{"id":5241,"date":"2022-01-28T13:00:49","date_gmt":"2022-01-28T16:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=5241"},"modified":"2022-02-01T09:14:19","modified_gmt":"2022-02-01T12:14:19","slug":"sextounaasia-action-portas-abertas-as-mulheres-asiaticas-no-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=5241","title":{"rendered":"#SextouNaAsia | Action!: Portas abertas \u00e0s mulheres asi\u00e1ticas no cinema"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:13px\">Marcela Linhares<br>Estudante de Hist\u00f3ria da Arte &#8211; UFRJ<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TAKE ONE: MULHERES ASI\u00c1TICAS NA CINEMATOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A representatividade de mulheres no meio de dire\u00e7\u00e3o de filmagens existe, de forma documentada, desde meados de 1930. Contudo, de acordo com relatos e registros, a dire\u00e7\u00e3o feminina de um filme pode ter ocorrido antes, visto que as mulheres produziam de forma an\u00f4nima para n\u00e3o ter sua filmagem interrompida pelos par\u00e2metros patriarcais da \u00e9poca. Entretanto, a partir da d\u00e9cada de 1970, no leste asi\u00e1tico, com o mercado de materiais cinematogr\u00e1ficos circulando nos pa\u00edses a custo mais barato, surgiu uma intensa quantidade de cineastas femininas. Atualmente, os desdobramentos desse per\u00edodo abriram portas para as mulheres conquistarem cada vez mais seu espa\u00e7o no cen\u00e1rio do audiovisual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Com o passar do tempo, e com as transforma\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas em rela\u00e7\u00e3o ao seu foco de produ\u00e7\u00f5es, o p\u00fablico ocidental atualmente est\u00e1 abrindo caminhos para explorar o cinema asi\u00e1tico. Apesar de ainda sofrer preconceitos na vis\u00e3o euroc\u00eantrica e hollywoodiana que \u00e9 popularizada como f\u00f3rmula do sucesso, o cinema da \u00c1sia existe h\u00e1 muito tempo, com tanta diversidade e roteiros bem feitos quanto os encontrados pelo mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A forte influ\u00eancia e liga\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos t\u00eam ampliado e ajudado a gera\u00e7\u00e3o de cineastas mulheres de descend\u00eancia asi\u00e1tica, inclu\u00eddas as que, por motivos pessoais, acad\u00eamicos ou familiares, foram morar no exterior norte americano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Acrescentando \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es que o mundo cinematogr\u00e1fico tem sofrido, podemos citar a dire\u00e7\u00e3o feminina ganhando mais espa\u00e7o em meio ao mundo mis\u00f3gino e predominantemente masculino da dire\u00e7\u00e3o de filmes. O intuito deste artigo \u00e9, portanto, apresentar, de forma breve, mulheres asi\u00e1ticas na dire\u00e7\u00e3o de filmes que carregam valores importantes para quest\u00f5es sociais ou pessoais. Revelando, ent\u00e3o, grandes nomes femininos para o cinema e cultura de seus respectivos pa\u00edses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como exemplo, temos o in\u00edcio de carreira de <strong>Takuzo Sakane<\/strong> (1904-1975), considerada a primeira diretora japonesa. Segundo registros, ela come\u00e7ou seus trabalhos como assistente do diretor Kenji Mizoguchi, sendo isso a ponta do iceberg de sua jornada no cinema, desenvolvendo filmes cujo nome foi associado ao diretor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">E falando sobre outra hist\u00f3ria de cinema, temos a de <strong>Olga Preobrazhenskaya<\/strong> (1881-1971). De atriz, trabalhando em filmes como \u201c<em>The Keys to Happiness<\/em>\u201d (1913), tornou-se pioneira do cinema sovi\u00e9tico ao se interessar pela dire\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, produzindo ent\u00e3o a sua obra mais famosa, \u201cWomen<em> of Ryazan<\/em>\u201d (1927).