{"id":4111,"date":"2021-09-09T20:26:29","date_gmt":"2021-09-09T23:26:29","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4111"},"modified":"2021-09-09T20:27:19","modified_gmt":"2021-09-09T23:27:19","slug":"artigo-de-opiniao-o-custo-ambiental-do-bitcoin-e-o-futuro-da-mineracao-da-criptomoeda-na-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4111","title":{"rendered":"ARTIGO DE OPINI\u00c3O | O custo ambiental do Bitcoin e o futuro da minera\u00e7\u00e3o da criptomoeda na China"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Curadoria de Matrizes Energ\u00e9ticas e Meio Ambiente <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\">Emily Teodoro<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Entre as implica\u00e7\u00f5es do uso de tecnologia <em>blockchain<\/em> para o setor energ\u00e9tico est\u00e1 o alto consumo de energia e as consequentes emiss\u00f5es de carbono da minera\u00e7\u00e3o de criptomoedas, particularmente do <em>Bitcoin<\/em>. A China, centro das maiores opera\u00e7\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o da moeda, tem lan\u00e7ado medidas que restringem a atividade no pa\u00eds. Embora a preocupa\u00e7\u00e3o com especula\u00e7\u00e3o financeira esteja no centro dessas discuss\u00f5es, a grande quantidade de energia que a minera\u00e7\u00e3o de<em> Bitcoin <\/em>demanda j\u00e1 \u00e9 um problema n\u00e3o negligenci\u00e1vel. Estudos indicam que, sem interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a minera\u00e7\u00e3o de <em>bitcoin<\/em> poderia minar os planos de longo prazo da China em atingir a neutralidade de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O <em>Bitcoin<\/em> \u00e9 uma moeda digital que tem como caracter\u00edsticas centrais a descentraliza\u00e7\u00e3o, a auditabilidade, o anonimato e, principalmente, a alta lucratividade<a href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Essas caracter\u00edsticas levaram ao seu uso cont\u00ednuo em investimentos e atividades especulativas, ocasionando uma corrida em busca dos melhores equipamentos para aumentar o poder computacional e, consequentemente, o consumo de energia. Com isso, grandes centros de minera\u00e7\u00e3o se proliferaram pelo mundo, concentrando-se em regi\u00f5es com energia barata e acesso a hardware especializado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Prov\u00edncias chinesas, como Mong\u00f3lia Interior, Xinjiang e Sichuan, acolheram essas chamadas \u201cfazendas de criptomoedas\u201d, permitindo que elas se registrassem como <em>data centers<\/em>, al\u00e9m de oferecerem descontos em eletricidade e em impostos. A Mong\u00f3lia Interior, regi\u00e3o aut\u00f4noma no norte da China, aproveitou da abund\u00e2ncia de eletricidade movida a carv\u00e3o produzida localmente e se tornou um centro para minera\u00e7\u00e3o de <em>bitcoin<\/em>. Ela usava uma \u201cescada de pre\u00e7os invertida\u201d para ind\u00fastrias intensivas em energia. A pol\u00edtica, que atraiu muitas fazendas de <em>bitcoin<\/em>, abaixou o pre\u00e7o da eletricidade quanto mais uma empresa consumia. No entanto, em 2020, o governo central da China advertiu a regi\u00e3o aut\u00f4noma por n\u00e3o cumprir suas metas de redu\u00e7\u00e3o do consumo de eletricidade. Como resultado, em mar\u00e7o deste ano, a regi\u00e3o se fechou a certas ind\u00fastrias intensivas em energia, incluindo fazendas de criptomoeda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas afinal, o que \u00e9 <em>blockchain<\/em> e como funciona a minera\u00e7\u00e3o de criptomoedas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O <em>blockchain<\/em> \u00e9 considerado como uma das tecnologias mais promissoras e atraentes para uma variedade de setores, como gest\u00e3o de log\u00edstica e Internet das Coisas (<em>Internet of Things<\/em> &#8211; IoT) (JIANG <em>et al<\/em>, 2021, p. 2).