{"id":6377,"date":"2022-11-10T11:07:04","date_gmt":"2022-11-10T14:07:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=6377"},"modified":"2022-11-10T11:07:06","modified_gmt":"2022-11-10T14:07:06","slug":"artigo-de-opiniao-a-producao-academica-sobre-racismo-negritude-e-xenofobia-e-apontar-que-esse-e-um-campo-que-ainda-pode-ser-muito-explorado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=6377","title":{"rendered":"ARTIGO DE OPINI\u00c3O | A produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica sobre racismo, negritude e xenofobia, e apontar que esse \u00e9 um campo que ainda pode ser muito explorado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Escrita:<br>Rayane S\u00e1tiro (satirorayane9@gmail.com)<br>Revis\u00e3o:<br>Su\u00e9llen Gentil<br>Camila Machado<br>Thiago Henrique (Th24345@gmail.com)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Dentro do espa\u00e7o acad\u00eamico brasileiro, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que n\u00e3o h\u00e1 um grande n\u00famero de artigos, livros ou cap\u00edtulos de livros sobre a rela\u00e7\u00e3o Jap\u00e3o e negritude. Nota-se com facilidade que este \u00e9 um campo que ainda tem muito a ser explorado e pode ser frut\u00edfero para pesquisadores que se interessem por ele, portanto, neste texto ser\u00e3o abordados alguns dos artigos encontrados, numa revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica de textos que abordam a pessoa negra no Jap\u00e3o e outros debates acerca do t\u00f3pico ra\u00e7a e etnia no Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O antrop\u00f3logo Hiroshi Wagatsuma \u00e9 autor do texto <em>The Social Perception of Skin Color in Japan<\/em>, publicado na revista Daedalus, em 1967. Seu artigo debate a quest\u00e3o da cor da pele no Jap\u00e3o, e pode ser um bom contexto para entender o ambiente social nip\u00f4nico, evitando projetar o contexto ocidental num pa\u00eds de cultura diversa. O autor afirma que antes mesmo de qualquer contato com povos europeus, no per\u00edodo Nara (710 d.C. \u2014 793 d.C.), um tom de pele mais claro era considerado, por vezes, mais bonito e mais atraente, enquanto uma pele mais escura podia ser vista como indesej\u00e1vel, principalmente por estar atrelada \u00e0 classe mais baixa, que tinha a pele mais escura por trabalhar ao sol, entre outros motivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Esse entendimento de brancura sofre um choque com o primeiro contato com europeus, momento no qual os povos asi\u00e1ticos passam a ser vistos como \u201camarelos\u201d. Entretanto, a pele mais escura continua a ser vista de forma negativa, na maioria das vezes, agora por influ\u00eancia tamb\u00e9m do entendimento de ra\u00e7as do povo europeu (WAGATSUMA, 1967). Afinal, como explica Monsma, ao referenciar Peter Wade (1997), o mundo, de certa forma, se \u201cracializa\u201d a medida que tem contato com a Europa:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Wade afirma que as diferen\u00e7as f\u00edsicas que percebemos como relevantes para a classifica\u00e7\u00e3o racial s\u00e3o aqueles que diferenciam os europeus dos v\u00e1rios povos por eles conquistados, subjugados ou colonizados desde o in\u00edcio da expans\u00e3o imperial da Europa no s\u00e9culo XV. Ou seja, a racializa\u00e7\u00e3o do mundo e o racismo s\u00e3o produtos do colonialismo e do imperialismo da Europa e das \u201cnovas Europas\u201d, ou col\u00f4nias de assentamento (MONSMA, 2013, p. 3-4).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">No artigo <em>Images of black people in late mediaeval and early modern Japan<\/em> 1543\u20131900, de Gary P. Leupp (1995), o autor traz um apanhado hist\u00f3rico sobre as imagens de pessoas negras no Jap\u00e3o, iniciando ao falar sobre os primeiros contatos entre a comunidade nip\u00f4nica e as pessoas africanas, que se deu por meio dos navegadores europeus que chegaram ao Jap\u00e3o com pessoas escravizadas e, ainda assim, n\u00e3o era muito comum. Para Leupp: \u201c\u00c0 medida que as elites japonesas, em parte por necessidade, buscavam inspira\u00e7\u00e3o na Europa e na Am\u00e9rica, elementos do racismo ocidental influenciaram n\u00e3o apenas suas opini\u00f5es sobre os africanos, mas tamb\u00e9m sobre v\u00e1rios outros povos n\u00e3o ocidentais.