{"id":4836,"date":"2021-12-14T15:19:33","date_gmt":"2021-12-14T18:19:33","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4836"},"modified":"2021-12-14T15:19:33","modified_gmt":"2021-12-14T18:19:33","slug":"artigo-de-opiniao-willkommen-im-anthropozan-bem-vindo-ao-antropoceno-uma-polemica-tardia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4836","title":{"rendered":"ARTIGO DE OPINI\u00c3O | Willkommen im Anthropoz\u00e4n (Bem-vindo ao Antropoceno): uma pol\u00eamica tardia?!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:13px\">Curadoria de Matrizes Energ\u00e9ticas e Meio Ambiente<br>Amilson Albuquerque Limeira Filho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Consumismo, racionalidade e imprevisibilidade s\u00e3o marcas do homem contempor\u00e2neo, que ao longo dos s\u00e9culos, tem trilhado percurso geol\u00f3gico diferenciado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais esp\u00e9cies, direcionando esfor\u00e7os \u00e0 conquista de territ\u00f3rios, apropria\u00e7\u00e3o de recursos, extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas, beneficiamento e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos em escalas cada vez mais amplas, desafiando os limites geogr\u00e1ficos e ressignificando os lapsos temporais, minimizando-lhes em propor\u00e7\u00f5es nunca antes vistas, gra\u00e7as aos reflexos do fen\u00f4meno globalizante.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A travessia de uma \u00e9poca situada nos limites do recuo glacial, inaugurada pelo Holoceno, rumo ao desconcertante estado de arte delimitante do Antropoceno, n\u00e3o reduz, no entanto, o escopo da discuss\u00e3o \u00e0 mera categoriza\u00e7\u00e3o te\u00f3rica ou localiza\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-temporal, quer seja por indicar renovado estilo de vida sublinhado por pr\u00e1ticas econ\u00f4micas, sociais e culturais peculiares, ou mesmo por reavaliar os impactos das rela\u00e7\u00f5es humanas, considerando suas crescentes interfer\u00eancias, com subsequente gera\u00e7\u00e3o de externalidades, determinando, fatidicamente, a gravidade de um momento sem precedentes, circunscrito \u00e0 excessiva inger\u00eancia antr\u00f3pica, elevada assun\u00e7\u00e3o de riscos (concretos e potenciais) e ultrapassagem dos limites planet\u00e1rios (M\u00d6LLERS; SCHW\u00c4GERL; TRISCHLER, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><br>Em interessante publica\u00e7\u00e3o, por\u00e9m n\u00e3o menos preocupante, Steffen et al. (2015) elenca, em rol num\u00e9rico, os principais limites planet\u00e1rios (planetary boundaries) em risco no contexto antropoc\u00eanico, considerando como padr\u00f5es de seguran\u00e7a vital os seguintes par\u00e2metros: i) mudan\u00e7as clim\u00e1ticas; ii) diminui\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio estratosf\u00e9rico; iii) acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos; iv) altera\u00e7\u00f5es dos ciclos biogeoqu\u00edmicos de nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo; v) perda da biodiversidade; vi) mudan\u00e7as no uso do solo; vii) uso de recursos h\u00eddricos em larga escala; viii) utiliza\u00e7\u00e3o de aeross\u00f3is com gera\u00e7\u00e3o de part\u00edculas na atmosfera; ix) gera\u00e7\u00e3o de externalidades ambientais.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Pondera-se, em raz\u00e3o de diverg\u00eancias cient\u00edficas, que embora n\u00e3o existam consensos acerca dos coeficientes que determinam poss\u00edveis avan\u00e7os dos limites de seguridade, nosso planeta vem ocupando m\u00faltiplas posi\u00e7\u00f5es de risco que se interconectam, reconhecendo-se a ultrapassagem de pelo menos dois destes limites: perda de biodiversidade e adi\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio e f\u00f3sforo ao solo, com aproxima\u00e7\u00e3o cr\u00edtica dos coeficientes limitantes que determinam os processos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e de altera\u00e7\u00f5es no uso do solo (ARTAXO,<br>2014, p. 21), indicando a irreversibilidade de um processo complexo de mudan\u00e7as que afetam n\u00e3o s\u00f3 o equil\u00edbrio clim\u00e1tico planet\u00e1rio, como tamb\u00e9m a pr\u00f3pria integridade das rela\u00e7\u00f5es ecossist\u00eamicas.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A contragosto do pensamento politicamente correto, ou, mais precisamente, partindo de um sentido contr\u00e1rio ao discurso emitido, outrora, pelo controverso Clube de Roma, e cuja dissemina\u00e7\u00e3o influenciou, historicamente, parcela consider\u00e1vel de ec\u00f3logos e ambientalistas de todo o mundo, sob diversas perspectivas, uma leitura amorfa do conceito de Antropoceno, radicada dos reais fatores que lhe determinam, como uma esp\u00e9cie de constata\u00e7\u00e3o cient\u00edfica universalmente v\u00e1lida, pode conduzir o leitor \u00e0 disparidade de dados, coeficientes referenciais nem sempre convergentes e constata\u00e7\u00f5es, no m\u00ednimo, amb\u00edguas, inconclusivas ou mesmo incoerentes, j\u00e1 que suas nuances s\u00e3o materialmente condicionadas e oscilam em diferentes sistemas econ\u00f4micos, raz\u00e3o pela qual te\u00f3ricos como Moore, chegam mesmo a se questionar: se, afinal de contas, referido conceito n\u00e3o deveria retratar, na realidade, momento ainda mais espec\u00edfico e que remeteria a uma esp\u00e9cie de \u201cCapitoloceno\u201d (MOORE, 2016), considerando a substancial relev\u00e2ncia do modelo econ\u00f4mico capitalista no avan\u00e7o dos limites planet\u00e1rios.