ses disciples. Tradu\u00e7\u00e3o de Kuni Matsuo e Steinilber-Oberlin. Paris: Institut international de Coop\u00e9ration intellectuelle 1936.<\/p>\n\n\n\n<p>BASH\u014c et al. Monkey&#8217;s raincoat (&#8220;sarumino&#8221;): linked poetry of the Basho school with haiku selections. Rutland: Charles E. Tuttle,1985.<\/p>\n\n\n\n<p>CAMPOS, Haroldo de. A arte no horizonte do prov\u00e1vel e outros ensaios. 5\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>COOPER, Michael. Rodrigues, o int\u00e9rprete: um jesu\u00edta no Jap\u00e3o e na China. Lisboa: Quetzal, 1994.<\/p>\n\n\n\n<p>FRAISSE, Luc. Proust et le japonisme. Strasbourg: Presses Universitaires de Strasbourg, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>FRANCHETTI, Paulo. Bandeira: vida e verso. Revista Brasileira, Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras, fase IX, ano III,n.103,p.<br>79-89, abr.\/maio\/jun. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>FRANCHETTI, Paulo; DOI, Elza Taeko. Haikai: antologia e hist\u00f3ria. 4\u00aa ed. rev. 2\u00aa reimpr. Campinas: Editora da Unicamp,2019.<\/p>\n\n\n\n<p>FR\u00c9D\u00c9RIC, Louis. O Jap\u00e3o: dicion\u00e1rio e civiliza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Globo, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>GALERIES NATIONALES DU GRAND PALAIS. Le japonisme. Paris: Editions de la R\u00e9union des mus\u00e9es nationaux,1988.<\/p>\n\n\n\n<p>HAN, Byung-Chul. Filosofia do zen-budismo. Tradu\u00e7\u00e3o de Lucas Machado. Petr\u00f3polis: Vozes, 2019. Livro eletr\u00f4nico. HAN, Byung-Chul. Philosophie des Zen-Buddhismus (Reclams Universal-Bibliothek Nr. 18185). Reimpr. Ditzingen:<br>Reclam, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>HEITERKEIT. In: DICION\u00c1RIO de alem\u00e3o-portugu\u00eas. Porto: Porto, 2000, p. 436.<br>HOLANDA, S\u00e9rgio Buarque de. O esp\u00edrito e a letra: estudos de cr\u00edtica liter\u00e1ria I (1920-1947). 2\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>JANEIR[A], Armando Martins. O jardim do encanto perdido. Porto: Manuel Barreira, [1956].<\/p>\n\n\n\n<p>KEENE, Donald. The winter sun shines in: a life of Masaoka Shiki. New York: Columbia University Press, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>LEMINSKI, Paulo. Vida: Cruz e Souza, Bash\u00f4, Jesus, Tr\u00f3tski (4 biografias). 4\u00aa reimpress\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>LINS, \u00c1lvaro. Jornal de cr\u00edtica (1\u00aa s\u00e9rie). Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 1941.<\/p>\n\n\n\n<p>MATSUO, Kuni. Histoire de la litt\u00e9rature japonaise des temps archa\u00efques \u00e0 1935. Paris: Soci\u00e9t\u00e9 fran\u00e7aise d\u2019\u00e9ditions litt\u00e9raires et techniques,1935.<\/p>\n\n\n\n<p>MCKINNEY, Meredith (org.). Travels with a painting brush: classical Japanese travel writing from the Many\u014dsh\u016b to Bash\u014d. [S.l.]: Penguin Classics, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>MINER, Earl; ODAGIRI, Hiroko; MORRELL, Robert E. The Princeton companion to classical Japanese literature. 2\u00aa impr. Princeton: Princeton University Press,1988.<\/p>\n\n\n\n<p>MORAES, Wenceslau de. Relance da alma japoneza. Lisboa: Portugal-Brasil, 1925.<br>PAZ, Octavio. Signos em rota\u00e7\u00e3o 3\u00aaed. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>RODRIGUEZ, Io\u00e3o. Arte da Lingoa de Iapam. Nangasaqui: Collegio de Iap\u00e3o da Companhia de IESU, 1604.<\/p>\n\n\n\n<p>SHIRANE, Haruo. Traces of dreams: landscape, cultural memory, and the poetry of Bash\u014d. Stanford: Stanford University Press, 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>SUZUKI, Teiiti. De renga a haicai. Estudos Japoneses, S\u00e3o Paulo, v. 1, p. 91\u2013125, 1979.<\/p>\n\n\n\n<p>TEJO, Orlando. Z\u00e9 Limeira, poeta do absurdo. Jo\u00e3o Pessoa:[s.n.], 1973.<\/p>\n\n\n\n<p>WICHMANN, Siegfried. Japonisme: the Japanese influence on Western art in the 19th and 20th centuries. New York: Park Lane, 1985.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reda\u00e7\u00e3o: Rafael Cavalcanti Lemos, juiz de direito do Tribunal de Justi\u00e7a de Pernambuco e pesquisador associado \u00e0 Curadoria de Assuntos do Jap\u00e3o da CE\u00c1SIA. Em 31 de mar\u00e7o de 1854, encerravam-se com o Tratado de Kanagawa duzentos e quinze anos de pol\u00edtica isolacionista japonesa, iniciada um lustro antes que, em 1644, nascesse Matsuo Kinsaku (na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7522,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":6,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[3,111],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7519"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7519"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7519\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7555,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7519\/revisions\/7555"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7519"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7519"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7519"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}