&nbsp; Essa tecnologia pode ser definida como um banco de dados de transa\u00e7\u00f5es descentralizado, em que cada parte da rede tem acesso ao hist\u00f3rico completo de transa\u00e7\u00f5es realizadas. A comunica\u00e7\u00e3o e a verifica\u00e7\u00e3o ocorrem diretamente entre os pares e n\u00e3o por meio de um n\u00f3 central ou intermedi\u00e1rio. Esse processo de verifica\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecido como minera\u00e7\u00e3o (FRY; SERBERA, 2020).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O <em>bitcoin<\/em> foi o primeiro uso mais difundido da tecnologia<em> blockchain<\/em>. A minera\u00e7\u00e3o de <em>bitcoin<\/em> est\u00e1 ligada \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de problemas complexos de criptografia matem\u00e1tica. Ao resolver esses problemas, os mineradores recebem como recompensa o <em>bitcoin<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O <em>bitcoin<\/em> \u00e9 codificado para criar competi\u00e7\u00e3o. O mecanismo atual de minera\u00e7\u00e3o, chamado <em>proof-of-work<\/em> (Prova de trabalho), recompensa aqueles que mais possuem capacidade de processamento, o <em>hashrate <\/em>\u2013 a velocidade que estes mineradores conseguem processar dados \u2013 que fazem os c\u00e1lculos mais r\u00e1pidos para um determinado conjunto de transa\u00e7\u00f5es. Isso deu in\u00edcio a uma esp\u00e9cie de \u201ccorrida armamentista\u201d, com os mineradores incentivados a usar o m\u00e1ximo poss\u00edvel de equipamentos de primeira linha, acumulando enormes contas de energia. Felizmente, para eles, o pre\u00e7o do <em>Bitcoin<\/em> tamb\u00e9m subiu. No in\u00edcio de 2013, 1 <em>bitcoin <\/em>valia US$ 13,40; com a taxa de c\u00e2mbio acima de US$ 50.000 em grande parte de 2021, a minera\u00e7\u00e3o continuou extremamente lucrativa (YOU, 2021). Em junho de 2021, a capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado do <em>Bitcoin<\/em> chegava a US$ 644 bilh\u00f5es, respondendo por cerca de metade da capitaliza\u00e7\u00e3o de mercado total de todas as criptomoedas<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Consumo de energia e falta de sustentabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como dito anteriormente, para verificar as transa\u00e7\u00f5es de <em>bitcoin<\/em>, os mineradores devem resolver problemas matem\u00e1ticos extremamente complexos, essencialmente por tentativa e erro, o que requer sistemas de computador complexos com grande poder de processamento. E isso, consequentemente, consome uma grande quantidade de energia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Estudos recentes indicam que o crescente consumo de energia e as emiss\u00f5es de carbono associadas \u00e0 minera\u00e7\u00e3o de <em>bitcoin<\/em> podem minar os esfor\u00e7os globais de sustentabilidade. Atualmente, o consumo de energia da minera\u00e7\u00e3o global de <em>Bitcoin<\/em> corresponde a um pa\u00eds de pequeno a m\u00e9dio porte, como Dinamarca, Irlanda ou Bangladesh (JIANG<em> et al<\/em>, 2021, p. 2). Krause e Tolaymat (2018) estimam que, entre 2016 e 2018, at\u00e9 13 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de emiss\u00f5es de CO2 podem ser atribu\u00eddas ao <em>bitcoin<\/em>. S\u00f3 na China, se n\u00e3o houver qualquer interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o consumo anual de energia poder\u00e1 atingir, em 2024, o pico de 296,59 TWh e gerar 130,50 milh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas de emiss\u00e3o de carbono (JIANG <em>et al<\/em>, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Uma solu\u00e7\u00e3o frequentemente proposta para a pegada de carbono do <em>bitcoin<\/em> \u00e9 substituir o mecanismo de minera\u00e7\u00e3o atual, &#8220;prova de trabalho&#8221;, por &#8220;prova de aposta&#8221; \u2013 uma maneira de verificar transa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o exigem quase tanto poder de computa\u00e7\u00e3o. Mas sua natureza descentralizada torna essas mudan\u00e7as fundamentais dif\u00edceis. \u00c9 improv\u00e1vel que os mineradores de <em>bitcoins<\/em> concordem com algo que torne in\u00fatil seu hardware caro. Al\u00e9m disso, a alta valoriza\u00e7\u00e3o do <em>Bitcoin<\/em> \u00e9 um reflexo de seus custos de minera\u00e7\u00e3o, que incluem energia (YOU, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Outra via vista pelos mineradores \u00e9 o uso de energia limpa, principalmente hidrel\u00e9trica. Na China, muitos mineradores passaram a atuar em duas prov\u00edncias do sudoeste ricas em hidrel\u00e9tricas: Sichuan e Yunnan. Elas j\u00e1 atraiam, historicamente, ind\u00fastrias com uso intensivo de energia, desde f\u00e1bricas de produtos qu\u00edmicos e alum\u00ednio at\u00e9 fazendas de criptomoedas. No entanto, em per\u00edodos de seca, a demanda aumentaria e, consequentemente, geraria necessidade do uso de termel\u00e9trica, o que continuaria invi\u00e1vel (YOU, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"627\" height=\"419\" src=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4112\" srcset=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-1.png 627w, https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-1-300x200.png 300w\" sizes=\"(max-width: 627px) 100vw, 627px\" \/><figcaption><br>Um gerente est\u00e1 perto de uma parede de ventiladores dentro de uma fazenda de <em>bitcoin<\/em> na prov\u00edncia rural de Sichuan, 2016. Fonte: Liu Xingzhe, People Visual.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O \u201ccerco\u201d \u00e0 minera\u00e7\u00e3o de <em>bitcoin<\/em> na China<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A China \u00e9, hoje, um grande centro de minera\u00e7\u00e3o de<em> bitcoin<\/em>. Dada a posi\u00e7\u00e3o do pa\u00eds como um centro de manufatura de eletr\u00f4nicos, os mineradores possuem acesso a hardware especializado, al\u00e9m do acesso \u00e0 energia barata e relativamente est\u00e1vel (cerca de 2 centavos de d\u00f3lar). A China possui hoje 65,08% do <em>hashrate<\/em> m\u00e9dio mensal e atualmente ocupa o primeiro lugar em consumo anual de eletricidade por minera\u00e7\u00e3o de <em>bitcoin<\/em> com 6.453,17 TWh, segundo dados da Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index da Cambridge University.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Cerca de 60% a 70% do <em>bitcoin<\/em> \u00e9 extra\u00eddo atualmente na China, onde mais de dois ter\u00e7os da gera\u00e7\u00e3o de eletricidade vem do carv\u00e3o (IEA, 2019). Apesar da atratividade, o governo central da China, h\u00e1 muito tempo, \u00e9 c\u00e9tico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s criptomoedas. Em 2013, o Banco Central Chin\u00eas proibiu as institui\u00e7\u00f5es financeiras de usar e negociar em <em>Bitcoin<\/em> e moedas semelhantes. Em 2017, a China fechou as plataformas dom\u00e9sticas de negocia\u00e7\u00e3o de criptomoedas e proibiu o lan\u00e7amento de novas criptomoedas, chamadas de ofertas iniciais de moedas (YOU, 2021).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em maio deste ano, ap\u00f3s reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Estabilidade Financeira e Desenvolvimento do Conselho de Estado, o pa\u00eds decidiu &#8220;reprimir a minera\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio de<em> bitcoin<\/em>&#8220;. A s\u00fabita repress\u00e3o foi em grande parte impulsionada pela natureza inerentemente especulativa das criptomoedas e pela extrema avers\u00e3o ao risco do Partido Comunista Chin\u00eas (PCC), bem como a press\u00e3o sob os governos locais para reduzir as emiss\u00f5es de carbono. Com isso, fazendas de criptomoedas foram encerradas em Xinjiang e Mong\u00f3lia Interior, onde a minera\u00e7\u00e3o era alimentada principalmente por carv\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"627\" height=\"352\" src=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4113\" srcset=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-2.png 627w, https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image-2-300x168.png 300w\" sizes=\"(max-width: 627px) 100vw, 627px\" \/><figcaption><br>Alde\u00f5es carregam um caminh\u00e3o com m\u00e1quinas de minera\u00e7\u00e3o removidas em 21 de junho. Fonte: Ding Gang, Caixin<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Com o cerco \u00e0 minera\u00e7\u00e3o fechando desde o in\u00edcio do ano, muitos mineradores se deslocaram para a