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Exemplo claro e ilustrativo pode ser obtido na China, cujas idiossincrasias de seu atual modelo econ\u00f4mico permitem inferir que, embora seja o maior emissor mundial de gases de efeito estufa (GEE) desde 2007, vindo a ultrapassar os Estados Unidos da Am\u00e9rica, vem ocupando, no entanto, posi\u00e7\u00e3o global estrat\u00e9gica nas negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, sobretudo pelo seu status e influ\u00eancia junto ao G77, tendo participado assiduamente durante a elabora\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (CQNUMC), em 1992, e defini\u00e7\u00e3o do Protocolo de Kyoto (PK), em 1997 (RIBEIRO, 2005), demonstrando inequ\u00edvoco interesse sobre o tema, participando, inclusive, mais recentemente, da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP18), realizada em Doha, no Qatar, por volta do ano de 2012, na condi\u00e7\u00e3o de na\u00e7\u00e3o observadora.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Reconhece-se, ainda, que se muito embora a ado\u00e7\u00e3o de um Projeto de Abertura e Reforma Econ\u00f4mica tenha ampliado a quantidade de problemas relacionados \u00e0 escassez de terras ar\u00e1veis, gerando externalidades e aumento expressivo da demanda por recursos energ\u00e9ticos, atingindo cerca de 75% dos rios e lagos e comprometendo, inclusive, 90% das \u00e1guas subterr\u00e2neas urbanas (sendo 28% de seus corpos h\u00eddricos t\u00f3xicos, sem serventia nenhuma para uso agr\u00edcola), repercutindo na redu\u00e7\u00e3o da quantidade de aqu\u00edferos subterr\u00e2neos, cada vez mais exauridos em virtude da diminui\u00e7\u00e3o dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos ao Norte do pa\u00eds (SHAPIRO, 2012); a implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas ambientais, de outro modo, inaugura um novo cen\u00e1rio no pa\u00eds, ainda que essencialmente motivada por fins desenvolvimentistas (LYRIO, 2010; ZHANG, 2011), o que se traduz na ado\u00e7\u00e3o de um modelo econ\u00f4mico de baixo-carbono, consoante outrora preconizado pelo ambicioso Projeto de Reforma chin\u00eas.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Entre aceleracionistas, ecomodernistas e Terranos (BEZERRA, 2017), o conflito que, anteriormente, teria impulsionado a cria\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o Internacional de Estratigrafia (International Commission on Stratigraphy &#8211; ICS), motivada pela suspeita de pretensa tutela mercadol\u00f3gica em prol de interesses setoriais (agro)industriais espec\u00edficos (SQS, 2019), adquire, atualmente, roupagem discursiva e estrat\u00e9gica no plano do com\u00e9rcio internacional, sobretudo quando se considera a gradativa relev\u00e2ncia que na\u00e7\u00f5es emergentes passam a adquirir no din\u00e2mico contexto do com\u00e9rcio internacional, pulverizado por influ\u00eancias econ\u00f4micas perif\u00e9ricas e fadado \u00e0 poss\u00edveis cis\u00f5es hegem\u00f4nicas.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ademais, a reg\u00eancia tardia de fen\u00f4menos que aparentemente fogem ao controle da<br>humanidade, traz consigo a imedia\u00e7\u00e3o de um paradigma de invencibilidade ou irrefreabilidade, ambientado em diferentes \u201cares\u201d (DELEUZE, 2013) e moldado narrativa e institucionalmente, merecendo destaque o alerta de renomado antrop\u00f3logo Latour (2016, p. 63), ao reconhecer que \u201cquanto mais avan\u00e7amos no tempo, menos fica poss\u00edvel distinguir a a\u00e7\u00e3o humana, o uso das t\u00e9cnicas, a passagem pelas ci\u00eancias e a invas\u00e3o da pol\u00edtica\u201d, e isso se deve, em parte, pela disputa pol\u00edtico-ideol\u00f3gica dos conhecimentos cientificamente produzidos, e, complementarmente, pelo valor econ\u00f4mico e decis\u00f3rio que tais par\u00e2metros passam a ter no contexto da economia global.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Perceber-se que o Antropoceno \u00e9, portanto, e antes de tudo, um ato pol\u00edtico, que exigir\u00e1 da comunidade internacional n\u00e3o s\u00f3 o amadurecimento de posturas decis\u00f3rias voltadas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da vida, como a pr\u00f3pria readequa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas econ\u00f4micas sem quedar-se em vazios sem\u00e2nticos ou estrat\u00e9gias puramente mercadol\u00f3gicas.