\u201d (LEUPP, 1995, p. 2, tradu\u00e7\u00e3o nossa<sup>1<\/sup>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Nina Cornyetz \u00e9 autora do ensaio <em>Fetishized Blackness: Hip Hop and Racial Desire in Contemporary Japan<\/em> (1994), no qual ela aborda o consumo do Hip Hop no Jap\u00e3o. Sendo um estilo nascido entre a comunidade negra e, inicialmente, para a comunidade negra, sua difus\u00e3o para outros pa\u00edses e culturas levantou curiosidade, e para, Cornyetz, a aprecia\u00e7\u00e3o do Hip Hop por alguns jovens japoneses passou tamb\u00e9m por uma quest\u00e3o fetichizada, mas foi, acima de tudo, uma problem\u00e1tica multifacetada, muito diferente do consumo por jovens brancos estadunidenses, mas deveras comercial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Koichi Iwabuchi e Yasuko Takezawa s\u00e3o coautores do artigo <em>Rethinking Race and Racism in and from Japan<\/em> (2015). N\u00e3o apenas neste artigo, mas em v\u00e1rios outros que se dedicam a estudar \u201cra\u00e7a\u201d no Jap\u00e3o, v\u00ea-se um debate maior sobre como a categoria ra\u00e7a \u00e9 pensada no contexto nip\u00f4nico, sendo um entendimento diferente do que o que se tem no ocidente, de que asi\u00e1ticos constituem uma \u00fanica ra\u00e7a. No Jap\u00e3o, o senso comum entende algumas etnias e povos como pertencentes a uma ra\u00e7a diferente, entre eles os coreanos, e diversos artigos se dedicam a debater esta problem\u00e1tica. Os autores afirmam que:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Tem havido uma forte tend\u00eancia a dissociar as quest\u00f5es que envolvem a discrimina\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno do racismo; portanto, a discrimina\u00e7\u00e3o contra os coreanos \u00e9tnicos \u00e9 chamada de &#8216;discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9tnica&#8217; (minzoku sabetsu), e a discrimina\u00e7\u00e3o contra os burakumin, chamada de &#8216;discrimina\u00e7\u00e3o buraku&#8217;. No entanto, esses grupos s\u00e3o, na verdade, racializados por discursos sociais que os veem como tendo diferen\u00e7as internas inatas em termos de seus corpos, habilidades e temperamento. (IWABUCHI; TAKEZAWA, 2015, p. 2, tradu\u00e7\u00e3o nossa<sup>2<\/sup>)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Outro artigo que investiga ra\u00e7a no Jap\u00e3o \u00e9 <em>The Struggle Against Hate Groups in Japan: The Invisible Civil Society, Leftist Elites and Anti-Racism Groups<\/em>, de Daiki Shibuichi (2016), no qual \u00e9 discutida a a\u00e7\u00e3o de grupos anti-racismo no Jap\u00e3o, como funcionam, como se formam e como agem, ou, melhor, como reagem, dado que muitos come\u00e7aram a partir da indigna\u00e7\u00e3o causada por atividades de grupos racistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Richard Siddle, em <em>Race, ethnicity, and minorities in modern Japan<\/em> (2011), com um debate similar aos artigos anteriores que tratam sobre \u201cra\u00e7a\u201d no Jap\u00e3o, traz, no entanto, algo que est\u00e1 nas entrelinhas do trabalho de Nina Cornyetz (1994): o contato da comunidade nip\u00f4nica com a cultura e o povo negro ainda se d\u00e1 majoritariamente por meio da m\u00eddia ocidental, principalmente estadunidense, que diversas vezes reproduz pessoas negras como extremamente sexuais ou\/e perigosas, envolvidas com a\u00e7\u00f5es criminosas. Apesar da globaliza\u00e7\u00e3o e do turismo, a presen\u00e7a de pessoas negras em solo japon\u00eas ainda n\u00e3o \u00e9 muito comum, principalmente em cidades mais rurais, menos tur\u00edsticas, ao contr\u00e1rio de T\u00f3quio. Siddle afirma:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Os negros no Jap\u00e3o, de origem americana e africana, t\u00eam que lidar com representa\u00e7\u00f5es depreciativas na cultura popular e na m\u00eddia, bem como em obras liter\u00e1rias mais s\u00e9rias, devido em grande parte \u00e0 absor\u00e7\u00e3o japonesa de estere\u00f3tipos anglo-americanos racistas (SIDDLE, 2011, p. 160, tradu\u00e7\u00e3o nossa<sup>3<\/sup>).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">J\u00e1 o artigo <em>The History of Black Studies in Japan: Origin and Development<\/em>, assinado por Tsunehiko Kato (2013), traz um apanhado hist\u00f3rico dos estudos sobre negritude no Jap\u00e3o, que se iniciou nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Em 1954, foi fundado o Japan Black Studies Association (JBSA) \u2014 Associa\u00e7\u00e3o de Estudos Negros no Jap\u00e3o \u2014 que estimulou o estudo sobre negritude e, a partir dos anos 1980, alimenta tamb\u00e9m o interesse na produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de mulheres negras. Desde ent\u00e3o, a JBSA continua em atividade e promove estudos, semin\u00e1rios e eventos sobre negritude, por vezes atrelando os temas \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 viv\u00eancia negra dentro da pr\u00f3pria \u00c1sia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em seu artigo nomeado <em>Anti-Asian racism, Black Lives Matter, and COVID-19<\/em> (2020), Jennifer Ho fala sobre os casos de viol\u00eancia verbal e f\u00edsica sofridos por pessoas chinesas, mas tamb\u00e9m outras pessoas do leste asi\u00e1ticos, como coreanos e japoneses durante o pico dos casos de racismo em 2020, que tiveram como agentes pessoas que culpavam os chineses pela exist\u00eancia da COVID-19. Para a autora, o racismo contra pessoas asi\u00e1ticas e o racismo contra pessoas negras, \u00e9, evidentemente, um mesmo racismo, e a forma de combater esse racismo \u00e9 a uni\u00e3o de pessoas negras e pessoas asi\u00e1ticas contra a supremacia branca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Outro ponto da autora, uma inspira\u00e7\u00e3o para essa uni\u00e3o, que ela acredita ser essencial entre pessoas negras e asi\u00e1ticas, contra o racismo \u00e9 Yuri Kochiyama<sup>4<\/sup>, nascida na Calif\u00f3rnia, que se tornou uma militante ativa pouco depois de seu tempo presa em Jerome, Arkansas durante a Segunda Guerra Mundial<sup>5<\/sup>. A partir desse ponto, ela se envolveu na luta contra o racismo e diversos outros temas, se aliando com outros ativistas, dentre eles o pr\u00f3prio Malcolm X, um \u00edcone da luta negra nos Estados Unidos cujas ideias inspiraram o Movimento Black Power. A amizade dos dois durou at\u00e9 o assassinato de Malcolm X, no dia 21 de fevereiro de 1965, momento registrado na revista Life,  numa foto na qual Yuri aparece segurando sua cabe\u00e7a, ao tentar ajudar a prestar socorros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>Figura 2 \u2014 Artigo da Revista Life intitulado \u201cA Morte de Malcolm X&#8221;, de 5 de mar\u00e7o de 1965.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"508\" height=\"344\" src=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/malcomx.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6382\" srcset=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/malcomx.png 508w, https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/malcomx-300x203.png 300w\" sizes=\"(max-width: 508px) 100vw, 508px\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o: Artigo da Revista Life<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Para Ho, Yuri Kochiyama \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o pois o trabalho dela como uma ativista construiu pontes entre v\u00e1rias comunidades, principalmente no tocante \u00e0 solidariedade entre negros e asiaticos estadunidenses. Jennifer Ho conclui seu artigo colocando algo que pode ser aplicado universalmente: ela afirma que apesar de suas extensas pesquisas sobre a comunidade asi\u00e1tica dentro e fora dos EUA, ela ainda comete erros como uma educadora anti-racista, mas que ser anti-racista \u00e9 um exerc\u00edcio cont\u00ednuo, que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, todavia, depende apenas da escolha de cada um pois \u00e9 algo aberto e dispon\u00edvel a todos n\u00f3s. Como ela afirma, \u00e9 preciso educar-se sobre ra\u00e7a e racismo, dentro e fora da localidade individual, para ent\u00e3o falar e agir. Nas palavras da pesquisadora: \u201cEu n\u00e3o posso deixar de falar contra o racismo \u2013 espero que voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o possa. Porque o anti-racismo exige que todos n\u00f3s estejamos juntos nisso\u201d<sup>6 <\/sup>(HO, 2020, p. 8, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Conclui-se, portanto, este estudo cuja inten\u00e7\u00e3o foi debater ra\u00e7a, etnia e, principalmente, negritude no Jap\u00e3o, tanto por via dos relatos de experi\u00eancias de visitantes e moradores em solo japon\u00eas, quanto apresentando brevemente a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica dentro da \u00e1rea, de forma a construir uma ideia mais completa sobre o tema. Fica claro, portanto, que este campo de estudo ainda \u00e9 um tanto quanto escasso, todavia, pode ainda servir para muitos novos debates, artigos e pesquisas, e espera-se que o leitor que conclui a leitura sinta-se instigado a aprofundar a pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>NOTAS DE RODAP\u00c9:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>1<\/sup> \u201cAs Japanese elites, partly through necessity, came to look to Europe and America for inspiration, elements of Western racism not only influenced their views of Africans, but of various other non-Western peoples as well.