{"id":6742,"date":"2023-08-07T11:45:10","date_gmt":"2023-08-07T14:45:10","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=6742"},"modified":"2023-09-06T11:26:05","modified_gmt":"2023-09-06T14:26:05","slug":"o-imperio-do-sol-nascente-estado-e-industrializacao-na-era-meiji","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=6742","title":{"rendered":"ARTIGO DE OPINI\u00c3O | O Imp\u00e9rio do Sol Nascente: Estado e Industrializa\u00e7\u00e3o na Era Meiji"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Gisele Yamauchi<\/em><sup>1<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Maur\u00edcio Luiz Borges Ramos Dias<\/em><sup>2<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Thomas Dias Placido<\/em><sup>3<\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Revis\u00e3o especializada por: Ang\u00e9lica Alencar e Paula Michima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O Jap\u00e3o foi pouco tocado pelo Ocidente durante o per\u00edodo de expans\u00e3o ultramarina europeia, uma vez que passava por uma rigorosa pol\u00edtica isolacionista (\u201cpa\u00eds fechado\u201d, do japon\u00eas \u201c<em>sakoku<\/em>\u201d) iniciada no s\u00e9culo XVII at\u00e9 metade do s\u00e9culo XIX. Apesar disso, o pa\u00eds desenvolveu um sistema econ\u00f4mico pr\u00f3prio pautado na revolu\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola atrav\u00e9s da reforma agr\u00e1ria e na exist\u00eancia de oficinas e manufaturas estatais, possibilitando o esfor\u00e7o modernizante. Nesse sentido, o Estado japon\u00eas teve tempo para se reorganizar e se preparar, como o fez durante a Era Meiji (1868-1912), rompendo com a antiga ordem do xogunato da Era Tokugawa (1603-1868)<sup>4<\/sup>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Com o intuito fazer frente \u00e0s expans\u00f5es imperialistas das pot\u00eancias ocidentais<sup>5<\/sup>, iniciou-se em 1868 a Restaura\u00e7\u00e3o Meiji, s\u00edmbolo da cria\u00e7\u00e3o das bases do poder nacional capaz de preservar a independ\u00eancia do pa\u00eds face \u00e0 ascens\u00e3o do imperialismo. Como resultado, esse processo foi acompanhado pela centraliza\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico nas m\u00e3os do imperador, industrializa\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, pelo fortalecimento das capacidades militares do Jap\u00e3o, sendo importante destacar o lema \u201c<em>fukoku ky\u014dhei<\/em>\u201d (\u201cenriquecer a na\u00e7\u00e3o, fortalecer o ex\u00e9rcito\u201d) que j\u00e1 demonstrava interliga\u00e7\u00f5es entre economia e militariza\u00e7\u00e3o japonesa (HENSHALL, 2004). Logo, n\u00e3o se pode compreender o desabrochar do progresso industrial do Jap\u00e3o sem analisar dimens\u00f5es econ\u00f4micas relacionadas aos avan\u00e7os militares e expansionismo territorial japon\u00eas no Leste Asi\u00e1tico \u2014 temas que, em poucas p\u00e1ginas, nos esfor\u00e7amos para elucidar aos nossos leitores.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A partir da guinada resultante do comportamento reativo \u00e0s amea\u00e7as externas \u00e0 sua soberania e posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dominante, tra\u00e7aram-se os caminhos em dire\u00e7\u00e3o ao despontamento da civiliza\u00e7\u00e3o industrial nip\u00f4nica. De acordo com a an\u00e1lise conjuntural de Furtado (1978), a acelera\u00e7\u00e3o da difus\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o industrial tratava-se de n\u00e3o apenas absorver t\u00e9cnicas e instrumentais isolados, mas assimilar o sistema de civiliza\u00e7\u00e3o industrial ocidental em fun\u00e7\u00e3o de um projeto de consolida\u00e7\u00e3o nacional, compatibilizando o novo aparelho produtivo e suas t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o \u00e0 estrutura social japonesa sem que houvesse uma ruptura do quadro tradicional de domina\u00e7\u00e3o<sup>6<\/sup>. Como observado, o controle estatal sobre o processo de moderniza\u00e7\u00e3o no Jap\u00e3o derivou da conscientiza\u00e7\u00e3o das elites do atraso das for\u00e7as produtivas do pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pot\u00eancias ocidentais (Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha) (VIEIRA; OURIQUES; SANTOS, 2023).