{"id":4056,"date":"2021-09-10T19:03:02","date_gmt":"2021-09-10T22:03:02","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4056"},"modified":"2021-09-29T18:56:46","modified_gmt":"2021-09-29T21:56:46","slug":"serie-pernambuco-e-o-japao-oliveira-lima-a-embaixada-brasileira-em-toquio-e-a-imigracao-japonesa-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4056","title":{"rendered":"S\u00c9RIE | Pernambuco e o Jap\u00e3o: Oliveira Lima, a embaixada brasileira em T\u00f3quio e a imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-justify\">Escrita por Rafael Cavalcanti Lemos, a s\u00e9rie de textos &#8220;Pernambuco e o Jap\u00e3o&#8221;,  promete atrav\u00e9s de textos breves, tra\u00e7ar uma interessante aproxima\u00e7\u00e3o entre o Pa\u00eds do Sol Nascente e esse famoso estado Nordestino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A s\u00e9rie \u00e9 composta por 3 textos, os quais j\u00e1 foram publicados no Jornal O Di\u00e1rio de Pernambuco na se\u00e7\u00e3o Opini\u00e3o, e tratam dos seguintes temas: A embaixada brasileira em T\u00f3quio, a migra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil e a import\u00e2ncia do escritor recifense Oliveira Lima nas rela\u00e7\u00f5es Brasil-Jap\u00e3o; uma aproxima\u00e7\u00e3o entre a l\u00edngua falada pelos fulni\u00f4s, uma das poucas l\u00ednguas nativas ainda existentes no nordeste, o iant\u00eas, e os japon\u00eas; e, por fim, a apreens\u00e3o do bai\u00e3o, ritmo caracter\u00edstico do nordeste, pelo Jap\u00e3o, atrav\u00e9s do bai\u00e3o Japon\u00eas de Keiko Ikuta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O primeiro texto da s\u00e9rie, intitulado \u201cOliveira Lima, a embaixada brasileira em T\u00f3quio e a imigra\u00e7\u00e3o no Brasil\u201d,  nos conta como o nordeste, principalmente atrav\u00e9s da figura do escritor recifense Manuel de Oliveira Lima, escritor de \u201cNo Jap\u00e3o\u201d (1903), foi importante para a rela\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica Nipo-Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SERIE-1-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4169\" srcset=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SERIE-1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SERIE-1-300x300.png 300w, https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SERIE-1-150x150.png 150w, https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SERIE-1-768x768.png 768w, https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SERIE-1-88x88.png 88w, https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SERIE-1-816x816.png 816w, https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SERIE-1.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-small-font-size\"> Texto por: Rafael Cavalcanti Lemos, Juiz de Direito do Tribunal de Justi\u00e7a de Pernambuco)   e membro da Curadoria de Assuntos do Jap\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left has-small-font-size\">Colagem: Assucena Maria (assucena.ms@hotmail.com)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">\u2736<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Encontra-se na pra\u00e7a recifense Governador Paulo Guerra um marco alusivo aos cem anos, em 2008, de imigra\u00e7\u00e3o japonesa ao Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Muitos conhecem dentre n\u00f3s o Jap\u00e3o apenas como o pa\u00eds da delicadeza e da tecnologia. Um pa\u00eds distante. Fisicamente distante embora, hist\u00f3rica e culturalmente mais pr\u00f3ximo dos pernambucanos do que se ordinariamente concebe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">H\u00e1 na capital pernambucana uma Associa\u00e7\u00e3o Cultural Japonesa (ACJR) fundada em 1972, ali funcionando a Escola de L\u00edngua Japonesa do Recife, atualmente com aulas on-line para todas as idades. A ACJR promove todo ano no bairro do Recife Antigo a Feira Japonesa do Recife, que teve a sua 24\u00aa. edi\u00e7\u00e3o em 2020 (apenas on-line em raz\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Desde 2018 o Consulado-Geral do Jap\u00e3o no Recife, cuja \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o abrange quase todo o Nordeste (exceto Maranh\u00e3o e Piau\u00ed), coopera, ofertando