{"id":4208,"date":"2021-09-15T12:24:13","date_gmt":"2021-09-15T15:24:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4208"},"modified":"2021-09-15T12:24:13","modified_gmt":"2021-09-15T15:24:13","slug":"artigo-de-opiniao-manga-e-ensino-de-historia-um-olhar-sobre-a-obra-ruroni-kenshin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4208","title":{"rendered":"ARTIGO DE OPINI\u00c3O | Mang\u00e1 e ensino de hist\u00f3ria: um olhar sobre a obra Ruroni Kenshin"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-normal-font-size\">Este artigo de opini\u00e3o \u00e9 resultado da parceria<br>entre os GT\u2019s ELIC e Cine Debate da Curadoria<br>de Assuntos do Jap\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\">Dionson Ferreira Canova J\u00fanior (dionsoncanova@gmail.com)<br>J\u00e9ssica Maria do Nascimento Silva (jessica.mnsilva@ufpe.com.br)<br>Jo\u00e3o Victor de Melo Pontes (joaovictormelopontes@gmail.com)<br>Thiago Henrique Oliveira Jardim (th24345@gmail.com)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Sob olhares de pesquisadores e profissionais &#8211; como por exemplo Moacir Gadotti, Jos\u00e9 Carlos Lib\u00e2neo, Juarez Dayrell, entre outros -, os processos de educa\u00e7\u00e3o formal t\u00eam sido alvo de muitos estudos e reflex\u00f5es sobre os limites da sala de aula. Tais estudos buscam rever pr\u00e1ticas e propor alternativas que auxiliem os professores no desenvolvimento da aula e os alunos nos seus processos individualizados de aprendizagem. Sendo assim, levantamos algumas reflex\u00f5es sobre as possibilidades do uso de mang\u00e1s no ambiente escolar, com o intuito de abordar didaticamente a hist\u00f3ria do Jap\u00e3o. Diante de uma enorme variedade de mang\u00e1s, selecionamos o mang\u00e1 Samurai X (Rurouni Kenshin &#8211; Meiji Kenkaku Romantan)<sup>2<\/sup>, do mangak\u00e1 Nobuhiro Watsuki, por tratar de um per\u00edodo hist\u00f3rico de ruptura na estrutura pol\u00edtica e social do pa\u00eds, saindo de s\u00e9culos do governo shogunato<sup>3<\/sup>, com caracter\u00edsticas feudais <sup>45<\/sup>, para um sistema pol\u00edtico e econ\u00f4mico mais voltado para a moderniza\u00e7\u00e3o. Como tamb\u00e9m, devido ao grande apelo popular que possui atrav\u00e9s de suas adapta\u00e7\u00f5es em formato anime e filmes live-action<sup>6<\/sup>, o que torna a obra bastante popular entre os jovens. Aliado a isto, o mang\u00e1 possibilita compreendermos conceitos importantes para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento hist\u00f3rico como bushido<sup>7<\/sup>, shogunato e moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Neste processo de reflex\u00e3o cr\u00edtica, partimos de uma concep\u00e7\u00e3o que v\u00ea os mang\u00e1s como produto cultural nip\u00f4nico e, por sua vez, carregados de elementos culturais e hist\u00f3ricos pertinentes ao processo de ensino e aprendizagem. Mas para al\u00e9m das quest\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais, encontramos tamb\u00e9m nos mang\u00e1s uma importante ferramenta para o desenvolvimento do h\u00e1bito de leitura, tendo em vista que o g\u00eanero, segundo Waldomiro Vergueiro e Paulo Ramos (2009)<sup>8<\/sup>, ganha cada vez mais espa\u00e7o entre os jovens brasileiros. Al\u00e9m disso, e pensando nos processos de aprendizagem dos alunos, de acordo com Santos (2008)<sup>9<\/sup>, a \u201caprendizagem somente ocorre se quatro condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas forem atendidas: a motiva\u00e7\u00e3o, o interesse, a habilidade de compartilhar experi\u00eancias e a habilidade de interagir com os diferentes contextos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3>Rurouni Kenshin: o Jap\u00e3o na sala de aula<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Desde 2006, com a utiliza\u00e7\u00e3o do mang\u00e1 Na Pris\u00e3o, de Kazuichi Hanawa<sup>10<\/sup>, no PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), as HQs passaram a ter um lugar nos anos finais do Ensino Fundamental. Essa a\u00e7\u00e3o possibilitou vislumbrar possibilidades