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Assim surgiria, de forma incipiente, o capitalismo industrial nativo do Jap\u00e3o, implantando-se no arquip\u00e9lago nip\u00f4nico \u201cna aus\u00eancia das estruturas sociais produzidas na Europa pelo prolongado processo da revolu\u00e7\u00e3o burguesa\u201d (FURTADO, 1978, p. 43). Dessa forma, o salto industrialista japon\u00eas foi sustentado principalmente por empresas nacionais estatais com tecnologia aut\u00f3ctone que detinham o <em>know-how <\/em>manufatureiro, ancoradas em uma ind\u00fastria de m\u00e3o-de-obra intensiva (VIEIRA; OURIQUES; SANTOS, 2023). A mobiliza\u00e7\u00e3o massiva do Estado e do setor p\u00fablico possibilitou a aquisi\u00e7\u00e3o de maquin\u00e1rio e atenua\u00e7\u00e3o de gargalos log\u00edsticos ao canalizar o investimento em infraestrutura, uma vez que esses dois atores representavam mais da metade da forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo do per\u00edodo; consequentemente, atrav\u00e9s de seu competitivo setor t\u00eaxtil, a mobiliza\u00e7\u00e3o desses recursos permitiu ao pa\u00eds asi\u00e1tico&nbsp;superar o desequil\u00edbrio na sua balan\u00e7a de pagamentos e adquirir as divisas essenciais para a importa\u00e7\u00e3o de tecnologia mecanizada europeia, retroalimentando o despontar de uma pol\u00edtica industrial fundamentada em mudan\u00e7as imperativas na estrutura econ\u00f4mica (MOURA, 2021).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Mediante uma alian\u00e7a s\u00f3lida entre as classes economicamente fortes e o aparato estatal, os grandes propriet\u00e1rios de terras foram recompensados pela perda de renda em suas terras<sup>7<\/sup> em forma de participa\u00e7\u00e3o nas manufaturas estatais ou em a\u00e7\u00f5es nos bancos perante incentivos do Estado. Por consequ\u00eancia, havia um claro entrosamento financeiro entre as empresas e&nbsp; simbiose dos grandes grupos nacionais<sup>8<\/sup> com o Estado, onde a acumula\u00e7\u00e3o foi intensificada, na fase inicial, pela transforma\u00e7\u00e3o de parte dos bens de consumo em bens de capital mediante o com\u00e9rcio internacional (FURTADO, 1978). Esse v\u00ednculo constru\u00eddo sob a tutela estatal ativamente fomentou uma classe burguesa embrion\u00e1ria por meio de subs\u00eddios, fazendo com que as \u201ccasas mercantes em ascens\u00e3o assumissem [a pre\u00e7os fortemente subsidiados] empresas lucrativas de grande escala, formando os <em>zaibatsu <\/em>[monop\u00f3lios financeiros que se transformaram em conglomerados econ\u00f4micos]. Deste modo, ficam claros la\u00e7os cordiais constru\u00eddos entre as grandes empresas japonesas e o Estado desde o in\u00edcio\u201d (SO; CHIU, 1995, p. 74-75 apud MOURA, 2021, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em suma, o projeto industrializante racionalizado pelo Estado tornou a \u201cempresa capitalista japonesa uma proje\u00e7\u00e3o dos grupos sociais tradicionais\u201d (FURTADO, 1978, p. 43), ao passo que a elevada sinergia p\u00fablico-privada apresentava-se em moldes totalmente distintos daqueles encontrados no ocidente ante o processo de revolu\u00e7\u00e3o burguesa \u2014 onde s\u00e3o claros os limites entre entidades do direito p\u00fablico e privado (FURTADO, 1978) \u2014, caracterizando o primeiro ciclo de <em>catching-up<\/em>, ou emparelhamento, nip\u00f4nico como essencialmente dominado pelas din\u00e2micas internas do Estado empres\u00e1rio<sup>9<\/sup> que passou a \u201cdirigir o processo de acumula\u00e7\u00e3o [e] responsabilizar-se pela inova\u00e7\u00e3o\u201d (PEREIRA, 1975, p. 65).