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Al\u00e9m disso, h\u00e1 casos que contribu\u00edram para a expans\u00e3o de filmes estrangeiros no grande lado ocidental, como o de <strong>Esther Eng<\/strong> (1914-1970) nascida nos Estados Unidos, por\u00e9m de fam\u00edlia asi\u00e1tica, que foi a primeira diretora de cinema a trazer filme com linguagem chinesa\/cantonesa ao pa\u00eds americano e, desta forma, iniciou a divulga\u00e7\u00e3o de filmes chineses em Hollywood com seu trabalho \u201c<em>Golden Gate Girl<\/em>\u201d de 1941, o qual explodiu de sucesso em ambos os pa\u00edses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TAKE TWO: FESTIVAIS DE CINEMA ASI\u00c1TICO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A ind\u00fastria cultural \u00e9 um fator que transforma, acrescenta e compartilha fatores que colaboram para a dissemina\u00e7\u00e3o cultural que determinada regi\u00e3o produz, a fim de distribuir essa gama de realiza\u00e7\u00f5es e destruir as barreiras da soberania cultural, que \u00e0s vezes, s\u00e3o impostas sobre as outras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Um dos principais fatores dessa ind\u00fastria \u00e9 a arte, que utiliza a linguagem do cinema para a comunica\u00e7\u00e3o no sentido de, por exemplo, intervir socialmente ou construir uma liga\u00e7\u00e3o comportamental e intelectual com a cultura de um povo para a sociedade em geral. A ent\u00e3o ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica, principalmente na \u00c1sia, carrega um leque de variedades de composi\u00e7\u00e3o de pensamentos que permitiu a produ\u00e7\u00e3o de filmes que n\u00e3o se limitam apenas a uma \u00e1rea de foco cultural. Essa variedade gerou uma divis\u00e3o bastante diversificada para produ\u00e7\u00e3o de filmes que cada pa\u00eds do continente asi\u00e1tico proporcionaram, visto que, os tempos de acesso a materiais cinematogr\u00e1ficos e a onda do cinema ocorreram a partir de processos diferentes em cada uma das na\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Para que o p\u00fablico seja atra\u00eddo e haja uma valoriza\u00e7\u00e3o do cinema nacional por parte da popula\u00e7\u00e3o, foram criados os festivais nacionais ou internacionais de cinema, n\u00e3o apenas na \u00c1sia, como tamb\u00e9m na Europa, como \u00e9 o caso da cria\u00e7\u00e3o do Festival de Cannes, o qual proporciona destaque, cada vez maior, a filmes que foram e s\u00e3o dirigidos por mulheres. Contudo, vale lembrar que h\u00e1 diversos festivais no continente asi\u00e1tico que est\u00e3o atraindo a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mundial para a produ\u00e7\u00e3o, mercado e para o investimento em trabalhos cinematogr\u00e1ficos dirigidos por n\u00e3o-ocidentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Citando o festival mais famoso do leste asi\u00e1tico, temos o Festival Internacional de Cinema de Xangai, o primeiro evento deste tipo a ser realizado no pa\u00eds. Desde 1993, investe numa programa\u00e7\u00e3o \u00fanica para chamar aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas de todo o pa\u00eds, mas de estrangeiros tamb\u00e9m. Sendo o \u00fanico evento de cinema internacional de categoria A da China, recebe apoio para toda sua infraestrutura da Administra\u00e7\u00e3o Municipal de Cultura, R\u00e1dio, Cinema e TV de Xangai e Grupo de M\u00eddia e Entretenimento de Xangai. <strong><br><\/strong>Ocorre tamb\u00e9m anualmente, na Coreia do Sul, o Festival Internacional de Cinema de Busan, que foi criado em 1996. Considerado um dos primeiros festivais de cinema da Coreia e um dos mais importantes da \u00c1sia, sua programa\u00e7\u00e3o consiste em apresentar novos filmes e diretores asi\u00e1ticos (incluindo, tamb\u00e9m, uma parcela do seu cronograma destinada \u00e0 cineastas que n\u00e3o s\u00e3o do continente), possuindo um foco voltado