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Este exerc\u00edcio de simbiose reivindica uma retomada da consci\u00eancia do valor da vida<br>no \u00e2mbito dos sistemas econ\u00f4micos, o que poder\u00e1 ser influenciado pelos atuais processos de governan\u00e7a, a\u00e7\u00f5es individuais, sociais, setoriais, institucionais, estatais e paraestatais, ou, ainda, mediante determina\u00e7\u00f5es, acordos e conven\u00e7\u00f5es de coletividades intergovernamentais e organiza\u00e7\u00f5es internacionais, imbu\u00eddos de um ideal comum e que, paradoxalmente, resgata a responsabilidade do homem, centralizando-a em virtude da manuten\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia presente e futura. Bem-vindo ao Antropoceno!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>ARTAXO, P. Revista USP, S\u00e3o Paulo, n. 103, p. 13-24, 2014. dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"https:\/\/www.revistas.usp.br\/revusp\/article\/download\/99279\/97695\/172868 >&#8221; class=&#8221;ek-link&#8221;>https:\/\/www.revistas.usp.br\/revusp\/article\/download\/99279\/97695\/172868 &gt;<\/a>. Acesso em: 09<br>jun. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size\"><br>BEZERRA, R. V. M. Tornarmo-nos Terranos no Antropoceno: estamos atrasados? In: Reuni\u00e3o de Antropologia da Ci\u00eancia e da Tecnologia, Instituto de Estudos Brasileiros, USP, Anais\u2026 S\u00e3o Paulo: USP, maio 2017, p. 20-42.                                   Dispon\u00edvel em:<br>&lt;<a href=\"https:\/\/ocs.ige.unicamp.br\/ojs\/react\/article\/download\/2739\/2602\/\" class=\"ek-link\">https:\/\/ocs.ige.unicamp.br\/ojs\/react\/article\/download\/2739\/2602\/<\/a>&gt;. Acesso em: 09 jun. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>DELEUZE, G. Conversa\u00e7\u00f5es. 3\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: 34, 2013. LATOUR, B. Cogitamus: seis cartas sobre as humanidades cient\u00edficas. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>LYRIO, M. C. A ascens\u00e3o da China como pot\u00eancia: fundamentos pol\u00edticos internos. Bras\u00edlia: Funag, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>M\u00d6LLERS, N.; SCHW\u00c4GERL, C.; TRISCHLER, H. Willkommen im Anthropoz\u00e4n: Unsere Verantwortung f\u00fcr die Zukunft der Erde Gebundene Ausgabe. Deutsches Museum, 2015. MOORE, J. W. Anthropocene or capitalocene? Nature, history, and the crisis of capitalism.<br>Kairos: Oakland, CA, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>RIBEIRO, W. C. A ordem ambiental internacional. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2005.<br>SHAPIRO, J. China\u2019s Environmental Challenges. Cambridge: Polity Press, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>SQS, Subcommission on Quaternary Stratigraphy. Working Group on the \u2018Anthropocene\u2019,<br>maio 2019. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/n the \u2018Anthropocene\u2019, maio 2019. Dispon\u00edvel em: <quaternary.stratigraphy.org\/working-groups\/anthropocene\/\" class=\"ek-link\">quaternary.stratigraphy.org\/working-groups\/anthropocene\/<\/a>&gt;.<br>Acesso em: 09 jun. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>STEFFEN, W. et al. \u201cPlanetary Boundaries: Guiding Human Development on a Changing Planet\u201d. Science, v. 347, p. 736-46, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify has-small-font-size\">ZHANG, Z. X. Energy and Environmental Policy in China. Towards a Low-carbon Economy. New horizons in environmental economics. Cheltenhan, UK\/Northampton, MA: Edward Elgar, 2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curadoria de Matrizes Energ\u00e9ticas e Meio AmbienteAmilson Albuquerque Limeira Filho Consumismo, racionalidade e imprevisibilidade s\u00e3o marcas do homem contempor\u00e2neo, que ao longo dos s\u00e9culos, tem trilhado percurso geol\u00f3gico diferenciado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais esp\u00e9cies, direcionando esfor\u00e7os \u00e0 conquista de territ\u00f3rios, apropria\u00e7\u00e3o de recursos, extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas, beneficiamento e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos em escalas cada vez [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4838,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":5,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[3],"tags":[29,45],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4836"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4836"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4836\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4845,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4836\/revisions\/4845"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4836"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4836"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4836"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}