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">N\u00e3o podemos deixar de mencionar que o processo de acumula\u00e7\u00e3o do capital japon\u00eas visava tamb\u00e9m o desenvolvimento de uma for\u00e7a militar robusta (FURTADO, 1978) para abordar os tratados desiguais<sup>10<\/sup> firmados na antiga ordem do xogunato. Entende-se que a industrializa\u00e7\u00e3o foi posta a servi\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o de um poderio militar que fizesse frente ao avan\u00e7o ocidental, \u201cmantendo-se os n\u00edveis de consumo sob estrito controle\u201d (FURTADO, 1978, p. 59), bem como esteve diretamente ligado ao enriquecimento japon\u00eas como visto, por exemplo, pela moderniza\u00e7\u00e3o dos arsenais japoneses por rifles e canh\u00f5es, incremento das f\u00e1bricas de armamentos e desenvolvimento da ind\u00fastria naval nacional (BUDIARTO, 2021), conforme a ascens\u00e3o das ind\u00fastrias t\u00eaxtil, de metal e carv\u00e3o entre 1876 e 1896 (GORDON, 2003).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em paralelo \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, ocorreram as reformas agr\u00e1ria e econ\u00f4mica por meio da cria\u00e7\u00e3o da moeda iene e do Banco do Jap\u00e3o em 1872, diminuindo os estrangulamentos ocorridos durante a modernidade incipiente nip\u00f4nica. No campo da educa\u00e7\u00e3o, instaurou-se a padroniza\u00e7\u00e3o e a obrigatoriedade do ensino prim\u00e1rio e em 1885 foram criadas as universidades. No campo da gest\u00e3o, ocorreu a centraliza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a interven\u00e7\u00e3o do Estado no ensino e na economia, culminando na promulga\u00e7\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o em 1889, conduziram o pa\u00eds para uma monarquia constitucional (MASON; CAIGER, 1997; HOBSBAWM, 2015; UNZER, 2019).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como resultado, uma vez que o governo manteve sob rigoroso comando e coordena\u00e7\u00e3o os monop\u00f3lios que se formavam, o excedente nacional foi canalizado como parte de uma fus\u00e3o industrial e militar<sup>11<\/sup>, na qual a \u201caventura imperialista japonesa, produto da alian\u00e7a capitalista-militarista entre os <em>zaibatsu <\/em>e as for\u00e7as armadas japonesas\u201d (PEREIRA, 1975, p. 66) desdobrou-se na concep\u00e7\u00e3o de \u201cuma \u2018esfera de influ\u00eancia&#8221;&#8216; (FURTADO, 1978, p. 59). Nesse seguimento, impulsionado por desentendimentos entre Jap\u00e3o e China referentes ao envio de expedi\u00e7\u00f5es militares de ambos os pa\u00edses \u00e0 Coreia, inst\u00e1vel devido a uma revolta camponesa, no ano de 1894, encadeou-se a Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-1895).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ap\u00f3s a vit\u00f3ria japonesa e firmado o Tratado de Shimonoseki em 1895, esse conflito se demonstrou ben\u00e9fico \u00e0 Terra do Sol Nascente ao passo que territ\u00f3rios como Taiwan, ilhas Pescadores e pen\u00ednsula Liandong foram anexados, a Coreia estava cada vez mais presa na \u00f3rbita de influ\u00eancia japonesa por conta do reconhecimento chin\u00eas da independ\u00eancia e autonomia coreana, al\u00e9m de ter recebido da China indeniza\u00e7\u00f5es em altas quantias. Como exemplo da rentabilidade desse conflito, o ressarcimento chin\u00eas, de cerca de \u00a5 360 milh\u00f5es, foi o equivalente a 4.5 vezes o or\u00e7amento nacional do Jap\u00e3o em 1894, tendo sido 83% desse valor investido na ind\u00fastria militar japonesa (GORDON, 2003). Al\u00e9m disso, vale destacar que os territ\u00f3rios conquistados, apesar de R\u00fassia, Fran\u00e7a e Alemanha, diplomaticamente, terem impedido a anexa\u00e7\u00e3o formal de Liandong por receio do fortalecimento nip\u00f4nico e de sua amea\u00e7a aos interesses russos na Coreia (SAKURAI, 2007), eram importantes para a