ao p\u00fablico jovem, com planos tanto de desenvolvimento quanto de investimento direcionados a essa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">As mulheres n\u00e3o ficam de fora. A fim de criar uma maior visibilidade para o trabalho feminino, <strong>Byun Young-joo<\/strong>, diretora sul-coreana que retrata os direitos das mulheres e suas dificuldades em seus filmes, foi uma das membros fundadoras do coletivo feminista de cinema chamado \u201c<em>Bariteo<\/em>\u201d estabelecido em 1989. Tal como foi a cria\u00e7\u00e3o de festivais, o grupo busca investir em filmes de mulheres coreanas com apresenta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias voltadas para a vis\u00e3o feminina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Podendo ultrapassar limites territoriais, os festivais n\u00e3o se limitam apenas a representar filmes da nacionalidade no qual est\u00e1 estabelecido o evento. Ao criar festivais de certa cultura em outro local, o intuito \u00e9 atrair mais p\u00fablico para aquela cultura, apresentar diferentes e ricos filmes de l\u00edngua estrangeira ou at\u00e9 mesmo, reconhecer a predomin\u00e2ncia de uma diferente&nbsp; nacionalidade em certa regi\u00e3o, fazendo assim um festival que tenha rela\u00e7\u00e3o com eles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como exemplos disto, temos o <em>Bollywood Film Festival<\/em>, que n\u00e3o \u00e9 feito na \u00cdndia e sim um evento anual planejado em Praga, na Rep\u00fablica Tcheca. Come\u00e7ou, em 2004, com a motiva\u00e7\u00e3o de apresentar as produ\u00e7\u00f5es indianas de <em>Bollywood<\/em> e <em>Hindu<\/em> para os cidad\u00e3os tchecos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Outro evento que se enquadra nesse contexto \u00e9 o Festival de Cinema Asi\u00e1tico de Nova Iorque, que se tornou um pequeno meio vis\u00edvel e importante porta de entrada para a introdu\u00e7\u00e3o de mais filmes asi\u00e1ticos na famosa cidade do territ\u00f3rio norte-americano. Sua programa\u00e7\u00e3o consta, sobretudo, com diretores que n\u00e3o puderam apresentar suas obras em festivais e premia\u00e7\u00f5es mais prestigiados no ocidente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TAKE THREE: CINEASTAS DA \u00c1SIA PARA O MUNDO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como foi apresentado a expans\u00e3o do cinema da \u00c1sia diante de outros continentes, a produ\u00e7\u00e3o crescente de filmes vindo de cineastas mulheres e os festivais, tendo alguns com premia\u00e7\u00f5es ou n\u00e3o, mas que torna mais um espa\u00e7o feminino a ser conquistado e recebido por filmes de estrangeiras, especialmente de mulheres asi\u00e1ticas. Apresento neste t\u00f3pico, algumas das milhares de cineastas asi\u00e1ticas que est\u00e3o \u201ccolocando em a\u00e7\u00e3o\u201d sua presen\u00e7a no cinema mundial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Naomi Kawase<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Cineasta japonesa prestigiada com trabalho no Festival de Cannes, \u201cEsplendor\u201d (2017). Al\u00e9m de ter sido a diretora mais jovem a receber um pr\u00eamio cinematogr\u00e1fico do mesmo festival: <em>Camera d\u2019Or <\/em>em 1997 com \u201c<em>Suzaku<\/em>\u201d (1997) e levando o <em>Grand Pix <\/em>pelo trabalho \u201c<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/The_Mourning_Forest\"><em>The Mourning Forest<\/em><\/a>\u201d em 2007, mesmo ano do filme,<em> <\/em>agregando ao curr\u00edculo tamb\u00e9m o cargo de primeira diretora japonesa a compor o j\u00fari do evento alguns anos depois.