pedag\u00f3gicas que tragam novas perspectivas para a sala de aula. Dessa forma, o uso dos mang\u00e1s contribui diretamente para uma aproxima\u00e7\u00e3o com uma determinada cultura asi\u00e1tica, o que permite o desenvolvimento da criticidade dos alunos diante dos mais variados aspectos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Sendo assim, o mang\u00e1 que propomos como material pedag\u00f3gico permite n\u00e3o somente compreender aspectos de identidade da sociedade japonesa, como tamb\u00e9m possibilita uma ruptura nos contextos euroc\u00eantricos da malha curricular. Fato esse facilmente vislumbrado nas propostas curriculares presentes na BNCC (Base Nacional Comum Curricular)<sup>11<\/sup>. Tomando como exemplo os anos finais do Ensino Fundamental, s\u00e3o raros os momentos em que o documento prop\u00f5e interven\u00e7\u00f5es que \u201cfogem\u201d do escopo do ensino da hist\u00f3ria ocidental e considera o continente asi\u00e1tico. A t\u00edtulo de exemplo, encontramos os estudos das invas\u00f5es romanas no Oriente, a influ\u00eancia de sua cultura em seus dom\u00ednios, o mediterr\u00e2neo e as rela\u00e7\u00f5es com o Oriente M\u00e9dio, al\u00e9m do mercantilismo e o processo de conquista do Imp\u00e9rio Portugu\u00eas. Fora isso, n\u00e3o h\u00e1 a presen\u00e7a significativa de temas ligados \u00e0 \u00c1sia no ensino m\u00e9dio, al\u00e9m de ficar evidente a falta de novos embasamentos sobre o Jap\u00e3o. De acordo com a historiadora Circe Bittencourt<sup>12<\/sup>, essa reduzida alus\u00e3o a outras hist\u00f3rias n\u00e3o europeias nos curr\u00edculos escolares se deve ao grande enfoque dado \u00e0 &#8220;Hist\u00f3ria Global\u201d que, na realidade, se reduz \u00e0 hist\u00f3ria das civiliza\u00e7\u00f5es europeias ocidentais. Diante desse cen\u00e1rio, vemos no uso dos mang\u00e1s &#8211; g\u00eanero tipicamente japon\u00eas &#8211; a possibilidade de colocar em foco a hist\u00f3ria do Jap\u00e3o a partir de uma ferramenta de ensino que se aproxima dos alunos, atrav\u00e9s do seu forte apelo imag\u00e9tico e din\u00e2mico, e faz com que o conte\u00fado seja trabalhado de maneira muito mais prazerosa e din\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">No caso de Rurouni Kenshin, por exemplo, pode-se pensar a aplica\u00e7\u00e3o em sala de aula ap\u00f3s an\u00e1lise de seu enredo e compreens\u00e3o dos principais aspectos presentes na obra. Ambientado no in\u00edcio da Era Meiji (1868-1912) no Jap\u00e3o, o enredo mostra o ex-samurai Kenshin Himura, que ap\u00f3s lutar pela volta do imperador ao poder contra o Shogunato Tokugawa (1603-1867), decide abandonar a espada e viver como um andarilho. Dez anos ap\u00f3s a Restaura\u00e7\u00e3o Meiji (1868-1869), o espadachim volta \u00e0 ativa para proteger os interesses da na\u00e7\u00e3o e as pessoas com as quais criou la\u00e7os afetivos. A imagem de Kenshin nos mostra mais do que um samurai que desiste de matar em prol de um mundo de paz. A obra apresenta um processo de ruptura no Jap\u00e3o, em que a lei de n\u00e3o usar a espada reflete os novos tempos que o pa\u00eds desejou ap\u00f3s as sangrentas batalhas. \u00c9 o momento que retrata os ideais do shogunato e do recente shogun<sup>13<\/sup> Tokugawa Yoshinobu (1866-1867), que buscava a expuls\u00e3o dos estrangeiros, e dos apoiadores do imperador Matsuhito (1867-1912), que eram a favor da abertura dos portos, o que transforma radicalmente o Jap\u00e3o e suas estruturas sociais, pol\u00edticas, culturais e religiosas. O pa\u00eds entrou na era da moderniza\u00e7\u00e3o, nos moldes ocidentais, e aqui est\u00e1 a enorme capacidade da obra de conceber caminhos para an\u00e1lises em sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O mang\u00e1 Rurouni Kenshin \u00e9 uma obra que nos apresenta personagens baseados em figuras hist\u00f3ricas reais, o que j\u00e1 o coloca como importante material pedag\u00f3gico para o trabalho com a hist\u00f3ria japonesa. \u00c9 a partir dessas figuras que os professores poder\u00e3o iniciar discuss\u00f5es relevantes