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>2<\/sup> \u201cThere has been a strong tendency to dissociate issues surrounding discrimination from the phenomenon of racism; hence discrimination against ethnic Koreans is called \u2018ethnic discrimination\u2019 (minzoku sabetsu), and discrimination against Burakumin called \u2018buraku discrimination.\u2019 However, these groups are actually racialized by social discourses that see them as having inborn internal differences in terms of their bodies, abilities, and temperament.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>3<\/sup> \u201cBlacks in Japan, of both American and African origin, have to contend with derogatory depictions in popular culture and the media, as well as in more serious literary works, due in large part to Japanese absorption of racist Anglo-American stereotypes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>4<\/sup> Para quem deseja saber mais sobre a vida de Yuri Kochiyama, recomenda-se a biografia \u201cHeartbeat of Struggle: The Revolutionary Life of Yuri Kochiyama\u201d, escrita pela pesquisadora Diane C. Fujino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>5 <\/sup>Kochiyama e seus pais foram alguns dos aproximadamente 120 mil cidad\u00e3os nipo-americanos aprisionados em campos de concentra\u00e7\u00e3o nos anos 1940 nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, por ordem do ent\u00e3o presidente Franklin D. Roosevelt. Em 1988, o presidente Ronald Reagan indenizou todos os sobreviventes dos campos em 20 mil d\u00f3lares, gra\u00e7as \u00e0 luta de militantes como a pr\u00f3pria Yuri Kochiyama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><sup>6<\/sup> \u201cI can\u2019t not speak out against racism \u2013 I hope you can\u2019t either. Because anti-racism requires all of us to be in this together.\u201c<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">CORNYETZ, Nina. Fetishized Blackness: Hip Hop and Racial Desire in Contemporary Japan. Social Text, Durham, n. 41, p. 113-139, jan.\/mar. 1994.<\/p>\n\n\n\n<p>HO, Jennifer. Anti-Asian racism, Black Lives Matter, and COVID-19. Japan Forum, Londres, v. 33, n. 1, p. 148-159, jan.\/mar. 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/09555803.2020.1821749. Acesso em: 12 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">IWABUCHI, Koichi; TAKEZAWA, Yasuko. Rethinking Race and Racism in and from Japan. Japanese Studies, [s. l.], v. 35, n. 1, p. 1-3, jul. 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">KATO, Tsunehiko. The History of Black Studies in Japan: Origin and Development. Journal of Black Studies, Thousand Oaks, v. 44, n. 8, p. 829\u2013845, jan. 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">LEUPP, Gary. Images of black people in late medieval and early modern Japan 1543\u20131900. Japan Forum, Londres, v. 7, n. 1, p. 1-13, abr. 1995.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">MONSMA, Karl. Racializa\u00e7\u00e3o, racismo e mudan\u00e7a: um ensaio te\u00f3rico, com exemplos do p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o paulista. In: SIMP\u00d3SIO NACIONAL DE HIST\u00d3RIA, 27., 2013, Natal, Anais [\u2026], Natal, 2013. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.snh2013.anpuh.org\/resources\/anais\/27\/1364748564_ARQUIVO_Mo<br>nsmatrabalho.pdf. Acesso em: 15 dez. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">SHIBUICHI, Daiki. The Struggle Against Hate Groups in Japan: The Invisible Civil Society, Leftist Elites and Anti-Racism Groups. Social Science Japan Journal, T\u00f3quio, v. 19, n. 1, p. 71\u201383, abr. 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">SIDDLE, Richard. Race, ethnicity, and minorities in modern Japan. In: VICTORIA, Lyon; BESTOR, Theodore; YAMAGATA, Akiko (org.). Routledge Handbook of Japanese Culture and Society. Abingdon: Routledge, 2011. cap. 12, p. 150-162.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">WAGATSUMA, Hiroshi. The Social Perception of Skin Color in Japan. Daedalus, Massachusetts, v. 96, n. 2, p. 407-443, mar.\/jun. 1967<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrita:Rayane S\u00e1tiro (satirorayane9@gmail.com)Revis\u00e3o:Su\u00e9llen GentilCamila MachadoThiago Henrique (Th24345@gmail.com) Dentro do espa\u00e7o acad\u00eamico brasileiro, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que n\u00e3o h\u00e1 um grande n\u00famero de artigos, livros ou cap\u00edtulos de livros sobre a rela\u00e7\u00e3o Jap\u00e3o e negritude. 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