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Sua linguagem cinematogr\u00e1fica foi marcada, inicialmente, por ser mais autobiogr\u00e1fica, sempre ligada ao seu tempo de jovem, onde vivia na parte rural de seu pa\u00eds, e seus traumas familiares. Mas, recentemente, mudou a maneira de seus filmes, que agora s\u00e3o reflex\u00f5es sobre seus pensamentos contempor\u00e2neos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Chloe Zhao<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Diretora chinesa que \u00e9&nbsp; reconhecida por seu longa-metragem \u201cDomando o Destino\u201d (2017), entretanto, foi recentemente aclamada pelo filme \u201c<em>Nomadland<\/em>\u201d (2020), obra que ganhou reconhecimento internacional e lhe garantiu diversos pr\u00eamios, inclusive o Le\u00e3o de Ouro dado por cr\u00edticos no Festival de Cinema de Veneza. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m recebeu o Globo de Ouro por melhor dire\u00e7\u00e3o, tornando-se a primeira mulher asi\u00e1tica a ser homenageada e recebendo quatro nomea\u00e7\u00f5es a diferentes categorias do Oscar, ganhando o de <em>Best Picture<\/em> e <em>Best Director<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Seus primeiros anos de vida foram em Pequim, at\u00e9 que aos 14 anos se mudou para Inglaterra &#8211; o que aumentou seu contato com a cultura ocidental e, com isso, a influ\u00eancia ao cinema tamb\u00e9m. Na \u00e9poca da faculdade, optou por cursar cinema, na Universidade de Nova Iorque, iniciando seus projetos realizados durante a vida universit\u00e1ria. Atualmente, trabalha como diretora do seriado \u201cOs Eternos\u201d (2021) em conjunto com a franquia da Marvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Nessa onda de diretoras chinesas com projetos americanos, temos tamb\u00e9m a companhia de <strong>Cathy Yan<\/strong>, diretora de \u201c<em>Dead Pigs<\/em>\u201d (2018) e o reconhecido filme \u201cAves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipa\u00e7\u00e3o Fantabulosa\u201d (2020) como parte do universo da <em>DC Films<\/em>. E <strong>Lulu Wang<\/strong>, que \u00e9 americana com ascend\u00eancia chinesa e atua com com\u00e9dia-dram\u00e1ticas contextualizando hist\u00f3rias asi\u00e1ticas como em \u201c<em>The Farewell<\/em>\u201d (2019), cujo reconhecimento acarretou o pr\u00eamio de <em>Independent Spirit Award for Best Film.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nadine Labaki<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Atriz, ativista libanesa e, al\u00e9m disso, diretora. Labaki iniciou sua carreira de atriz nos anos 2000, mas levou seu foco ao ramo de dire\u00e7\u00e3o em 2007, com o lan\u00e7amento do seu filme \u201c<em>Caramel<\/em>\u201d (2007) onde foi prestigiado na estreia do Festival de Cannes do ano citado. Foi a primeira cineasta mulher \u00e1rabe a ser indicada ao Oscar na categoria <em>Best Foreign Language Film<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em seus trabalhos, procura demonstrar o cotidiano da vida libanesa e cobrir quest\u00f5es mais s\u00e9rias de t\u00f3picos pol\u00edticos como a guerra, pobreza e feminismo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Samira Makhmalbaf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Filha de um famoso cineasta do Ir\u00e3, Makhmalbaf teve a sua influ\u00eancia do cinema correndo no sangue. Estudou por alguns anos na escola de cinema de <em>Makhmalbaf Film House <\/em>at\u00e9 que, aos 20 anos de idade, ap\u00f3s se mudar para Londres, graduou-se em Psicologia e come\u00e7ou a usar desse conhecimento para mesclar a \u00e1rea do cinema, criando assim sua pr\u00f3pria linguagem cinematogr\u00e1fica. Seus filmes s\u00e3o conhecidos por seguirem um tema de progresso e mudan\u00e7a, uma est\u00e9tica h\u00edbrida dos trabalhos anteriores de seu pai com trabalhos pr\u00f3prios que retratam o conflito que acontece no Ir\u00e3.