{"id":7003,"date":"2023-11-17T14:00:13","date_gmt":"2023-11-17T17:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=7003"},"modified":"2023-11-17T14:33:23","modified_gmt":"2023-11-17T17:33:23","slug":"artigo-de-opiniao-caminhos-do-feminismo-sul-coreano-um-breve-panorama-socio-historico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=7003","title":{"rendered":"ARTIGO DE OPINI\u00c3O | Caminhos do feminismo sul-coreano: um breve panorama s\u00f3cio-hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Beatriz Lee Bernardi<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">eubialee@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Imagem:  YUN, Suknam. Red Room, In: Women of Resistance, Becoming Historic, Hakgojae Gallery. Seul, 2021.<sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A hist\u00f3ria do feminismo sul-coreano \u00e9 complexa e marcada por fatores e quest\u00f5es diversas, cujas lutas t\u00eam sido caracterizadas por imensos desafios, conquistas lentas, mas significativas, e um longo percurso pela frente. Para entender este movimento, \u00e9 necess\u00e1rio revisitar a hist\u00f3ria das mulheres na Coreia, o que faremos neste artigo de forma breve, percorrendo sucintamente diferentes momentos hist\u00f3ricos que se interligam com o desenvolvimento do feminismo sul-coreano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>1. A mulher coreana atrav\u00e9s das eras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>1.1<\/strong> Pr\u00e9-confucionismo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O tratamento dado \u00e0s mulheres coreanas teve varia\u00e7\u00f5es ao longo dos per\u00edodos hist\u00f3ricos do pa\u00eds. Antes da ado\u00e7\u00e3o do Confucionismo, durante os Tr\u00eas Reinos (57 a.C &#8211; 668 d.C) e at\u00e9 certo ponto da dinastia Goryeo (ou Kory\u014f, 918-1392), as mulheres em geral teriam relativamente mais liberdade do que em per\u00edodos posteriores: liderando tribos e batalhas, possuindo, herdando e gerindo bens e propriedades, e ocupando posi\u00e7\u00f5es importantes na pol\u00edtica e religi\u00e3o (LEE, 2008).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>1.2<\/strong> Joseon e o Confucionismo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Por\u00e9m, com a passagem para a dinastia Joseon (ou Chos\u014fn, 1392-1910) houve a implementa\u00e7\u00e3o oficial do Confucionismo na Coreia, afunilando drasticamente possibilidades como as citadas acima. Origin\u00e1ria da China, trata-se de uma ideologia que pregava uma ordem social baseada na hierarquia e na obedi\u00eancia, sendo nela as mulheres consideradas subordinadas aos homens em todas as esferas da vida, incluindo fam\u00edlia, sociedade e Estado (KIM; PETTID, 2011). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Segundo Han (2004, p. 151), a yangban (ou sadaebu, classe fundadora e dominante da dinastia Joseon), identificou o &#8220;decl\u00ednio da moral&#8221; como uma das principais raz\u00f5es para a queda da dinastia anterior, Goryeo. Desse modo, visando estabelecer a sociedade neoconfucionista e patriarcal que desejava, a aristocracia fortaleceu v\u00e1rias medidas problem\u00e1ticas relacionadas \u00e0s mulheres. A classe dominante usou de sistemas moralistas como o naewoeb\u014fp (que proibia o contato livre entre homens e mulheres, baseado no Confucionismo) para controlar as mulheres, e o chongb\u014fp (que regia as rela\u00e7\u00f5es familiares e alterou negativamente o status das mulheres em rela\u00e7\u00e3o ao casamento, heran\u00e7a, rituais ancestrais e outros) durante Joseon (HAN, 2004).