aquisi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas que impulsionaram a ind\u00fastria do Jap\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, dessa vez, o imp\u00e9rio nip\u00f4nico entrou em conflito com uma pot\u00eancia ocidental, a R\u00fassia, devido \u00e0 paulatina hostiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es bilaterais por conta de negocia\u00e7\u00f5es, sem sucesso, referentes a quem obteria o controle da Coreia. Por conseguinte, o Jap\u00e3o atacou Port Arthur, inaugurando a Guerra Russo-Japonesa (1904-1905), na qual a vit\u00f3ria japonesa elevou o patriotismo nacional ao ser o primeiro pa\u00eds asi\u00e1tico a derrotar um pa\u00eds do Ocidente. A partir do Tratado de Portsmouth de 1905, a Terra do Sol Nascente conquistou os direitos russos referentes a Port Arthur, retirou a R\u00fassia da Manch\u00faria e nessa regi\u00e3o chinesa investiu capitais privados e p\u00fablicos para a constru\u00e7\u00e3o, por exemplo, de linhas f\u00e9rreas, adquiriu territ\u00f3rios russos como as ilhas Curilas e parte das ilhas Sacalinas e os interesses japoneses na Coreia foram reconhecidos pela R\u00fassia (SAKURAI, 2007; DIAS, 2022).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Al\u00e9m disso, conforme Magno (2015), esse avan\u00e7o japon\u00eas garantiu os insumos imprescind\u00edveis para a consolida\u00e7\u00e3o e progress\u00e3o da ind\u00fastria militar. Com a impossibilidade da China e da R\u00fassia em contestar o jogo de poder geopol\u00edtico do Leste Asi\u00e1tico, bem como pela aquiesc\u00eancia internacional de pot\u00eancias como a Gr\u00e3-Bretanha e os Estados Unidos, o Jap\u00e3o teve um caminho livre para avan\u00e7ar sobre a Coreia, transformando-a, primeiro, em um protetorado nip\u00f4nico em 1905 e, cinco anos depois, iniciando a coloniza\u00e7\u00e3o da pen\u00ednsula coreana. Vale ressaltar que esses avan\u00e7os territoriais fortaleceram a percep\u00e7\u00e3o da elites japonesas de que o fortalecimento e o prest\u00edgio do pa\u00eds poderiam ser alcan\u00e7ados mediante a subjuga\u00e7\u00e3o militar e econ\u00f4mica da \u00c1sia, bem como os l\u00edderes pol\u00edticos consideraram que a expans\u00e3o territorial era necess\u00e1ria caso o Jap\u00e3o almejasse manter sua autonomia (GORDON, 2003), em uma intera\u00e7\u00e3o entre imperialismo, poder militar e desenvolvimento econ\u00f4mico que seria intensamente colocada em pr\u00e1tica e \u00e0 prova na d\u00e9cada de 1930 at\u00e9 a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como pode ser observado, o Jap\u00e3o renasceu com as reformas da Era Meiji, cujas a\u00e7\u00f5es buscaram aprimorar o pa\u00eds aos requisitos da competitividade no com\u00e9rcio mundial na \u00e9poca, por meio de intensa industrializa\u00e7\u00e3o com aprendizagem tecnol\u00f3gica, moderniza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, educacionais, econ\u00f4micas e sociais. Essas realiza\u00e7\u00f5es ampliaram o f\u00f4lego estrutural japon\u00eas, contribuindo com a forma\u00e7\u00e3o de grandes conglomerados industriais, os <em>zaibatsus<\/em> que, at\u00e9 hoje sob o nome de <em>keiretsu<\/em><sup>12<\/sup>, no s\u00e9culo XXI, atuam em diversos setores da produ\u00e7\u00e3o, com\u00e9rcio e finan\u00e7as, servindo de base para a reconstru\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de novas tecnologias do pa\u00eds nip\u00f4nico. Contudo, n\u00e3o se pode esquecer que a decis\u00e3o tomada a favor da militariza\u00e7\u00e3o em prol da expans\u00e3o, tamb\u00e9m imperialista em outros pa\u00edses da \u00c1sia, conduziu o pa\u00eds \u00e0s Guerras por meio de invas\u00f5es, culminando na entrada da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>NOTAS DE RODAP\u00c9<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>1<\/sup>Mestra e doutoranda em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade S\u00e3o Judas Tadeu &#8211; USJT, Mestra em Economia Pol\u00edtica Mundial pela Universidade Federal do ABC &#8211; UFABC e Economista pela Universidade Municipal de S\u00e3o Caetano do Sul &#8211; USCS e Turism\u00f3loga pela Universidade S\u00e3o Judas Tadeu &#8211; USJT. Atualmente, \u00e9 Primeira Vice-Presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Bolsistas JICA (Japan International Cooperation Agency) e representante brasileira dos Bolsistas na Federa\u00e7\u00e3o Latino-Americana e Caribe dos Bolsistas no Jap\u00e3o &#8211; FELACBEJA. \u00c9 pesquisadora na Curadoria de Assuntos do Jap\u00e3o da CE\u00c1SIA-UFPE e no Observat\u00f3rio Leste da USJT.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>2<\/sup>Mestre em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o San Tiago Dantas (UNESP-UNICAMP-PUC\/SP) e bacharel em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Atualmente, \u00e9 Secret\u00e1rio-Geral da SWYAA Brasil. \u00c9 pesquisador na Curadoria de Assuntos do Jap\u00e3o da CE\u00c1SIA-UFPE, no Observat\u00f3rio de Regionalismo (ODR), no N\u00facleo de Pesquisa em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade de S\u00e3o Paulo (NUPRI-USP), no Grupo de Estudos de \u00cdndia e \u00c1sia Oriental (GEsIAO) e, por fim, no Observat\u00f3rio de Conflitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>3<\/sup>Graduando em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua como pesquisador associado na&nbsp; Curadoria de Assuntos do Jap\u00e3o da CE\u00c1SIA-UFPE e no N\u00facleo de Estudos Japoneses (NEJAP). Sua pesquisa se concentra na pol\u00edtica externa e mar\u00edtima do Jap\u00e3o, contribuindo para o Boletim Geocorrente, publica\u00e7\u00e3o quinzenal produzida pelo N\u00facleo de Avalia\u00e7\u00e3o da Conjuntura (NAC) do Departamento de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Escola de Guerra Naval (EGN) do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>4<\/sup>O per\u00edodo de 1603 a 1868 foi caracterizado pelo forte isolamento pol\u00edtico-econ\u00f4mico do pa\u00eds e r\u00edgido controle interno no qual o cl\u00e3 Tokugawa exerceu o monop\u00f3lio pol\u00edtico. Assim, \u201c[&#8230;] os Tokugawa permaneceram \u00e0 frente da vida estatal japonesa, unificando o pa\u00eds e fechando relativamente suas portas ao Ocidente, excetuando-se algumas trocas com os holandeses\u201d (ANDR\u00c9 2011,p. 38 apud LUIZ, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>5<\/sup>Apesar de ter sido o primeiro Estado industrial moderno na \u00c1sia, que conseguiu passar da \u00e1rea externa \u00e0 \u00e1rea central da economia-mundo, o Jap\u00e3o, previamente ao seu desenvolvimento econ\u00f4mico industrializante, tamb\u00e9m foi atingido pela onda colonizadora e imperialista capitalista ocidental, cujo in\u00edcio foi simbolizado na abertura for\u00e7ada dos portos japoneses ao com\u00e9rcio exterior durante a passagem da frota do estadunidense Comodoro Matthew Perry, em 1854.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>6<\/sup>Para o autor, a via de acesso \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o industrial representada pelo Jap\u00e3o se baseou em um esfor\u00e7o para \u201cassimilar todo um sistema de civiliza\u00e7\u00e3o material\u201d (FURTADO, 1978, p. 34). Uma fac\u00e7\u00e3o aristocr\u00e1tica \u201cassumiu o controle do Estado e dele fez o instrumento das transforma\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas requeridas\u201d e conseguiu-se \u201cimplantar t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o[&#8230;] j\u00e1 comprovadas pela experi\u00eancia de outros pa\u00edses\u201d (FURTADO, 1978, p. 34). A experi\u00eancia japonesa \u00e9 um exemplo de \u201ccriar deliberadamente vantagens comparativas em setores favorecidos por uma demanda externa el\u00e1stica\u201d (FURTADO, 1997, p. 35 apud PAULA; ALBUQUERQUE, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>7<\/sup>Para