prov\u00edncia de Sichuan, rica em energia hidrel\u00e9trica. Contudo, em junho, uma medida do governo provincial exigiu o fechamento das instala\u00e7\u00f5es de minera\u00e7\u00e3o de criptomoedas na prov\u00edncia (HUI; CHENG, 2021). O compromisso do governo chin\u00eas com a efici\u00eancia energ\u00e9tica e a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es limitam a expans\u00e3o de ind\u00fastrias de alto consumo de energia, como a minera\u00e7\u00e3o de criptomoedas, mesmo em regi\u00f5es ricas em energia renov\u00e1vel, como a hidrel\u00e9trica. Agora, mineradores chineses deslocados come\u00e7aram a buscar ref\u00fagio em jurisdi\u00e7\u00f5es mais amig\u00e1veis \u00e0 atividade, como Estados Unidos, Cazaquist\u00e3o e R\u00fassia.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>CAMBRIDGE UNIVERSITY. Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index. Cambridge Centre for Alternative Finance, 2021. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/cbeci.org\/\">https:\/\/cbeci.org\/<\/a>. Acesso em: 17 jun. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>FRY, John; SERBERA, Jean-Philippe. Quantifying the sustainability of Bitcoin and Blockchain.&nbsp;Journal Of Enterprise Information Management, [S.L.], v. 33, n. 6, p. 1379-1394, 18 mar. 2020. Emerald. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1108\/jeim-06-2018-0134\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1108\/jeim-06-2018-0134<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>IEA. Bitcoin energy use &#8211; mined the gap. IEA: Paris, 2019. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.iea.org\/commentaries\/bitcoin-energy-use-mined-the-gap\">https:\/\/www.iea.org\/commentaries\/bitcoin-energy-use-mined-the-gap<\/a>. Acesso em: 17 jun. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>JIANG, Shangrong&nbsp;et al. Policy assessments for the carbon emission flows and sustainability of Bitcoin blockchain operation in China.&nbsp;Nature Communications, [S.L.], v. 12, n. 1, p. 1-10, 6 abr. 2021. Springer Science and Business Media LLC. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/s41467-021-22256-3\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/s41467-021-22256-3<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>KRAUSE, Max J.; TOLAYMAT, Thabet. Quantification of energy and carbon costs for mining cryptocurrencies.&nbsp;Nature Sustainability, [S.L.], v. 1, n. 11, p. 711-718, nov. 2018. Springer Science and Business Media LLC. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/s41893-018-0152-7\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1038\/s41893-018-0152-7<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>HUI, Xiao; CHENG, Kelsey.&nbsp;In depth: the fall of China&#8217;s last bitcoin mining haven. 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/asia.nikkei.com\/Spotlight\/Caixin\/In-depth-the-fall-of-China-s-last-bitcoin-mining-haven. Acesso em: 27 ago. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>YOU, Li. As China Pursues a Green Future, Bitcoin Miners Feel the Squeeze. 2021. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.sixthtone.com\/news\/1007483\/as-china-pursues-a-green-future,-bitcoin-miners-feel-the-squeeze. Acesso em: 17 jun. 2021.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Em mar\u00e7o de 2021, o <em>bitcoin<\/em> bateu recorde e chegou a valer US$ 60 mil.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> https:\/\/coinmarketcap.com\/<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Emily Teodoro \u00e9 graduanda em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). (<a href=\"mailto:emily.rafany14@gmail.com\">emily.rafany14@gmail.com<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curadoria de Matrizes Energ\u00e9ticas e Meio Ambiente Emily Teodoro Entre as implica\u00e7\u00f5es do uso de tecnologia blockchain para o setor energ\u00e9tico est\u00e1 o alto consumo de energia e as consequentes emiss\u00f5es de carbono da minera\u00e7\u00e3o de criptomoedas, particularmente do Bitcoin. 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