sobre a transi\u00e7\u00e3o do Per\u00edodo Edo (1603-1868) e o in\u00edcio do Per\u00edodo Meiji (1868-1912) e todo o desenvolvimento nacional japon\u00eas. Partindo do pr\u00f3prio protagonista, possivelmente inspirado em um homem chamado Kawakami Gensai<sup>1415<\/sup>(1834-1871), um dos maiores hitokiri<sup>16<\/sup>(\u4eba\u65ac) do per\u00edodo Bakumatsu (1853-1867), \u00e9 poss\u00edvel trazer para a sala de aula conte\u00fados que destaquem processos fundamentais para a compreens\u00e3o do Jap\u00e3o que conhecemos hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Por exemplo, os alunos poder\u00e3o observar o desenvolvimento social do pa\u00eds durante o conflito, analisando os ideais de cada grupo e as rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas existentes em cada cen\u00e1rio. De um lado, havia o interesse do Shogunato Tokugawa em permanecer no poder, continuando o sistema pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social na condu\u00e7\u00e3o da sociedade, e do outro lado havia um movimento de classes que apoiavam a volta do imperador, o que traria mudan\u00e7as pol\u00edtico-econ\u00f4micas ao romper com os ideais do governo Tokugawa, fazendo o Jap\u00e3o adentrar na esfera capitalista com a moderniza\u00e7\u00e3o das estruturas e cria\u00e7\u00e3o de diversas institui\u00e7\u00f5es nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ao tomar o mang\u00e1 Rurouni Kenshin como material de ensino, os professores de hist\u00f3ria encontram solo f\u00e9rtil para discutir o que foi a moderniza\u00e7\u00e3o Meiji. Atrav\u00e9s dos dilemas retratados pelo mang\u00e1, \u00e9 poss\u00edvel abordar em sala de aula as mudan\u00e7as internas trazidas pela abertura das rela\u00e7\u00f5es internacionais que resultam numa nova concep\u00e7\u00e3o de na\u00e7\u00e3o. O in\u00edcio do movimento de constru\u00e7\u00e3o daquilo que vamos entender como Jap\u00e3o moderno est\u00e1 presente na obra de Nobuhiro Watsuki, o que a torna t\u00e3o interessante para o processo de ensino e aprendizagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Por fim, vemos como uma op\u00e7\u00e3o inovadora e did\u00e1tica o uso da obra Rurouni Kenshin aliada \u00e0 historiografia para introduzir o conte\u00fado e despertar o interesse sobre hist\u00f3ria asi\u00e1tica, servindo como recurso para abordar, por exemplo, a compara\u00e7\u00e3o entre a moderniza\u00e7\u00e3o japonesa e alguns pa\u00edses ocidentais do Medievo, analisando principais causas e mudan\u00e7as na sociedade. \u00c9 importante destacar que o mang\u00e1 n\u00e3o substitui o livro did\u00e1tico, mas pode ser uma ferramenta visual, com uma linguagem pr\u00f3pria, capaz de produzir novos conhecimentos a respeito de temas pouco difundidos no Brasil. Al\u00e9m disso, Vergueiro (2009)<sup>17<\/sup> v\u00ea nas hist\u00f3rias em quadrinhos a possibilidade de aumentar a motiva\u00e7\u00e3o dos alunos em rela\u00e7\u00e3o aos conte\u00fados trabalhados em sala de aula, encorajando a curiosidade e incitando o senso cr\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>1 Mang\u00e1 \u00e9 o termo para hist\u00f3ria em quadrinhos no Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>2 No Jap\u00e3o, a obra foi produzida entre os anos 1994 e 1999, enquanto que no Brasil entre 2001 a 2003, e posteriormente, relan\u00e7ado entre 2012 e 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>3 Sistema de governo liderado pelo Shogun, l\u00edder militar supremo da na\u00e7\u00e3o, onde o imperador apesar de seu status.<\/p>\n\n\n\n<p>4 Segundo Silva &amp; Silva (2009, p. 150) o Feudalismo \u00e9 um conceito hist\u00f3rico para servir de fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica sobre determinado per\u00edodo na Europa, mais detalhadamente na Fran\u00e7a. Contudo, serve como conte\u00fado de an\u00e1lise para a realidade japonesa medieval durante o Shogunato.<\/p>\n\n\n\n<p>5 SILVA, Kalina Vanderlei; SILVA, Maciel Henrique. Dicion\u00e1rio de conceitos hist\u00f3ricos. 