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Considerada parte da Nova Onda Iraniana \u2013 movimento do cinema iraniano que estabelece novos diretores que influenciam com suas obras ao desenvolver a cultura e intelecto iraniano em seus filmes&nbsp; \u2013&nbsp; suas obras mais especiais s\u00e3o \u201cA Ma\u00e7\u00e3\u201d (1998), \u201cO Quadro Negro\u201d (2000) e \u201c\u00c0s Cinco da Tarde\u201d (2003), que transpassam o caos do Afeganist\u00e3o p\u00f3s-talib\u00e3 com a vis\u00e3o sens\u00edvel apesar do teor pol\u00edtico do filme.<br><strong>So Yong Kim<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Diretora sul-coreana que, aos 12 anos, foi morar com sua m\u00e3e nos Estados Unidos. Trabalha com a companhia de seu marido em alguns trabalhos e recebeu o pr\u00eamio especial do j\u00fari no <em>Sundance Film Festival<\/em> com seu primeiro longa metragem<em> <\/em>\u201c<em>In Between Days<\/em>\u201d (2006), que se inspira em relatos de sua vida pessoal, retratando a hist\u00f3ria de amor entre dois jovens coreanos em Toronto, Canad\u00e1. Outros filmes de sua autoria como \u201c<em>For Ellen<\/em>\u201d (2012) e \u201c<em>Lovesong<\/em>\u201d (2014) foram bem aclamados pelo p\u00fablico, majoritariamente, norte-americano.<\/p>\n\n\n\n<p>B\u00f4nus de curiosidade: Em 2016, dirigiu o clipe de m\u00fasica, \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=9ffnue9zMEY\"><em>A Burning Hill<\/em><\/a>\u201d da cantora Mitski.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sai Par\u0101njpye<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Roteirista e diretora indiana, possui filmes premiados em seu curr\u00edculo, como \u201c<em>Sparsh<\/em>\u201d<em> <\/em>(1980)<em> <\/em>e \u201c<em>Kath<\/em>\u201d<em> <\/em>(1983)<em> <\/em>que foram prestigiados na Premia\u00e7\u00e3o Nacional de Cinema feita pelo governo da \u00cdndia, assim como tamb\u00e9m foi premiada por suas outras obras reconhecidas em seu pa\u00eds. Seus trabalhos enriquecem sua cultura de modo que foi homenageada com Padma Bhushan em 2006, dado pelo reconhecimento de seu talento pelo governo indiano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ainda na \u00cdndia, encontramos <strong>Zoya Akhtar<\/strong>, que \u00e9 um destaque por ser diretora em filmes do cinema <em>Hindu <\/em>ou melhor dizendo, <em>Bollywood <\/em>\u2013 ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica ligada ao sul do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anocha Suwichakornpong<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Graduada pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, tamb\u00e9m atua como professora visitante\/convidada em Harvard no curso de <em>Art, Film, and Visual Studies<\/em>. Seu trabalho segue a linha de retratar a hist\u00f3ria sociopol\u00edtica da Tail\u00e2ndia em meio a tem\u00e1tica do filme. E por conta de todos os seus valores, recebeu, em 2019, o pr\u00eamio <em>Prince Claus<\/em> pelo seu pioneirismo no cinema feminino e intelectual, desafiando padr\u00f5es e desenvolvendo novas conven\u00e7\u00f5es, tanto no cinema quanto na sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u00c9 conhecida por diversos filmes, entre eles \u201cHist\u00f3ria Mundana\u201d (2010) e \u201c<em>By The Time It Gets Dark<\/em>\u201d (2016), sendo o \u00faltimo o vencedor do Pr\u00eamio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Cinema da Tail\u00e2ndia como Melhor Filme e Melhor Diretor, tornando-se a primeira mulher tailandesa a ser premiada neste evento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em 2007, ela foi uma das fundadoras de uma produtora independente chamada <em>Electric Eel Films<\/em>, que foi reconhecida por suas contribui\u00e7\u00f5es aos trabalhos com talentos iniciantes. E, em 2017, virou co-fundadora do grupo <em>Purin Pictures<\/em>, uma organiza\u00e7\u00e3o de apoio ao cinema independente do sudeste asi\u00e1tico, uma regi\u00e3o que carece de incentivos governamentais para a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Por fim, temos que o mundo cinematogr\u00e1fico asi\u00e1tico \u00e9 um grande mar que abarca diretores, filmes e obras com enorme diversidade. No entanto, uma importante parcela desse universo \u00e9 composta por mulheres, cen\u00e1rio que felizmente est\u00e1 crescendo, uma vez que as cineastas est\u00e3o deixando suas marcas na s\u00e9tima arte com obras e produ\u00e7\u00f5es que revolucionaram e continuam transformando o mundo do cinema na \u00c1sia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>And cut!