Furtado (1978, p. 43), o esfor\u00e7o industrialista veio \u00e0s custas dos grandes propriet\u00e1rios fundi\u00e1rios, uma vez&nbsp; que \u201csacrif\u00edcios impostos ao povo e tamb\u00e9m a uma parte das classes privilegiadas (particularmente os propriet\u00e1rios de terras) foi consider\u00e1vel\u201d. A reforma agr\u00e1ria buscou uma centraliza\u00e7\u00e3o da propriedade fundi\u00e1ria, onde os dom\u00ednios eram agora transferidos ao governo com o intuito de evitar embates pol\u00edticos e promover a produtividade agr\u00edcola (MOURA, 2021). A expropria\u00e7\u00e3o das terras dos grandes latifundi\u00e1rios foi acompanhada da redistribui\u00e7\u00e3o das mesmas e da imposi\u00e7\u00e3o de encargos em esp\u00e9cie ao campesinato, possibilitando uma arrecada\u00e7\u00e3o fiscal est\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>8<\/sup>Esses grupos privados, como Mitsubishi, Sumitomo, Yasuda e Mitsui, tinham permiss\u00e3o para operar internamente em n\u00edvel monopolista ou semi cartelista (MOURA, 2021) e a \u201cantiga aristocracia, que a restaura\u00e7\u00e3o Meiji expropriara mas indenizara amplamente, transformara-se na nova classe capitalista\u201d (PEREIRA,&nbsp; 1975, p. 65).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>9<\/sup>Como idealizador do impulso inicial desenvolvimentista, o Estado japon\u00eas usou de todos os recursos poss\u00edveis. Deu sempre grande \u00eanfase \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Comprou patentes, estimulou a imita\u00e7\u00e3o, exigiu sempre que a importa\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas fosse acompanhada por assist\u00eancia t\u00e9cnica, enviou japoneses ao exterior, trouxe t\u00e9cnicos estrangeiros para trabalhar no Jap\u00e3o, criou institui\u00e7\u00f5es para a pesquisa e o desenvolvimento tecnol\u00f3gico. Em suma, promoveu a importa\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de t\u00e9cnicas estrangeiras\u201d (PEREIRA, 1975, p.65).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>10<\/sup>Esses tratados deixaram o Jap\u00e3o com uma autonomia tarif\u00e1ria praticamente inexistente sobre as importa\u00e7\u00f5es (os tributos sobre elas eram p\u00edfios e compuls\u00f3rios), assim \u201cos oligarcas [&#8230;] estavam cientes de que somente com base industrial s\u00f3lida e militariza\u00e7\u00e3o os tratados desiguais impostos nos anos 1850 poderiam ser superados, viabilizando a obten\u00e7\u00e3o da verdadeira \u2018igualdade diplom\u00e1tica\u2019\u201d (MOURA, 2021, p. 135).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>11<\/sup>A pol\u00edtica externa expansionista japonesa, al\u00e9m de assegurar \u00e1reas coloniais, tornou o Estado nip\u00f4nico, internamente, um dos maiores consumidores de produtos industrializados pela necessidade de manuten\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito e da Marinha de guerra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>12<\/sup>De acordo com Moura (2021, p. 104), os <em>keiretsu <\/em>s\u00e3o uma \u201cestrutura de gigantes conglomerados industriais\u201d que simbolizam uma nova configura\u00e7\u00e3o estrutural \u2013 altamente resguardada e cartelizada \u2013 para as corpora\u00e7\u00f5es nacionais ap\u00f3s a reestrutura\u00e7\u00e3o dos antigos <em>zaibatsu<\/em>, sendo direcionados administrativamente com o aux\u00edlio governamental.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">BUDIARTO, Gema. The Rise of The Rising Sun: The Roots of Japanese Imperialism in Mutsuhito Era (1868-1912). <strong>\u00cdzum\u00ed<\/strong>, Samarang, v. 10, n. 1, p. 41-56, 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">DIAS, Maur\u00edcio Luiz Borges Ramos. <strong>A pol\u00edtica externa japonesa de Shinz\u014d Abe para a Coreia do Sul (2012-2020):<\/strong> um retrospecto hist\u00f3rico-identit\u00e1rio das feridas coloniais na contemporaneidade. Disserta\u00e7\u00e3o (mestrado) \u2013 Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas, 2022. 