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Assim, com a imposi\u00e7\u00e3o de valores extremos e padr\u00f5es r\u00edgidos de comportamento, as mulheres coreanas em Joseon, a dinastia mais longa da Coreia, foram sendo cada vez mais restringidas em suas atividades sociais e direitos (KIM; PETTID, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>1.3<\/strong> Ocupa\u00e7\u00e3o japonesa<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">No per\u00edodo de profundo horror que foi a ocupa\u00e7\u00e3o japonesa na Coreia (1910- 1945), as mulheres coreanas foram submetidas a uma s\u00e9rie de graves viol\u00eancias e opress\u00f5es. Muitas mulheres e meninas foram for\u00e7adas a se tornar \u201cmulheres de conforto\u201d, sendo exploradas sexualmente por soldados japoneses dentro do atroz \u201csistema de conforto\u201d (AZENHA, 2017), ou coagidas a trabalho for\u00e7ado em, por exemplo, f\u00e1bricas \u2013 que n\u00e3o deixaram de ser cen\u00e1rio de explora\u00e7\u00e3o mesmo ap\u00f3s a coloniza\u00e7\u00e3o japonesa (YOO, 2008).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>1.4<\/strong> P\u00f3s-guerra e fratura da Coreia em Sul e Norte<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">No que concerne ao per\u00edodo hist\u00f3rico a partir de 1945 \u2013 ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial e o fim da ocupa\u00e7\u00e3o japonesa \u2013, houve esfor\u00e7os para melhorar a posi\u00e7\u00e3o das mulheres na sociedade coreana. Contudo, a ocorr\u00eancia de outros fatos e traumas hist\u00f3ricos tornaram o cen\u00e1rio ainda mais complexo. Dentre eles, a administra\u00e7\u00e3o militar estadunidense (1945-1948), a separa\u00e7\u00e3o da Coreia em Norte e Sul (1945), a guerra da Coreia (1950-1953), a reforma do novo governo e golpes de Estado (d\u00e9cadas de 1960-1980) \u2013 com altas doses de autoritarismo, corrup\u00e7\u00e3o, instabilidade, repress\u00e3o pol\u00edtica e outros mais (MACEDO, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em tese, a Constitui\u00e7\u00e3o da Coreia do Sul (promulgada em 1948 e revisada em 1987) postulou direitos iguais para os cidad\u00e3os do pa\u00eds independentemente de diferen\u00e7as, incluindo de g\u00eanero. Mas, na pr\u00e1tica, epis\u00f3dios e per\u00edodos como os citados acima e seus efeitos seguiram exercendo forte influ\u00eancia na sociedade e a quest\u00e3o de g\u00eanero ainda \u00e9 um problema em muitas \u00e1reas (PARK, 1993).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>2. O feminismo na Coreia do Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u00c9 importante deixar claro, antes de tudo, que as mulheres coreanas sempre participaram do ativismo social e pol\u00edtico na pen\u00ednsula \u2013 do que se tem registro, pelo menos desde o Movimento de Independ\u00eancia da Coreia. Segundo Ching e Louie (1995), as origens do feminismo sul-coreano contempor\u00e2neo remontam ao movimento popular de base das massas (minjung undong), que se iniciou nos anos 1960. A luta das mulheres, com seu n\u00facleo na \u00e9poca composto por trabalhadoras pobres urbanas e rurais, ganhou for\u00e7a com a participa\u00e7\u00e3o das mesmas nesse movimento mais amplo, caracterizado pelas lutas trabalhistas, estudantis e pr\u00f3-democracia, sendo fundamental para o surgimento de grupos feministas mais organizados na Coreia do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A princ\u00edpio, o foco do movimento das trabalhadoras foi lutar contra a explora\u00e7\u00e3o que sofriam nas f\u00e1bricas durante o regime do ineleito General Park Chung-Hee (1961-1979), caracterizado pelo autoritarismo e por pol\u00edticas que levaram a uma crescente desigualdade social no pa\u00eds (CHING; LOUIE,1995).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Mas foi na d\u00e9cada de 1980 que o ativismo sul-coreano come\u00e7ou a abordar quest\u00f5es mais espec\u00edficas de g\u00eanero. Desde ent\u00e3o, o movimento feminista sulcoreano tem contribu\u00eddo para conquistas legais e institucionais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres, como referentes a div\u00f3rcio, viol\u00eancia sexual, trabalho e outros. No entanto, embora a legisla\u00e7\u00e3o em si seja importante, h\u00e1 lacunas entre a Lei e a realidade na pr\u00e1tica. Segundo Koeval (2022), apesar de Leis que buscam proteger os direitos das mulheres, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados, incluindo socioecon\u00f4micos (como a ainda existente disparidade salarial de g\u00eanero e a sub-representa\u00e7\u00e3o feminina em cargos executivos e pol\u00edticos), que s\u00e3o potencializados por outras barreiras, se interseccionando com fatores como a classe social. Al\u00e9m disso, que o movimento feminista sul-coreano tamb\u00e9m \u00e9 frequentemente \u201cdemonizado\u201d pelos setores mais conservadores em uma sociedade ainda altamente patriarcal, onde se v\u00ea inclusive certos retrocessos. Isso se manifesta em formas variadas, como em campanhas de difama\u00e7\u00e3o online e em discursos e ataques p\u00fablicos que minimizam ou ridicularizam as quest\u00f5es de g\u00eanero. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Conforme Kim (2021), o ativismo feminista sul-coreano tem ganhado mais impulso e popularidade desde 2015, considerando abrang\u00eancia, alcance e variedade de agendas, e situando-se no contexto hist\u00f3rico e sociopol\u00edtico mais amplo da sociedade coreana, incluindo a diversifica\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais na Coreia p\u00f3s-autorit\u00e1ria, o status prec\u00e1rio das mulheres e o aumento da misoginia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A recente elei\u00e7\u00e3o do candidato conservador Yoon Suk-yeol em 2022 como presidente da Coreia do Sul evidencia que cren\u00e7as mis\u00f3ginas e sexistas sobre as mulheres continuam sendo sustentadas na sociedade sul-coreana em geral, indo na contram\u00e3o dos direitos de igualdade de g\u00eanero (KOEVAL, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Yoon, que \u00e9 o atual presidente do pa\u00eds, j\u00e1 inclusive declarou inten\u00e7\u00f5es de dissolver o Minist\u00e9rio da Igualdade de G\u00eanero e Fam\u00edlia (cuja cria\u00e7\u00e3o em 2001 foi uma conquista do movimento feminista no pa\u00eds), amea\u00e7a que teria sido calculada para atrair homens jovens sul-coreanos autoproclamados antifeministas, que creem que a igualdade de g\u00eanero j\u00e1 foi alcan\u00e7ada na Coreia do Sul, &#8220;portanto as prote\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas destinadas a proporcionar \u00e0s mulheres mais oportunidades de serem iguais em uma sociedade que tem sido dominada por homens s\u00e3o vistas como desnecess\u00e1rias&#8221; e at\u00e9 &#8220;discriminat\u00f3rias&#8221; segundo esses homens, que sentem-se &#8220;oprimidos pelo feminismo&#8221; (KOEVAL, 2022, p. 50-51).<sup>2<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>3. O ontem, o hoje (e o amanh\u00e3) est\u00e3o entrela\u00e7ados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Dado o aqui exposto, se engana, por\u00e9m, quem cr\u00ea que as mulheres coreanas levantaram a cabe\u00e7a s\u00f3 hoje ou nas \u00faltimas d\u00e9cadas. J\u00e1 que, na verdade, ao longo da hist\u00f3ria as mulheres na pen\u00ednsula encontraram maneiras de existir, resistir e negociar. Isso inclusive em Joseon (1392-1910), no contexto da complexa intera\u00e7\u00e3o entre as normas de g\u00eanero e a filosofia confucionista, desafiando a no\u00e7\u00e3o de que as mulheres sempre foram submissas aos homens nesta sociedade (LEE, 2008).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Entre estas mulheres est\u00e3o, por exemplo, a imperatriz \u201cMin\u201d Myeongseong (1851-1895), que lutou pela moderniza\u00e7\u00e3o da Coreia e pela prote\u00e7\u00e3o do pa\u00eds contra a influ\u00eancia do Jap\u00e3o, e foi assassinada pelos japoneses em 1895; Yun Hui-Sun (1860-1935), que criou e liderou o primeiro ex\u00e9rcito de civis formado s\u00f3 por mulheres de que se tem registro no pa\u00eds, lutando pela independ\u00eancia da Coreia at\u00e9 seu \u00faltimo suspiro; Yu Gwan-Sun (1902-1920), uma das mais conhecidas ativistas do movimento pela independ\u00eancia, que morreu com apenas dezessete anos em decorrer de ferimentos de torturas pelas autoridades japonesas na pris\u00e3o (LEE, 2008). E tantas outras que n\u00e3o sabemos e provavelmente nunca saberemos os nomes, mas que ao resistirem dentro do que lhes foi poss\u00edvel (na macro ou na micropol\u00edtica), plantaram as ra\u00edzes e pavimentaram o \u00e1rduo e longo caminho pelos direitos das mulheres do presente e do futuro, em meio a tantas complexidades, desafios e ambival\u00eancias que se atualizam.