<\/strong> Confira abaixo uma lista de sugest\u00f5es de outras diretoras asi\u00e1ticas para aproveitar mais o seu Sextou:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>Haifaa al-Mansour &#8211; <\/strong>Mary Shelley (2017) e Nappily Ever After (2018), dispon\u00edveis na Netflix<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alice Wu<\/strong> &#8211; Voc\u00ea Nem Imagina (2020), dispon\u00edvel na Netflix<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Xue Xiaolu<\/strong> &#8211; Conspira\u00e7\u00e3o Internacional (2019), dispon\u00edvel no Telecine&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><strong>Domee Shi<\/strong> &#8211; Bao (2018) e Turning Red (estreia em mar\u00e7o de 2022), dispon\u00edvel no DisneyPlus<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">DE ARAUJO, Camila Leite; DA SILVA, Luiz Ant\u00f4nio Santana; DE MENEZES, Gleilson Medins. <strong>Cinematografia em fluxo: Imagem em Movimento no Cinema Asi\u00e1tico.<\/strong> Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 6, p. 41844-41855, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">KELLY, Gabrielle; ROBSON, Cheryl (Ed.).<strong> Celluloid Ceiling: women film directors breaking through.<\/strong> Aurora Metro Publications Ltd., 2014.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/luzcameracao.com.br\/os-7-principais-festivais-de-cinema-na-asia\/\">Os 7 principais festivais de cinema na \u00c1sia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/vert-cul-48436866\" class=\"ek-link\">Mulheres diretoras: A redescoberta e a ascens\u00e3o das cineastas na China<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/deliriumnerd.com\/2020\/09\/17\/diretoras-japonesas-protagonismo-feminino\/\">Diretoras Japonesas: protagonismo feminino e cotidianidade<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/mulhernocinema.com\/especiais\/20-diretoras-para-conhecer-melhor-o-cinema-da-coreia-do-sul\/\">20 diretoras para conhecer o cinema da Coreia do Sul<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/mulhernocinema.com\/noticias\/cineasta-tailandesa-anocha-suwichakornpong-tera-retrospectiva-no-olhar-de-cinema\/\">Anocha Suwichakornpong ter\u00e1 retrospectiva no Olhar de Cinema<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/mulhernocinema.com\/numeros\/diversidade-em-hollywood-estagnou-na-ultima-decada-diz-estudo\/\">Diversidade em Hollywood estagnou na \u00faltima d\u00e9cada, aponta estudo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcela LinharesEstudante de Hist\u00f3ria da Arte &#8211; UFRJ TAKE ONE: MULHERES ASI\u00c1TICAS NA CINEMATOGRAFIA A representatividade de mulheres no meio de dire\u00e7\u00e3o de filmagens existe, de forma documentada, desde meados de 1930. Contudo, de acordo com relatos e registros, a dire\u00e7\u00e3o feminina de um filme pode ter ocorrido antes, visto que as mulheres produziam de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5267,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":9,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[103],"tags":[102],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5241"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5241"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5241\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5269,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5241\/revisions\/5269"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}