2.ed., 2\u00aa reimpress\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>6 Termo utilizado para definir a cinematografia atrav\u00e9s de atores reais em vez de anima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>7 Traduzido como \u201ccaminho do guerreiro\u201d \u00e9 um c\u00f3digo de vida e conduta adotado pelos samurais.<\/p>\n\n\n\n<p>8 VERGUEIRO, Waldomiro; RAMOS, Paulo (Orgs.). Quadrinhos na educa\u00e7\u00e3o: da rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2009.<\/p>\n\n\n\n<p>9 SANTOS, J. C. F. dos. Aprendizagem Significativa: modalidades de aprendizagem e o papel do professor. Porto Alegre: Media\u00e7\u00e3o, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>10 VERGUEIRO, Waldomiro; RAMOS, Paulo. Os quadrinhos (oficialmente) na escola: dos PCN ao PNBE. In: Quadrinhos na educa\u00e7\u00e3o: da rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica. 1. ed. 2\u00aa reimpress\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2019. p. 14.<\/p>\n\n\n\n<p>11 BRASIL. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Base Nacional Comum Curricular. Bras\u00edlia: MEC\/SEB, 2017. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/basenacionalcomum.mec.gov.br\/&gt;. Acesso em: 17 ago. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>12 BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Conte\u00fados hist\u00f3ricos: como selecionar? In: BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de hist\u00f3ria: fundamentos e m\u00e9todos. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2004. pp. 135-172.<\/p>\n\n\n\n<p>13 T\u00edtulo militar concedido pelo imperador que comandava a for\u00e7a militar.<\/p>\n\n\n\n<p>14 O autor Luiz Feij\u00f3 fala em seu artigo \u201cA sociedade japonesa do primeiro dec\u00eanio da Restaura\u00e7\u00e3o Meiji (1868) na \u00f3tica do mang\u00e1 Rurouni Kenshin de Watsuki Nobuhiro\u201d que Nobuhiro se baseia em Gensai para criar Kenshin. Apesar disto, em sua pesquisa n\u00e3o h\u00e1 qualquer men\u00e7\u00e3o do autor para este fato.<\/p>\n\n\n\n<p>15 COELHO FEIJ\u00d3, Luiz Carlos. A sociedade japonesa do primeiro dec\u00eanio da Restaura\u00e7\u00e3o Meiji (1868) na \u00f3tica do mang\u00e1 Rurouni Kenshin de Watsuki Nobuhiro. Hist\u00f3ria em Revista: revista do n\u00facleo de documenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, v. 17, n. 18, p. 223-233, 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/periodicos.ufpel.edu.br\/ojs2\/index.php\/HistRev\/article\/view\/12359\/7750&gt;. Acesso em: 19 ago. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>16 Hitokiri \u00e9 um termo que significa o ato ou a pessoa que corta com a espada. \u00c9 da\u00ed que vem o famoso apelido de Kenshin: o retalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>17 VERGUEIRO, Waldomiro. Uso das HQS no ensino. In: BARBOSA, Alexandre et al. (Orgs.). Como usar as hist\u00f3rias em quadrinhos na sala de aula. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2009. p.07-29.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este artigo de opini\u00e3o \u00e9 resultado da parceriaentre os GT\u2019s ELIC e Cine Debate da Curadoriade Assuntos do Jap\u00e3o Dionson Ferreira Canova J\u00fanior (dionsoncanova@gmail.com)J\u00e9ssica Maria do Nascimento Silva (jessica.mnsilva@ufpe.com.br)Jo\u00e3o Victor de Melo Pontes (joaovictormelopontes@gmail.com)Thiago Henrique Oliveira Jardim (th24345@gmail.com) Sob olhares de pesquisadores e profissionais &#8211; como por exemplo Moacir Gadotti, Jos\u00e9 Carlos Lib\u00e2neo, Juarez Dayrell, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4218,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":6,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[3],"tags":[29,40],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4208"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4208"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4208\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4221,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4208\/revisions\/4221"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}