209 f.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">FURTADO, Celso. \u201cEmerg\u00eancia e difus\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o industrial I\u201d. <em>In<\/em>: FURTADO, C.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>Criatividade de depend\u00eancia na civiliza\u00e7\u00e3o industrial<\/strong>. Rio de Janeiro, Paz e Terra: 1978, p. 33-50.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">FURTADO, C. Entre inconformismo e reformismo. <em>In<\/em>: FURTADO, C. <strong>Obra Autobiogr\u00e1fica<\/strong>. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1997, p. 9-40.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">GORDON, Andrew. <strong>A Modern History of Japan:<\/strong> From Tokugawa Times to the Present. Nova York: Oxford University Press, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">HENSHALL, Kenneth G. <strong>A History of Japan:<\/strong> From Stone Age to Superpower. Nova York: Palgrave Macmillan, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">HOBSBAWM, Eric.&nbsp;<strong>Era dos extremos: o breve s\u00e9culo XX<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Companhia das Letras, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">LUIZ, Leonardo Henrique. <strong>O esp\u00edrito de Yamato: <\/strong>O xinto\u00edsmo de Estado e o Ky\u014diku Chokugo na forma\u00e7\u00e3o do nacionalismo japon\u00eas e a imigra\u00e7\u00e3o para o Brasil (1890-1980). Porto Alegre, Editora Fi. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">MAGNO, Bruno. <strong>SEGUNDA GUERRA SINO-JAPONESA:<\/strong> G\u00caNESE DE UM MODO ASI\u00c1TICO DE FAZER A GUERRA? 2015. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso (Gradua\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Departamento de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Porto Alegre, 2015. 123 f.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">MASON, Richard; CAIGER, John Godwin. <strong>History of Japan<\/strong>: Revised Edition. North Clarendon: Tuttle Publishing, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">MOURA, Rafael. <strong>Industrializa\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e emparelhamento tecnol\u00f3gico no Leste Asi\u00e1tico:<\/strong>: os casos de Jap\u00e3o, Taiwan, Coreia do Sul e China. Rio de Janeiro: Idea D, 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">VIEIRA, Pedro Antonio; OURIQUES, Helton Ricardo; SANTOS, F\u00e1bio P\u00e1dua dos. Trajet\u00f3rias divergentes: a am\u00e9rica latina e o leste asi\u00e1tico na economia-mundo capitalista. <strong>Colombia Internacional<\/strong>, [<em>S<\/em>.<em>L<\/em>.], n. 113, p. 23-59, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">PEREIRA, Luiz Carlos Bresser. O modelo japon\u00eas segundo Barbosa Lima Sobrinho. <strong>Revista de Administra\u00e7\u00e3o de Empresas<\/strong>, [<em>S<\/em>.<em>L<\/em>.], v. 15, n. 3, p. 63-68, 1975.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">PAULA, Jo\u00e3o Antonio de; ALBUQUERQUE, Eduardo da Motta e. Forma\u00e7\u00e3o do pensamento de Celso Furtado, o imperativo tecnol\u00f3gico e as metamorfoses do capitalismo. <strong>Revista Brasileira de Inova\u00e7\u00e3o<\/strong>, [<em>S<\/em>.<em>L<\/em>.], v. 19, p. 1-29, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">SAKURAI, C\u00e9lia. <strong>Os japoneses<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">UNZER, Emiliano. <strong>Hist\u00f3ria da \u00c1sia<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Editora Amazon, 2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gisele Yamauchi1 Maur\u00edcio Luiz Borges Ramos Dias2 Thomas Dias Placido3 Revis\u00e3o especializada por: Ang\u00e9lica Alencar e Paula Michima. 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