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>NOTAS DE RODAP\u00c9<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>1<\/sup> A imagem escolhida como capa do artigo retrata uma instala\u00e7\u00e3o de arte intitulada Red Room, de Yun Suk-nam, considerada pioneira em arte feminista no pa\u00eds. A obra tem o intuito de homenagear as mulheres que sacrificaram suas vidas pela independ\u00eancia da Coreia, algumas delas mencionadas no presente artigo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>2<\/sup>Em mat\u00e9ria de 2022 para a Folha de S\u00e3o Paulo (dispon\u00edvel em: https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/2022\/05\/quem-e-yoon-suk-yeol-novo-presidente-dacoreia-do-sul-comparado-a-sergio-moro.shtml), Thiago Mattos (mestre em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela UERJ e especialista em Coreia do Sul) aponta que o presidente Yoon tem um perfil pr\u00f3ximo ao de Jair Bolsonaro (ex-presidente do Brasil), \u201cuma vez que ambos conseguiram \u2018surfar\u2019 a onda conservadora atrav\u00e9s de m\u00faltiplas pol\u00eamicas com elogios ao per\u00edodo ditatorial dos dois pa\u00edses e com o desprezo por pautas feministas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">AZENHA, T. S. F. Para al\u00e9m do sil\u00eancio: o sistema de conforto e o papel dos movimentos feministas na quest\u00e3o das mulheres de conforto na Coreia do Sul (1905-2015). Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Estudos Asi\u00e1ticos) &#8211; Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, Faculdade de Ci\u00eancias Humanas, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">CHING, M.; LOUIE, Y. Minjung feminism: Korean women&#8217;s movement for gender and class liberation. Women&#8217;s Studies International Forum, 1995.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">HAN, H. S. Women\u2019s Life during the Chos\u014fn Dynasty. International Journal of Korean History, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">KIM, J. S. The Resurgence and Popularization of Feminism in South Korea: Key Issues and Challenges for Contemporary Feminist Activism. Korea Journal, v. 61, p. 75-101, 2021. DOI: 10.25024\/kj.2021.61.4.75.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">KIM, Y. M.; PETTID, M. J. Women and Confucianism in Choson Korea: New Perspectives. State University of New York Press, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">KOEVAL, H. C. Cultural Confinement: Challenges to South Korean Feminism. Senior Honors Thesis, Department of Asian and Middle Eastern Studies, University of North Carolina at Chapel Hill. 2022. https:\/\/doi.org\/10.17615\/xc93-za57.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">LEE, B. Y. Women in Korean history. Ewha Womans University Press, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">MACEDO, E. U. A Montanha e o Urso: Uma hist\u00f3ria da Coreia. Publica\u00e7\u00e3o independente (eBook). 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">PARK, K. A. Women and Development: The Case of South Korea. Comparative Politics, Ph.D. Programs in Political Science, City University of New York, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">YOO, T. J. The politics of gender in Colonial Korea: Education, Labor, and Health, 1910 \u2013 1945. University of California Press, 2008.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>APRESENTA\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz Lee Bernardi<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Redatora e psic\u00f3loga (PUC-SP), cursa extens\u00e3o em Sa\u00fade Sexual (IPQ-USP) e \u00e9 pesquisadora associada \u00e0 Curadoria de Estudos Coreanos (CE\u00c1SIA-UFPE). Filha de brasileiro com coreana, investiga a cultura materna desde que descobriu o movimento asi\u00e1tico-brasileiro em 2015, buscando resgate hist\u00f3rico-cultural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Beatriz Lee Bernardi eubialee@gmail.com Imagem: YUN, Suknam. Red Room, In: Women of Resistance, Becoming Historic, Hakgojae Gallery. 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