treinamento, com a Pol\u00edcia Militar de Pernambuco na implementa\u00e7\u00e3o do policiamento comunit\u00e1rio \u201ck\u014dban\u201d em nosso estado: pequenas unidades policiais de bairro buscando aproximar-se das comunidades em que instaladas por meio de atividades conjuntas (o que aumenta a confian\u00e7a da sociedade civil nos policiais militares) al\u00e9m de patrulhas a p\u00e9 e visitas (sendo deste modo mais r\u00e1pido o atendimento em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Foi Hermilo Borba Filho, pernambucano de Palmares (cidade natal de minha m\u00e3e, Dorinha, antes de que houvesse sido criado o munic\u00edpio de Joaquim Nabuco), quem redigiu o pref\u00e1cio de \u201cLendas do Jap\u00e3o\u201d, de Kikuo Furuno, livro impresso em T\u00f3quio com distribui\u00e7\u00e3o no Brasil, traduzido ao portugu\u00eas por Jos\u00e9 Yamashiro. Conta-nos Hermilo: \u201cNaquele distante ano de 1927, em Palmares, uma cidade a\u00e7ucareira na zona sul de Pernambuco, um casal de italianos que havia enriquecido soldando tachos viajou para a It\u00e1lia e voltou, passados alguns meses, com uma por\u00e7\u00e3o de novidades para nossos olhos de crian\u00e7as fechadas entre o rio e as montanhas. Havia uns cart\u00f5es-postais com mulheres de olhos repuxados \u00e0 sombra de cerejeiras, casas esquisitas meio parecidas com bolos de noiva e guerreiros de m\u00e1 catadura, grandes espadas \u00e0 cinta: era o Jap\u00e3o. Depois, nos acostumamos a ouvir nomes complicados e sem grande significa\u00e7\u00e3o aparente: samurai, &#8216;gueisha&#8217;, haraquiri. Todas estas palavras, por\u00e9m, estavam carregadas de uma atmosfera po\u00e9tica e nos transportavam para uma terra de legenda. Chegamos a improvisar brincadeiras de aventuras onde os japoneses entravam por conta de uma fita em s\u00e9rie que estava sendo levada no cineminha local: &#8216;O homem dos olhos de vidro&#8217;. Com o passar dos anos aprendemos que o Jap\u00e3o era uma na\u00e7\u00e3o t\u00e3o importante quanto outras, por\u00e9m jamais conseguimos esquecer o halo po\u00e9tico que envolvia aquelas palavras aprendidas na primeira inf\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">E o primeiro autor a publicar um livro exclusivamente sobre o Jap\u00e3o (intitulado \u201cNo Jap\u00e3o: impress\u00f5es da terra e da gente\u201d) foi o recifense Oliveira Lima. Para o soci\u00f3logo Renato Ortiz, \u201c[c]omparado ao texto de Chamberlain (&#8216;Things of Japan&#8217;), pai fundador da japonologia em l\u00edngua inglesa, ele [o texto de Oliveira Lima] \u00e9 indubitavelmente superior. [&#8230;] Oliveira Lima trabalha a tradi\u00e7\u00e3o para melhor enxergar o presente e o futuro. Seu sentido de antevis\u00e3o \u00e9 brilhante. [&#8230;] \u2018No Jap\u00e3o\u2019 coloca uma interroga\u00e7\u00e3o para as ci\u00eancias sociais brasileiras. Como foi poss\u00edvel esquec\u00ea-lo? Quem sabe a riqueza e o universalismo do texto sejam justamente a raz\u00e3o deste esquecimento. Oliveira Lima escreve num momento em que o pensamento brasileiro se interessava apenas pela identidade nacional.\u201d (Folha de S\u00e3o Paulo de 13 de setembro de 1997). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Dois anos ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o, a representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica brasileira em T\u00f3quio foi (gra\u00e7as \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o de Oliveira Lima, segundo o economista Paulo Yokota em introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de 1997) elevada \u00e0 categoria de embaixada. Cinco anos depois daquela (publica\u00e7\u00e3o), chegou a primeira leva oficial de imigrantes japoneses ao Brasil. Oliveira Lima morou no Jap\u00e3o de 1901 a 1903. O que veio a tornar-se livro era inicialmente um relat\u00f3rio elaborado para o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil. Como afirma Bernardino da Cunha Freitas Abreu em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado defendida em 2008 na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, \u201cprimeiro, ainda ao chegar ao Jap\u00e3o, o historiador-diplomata [Oliveira Lima] constatou que o status hier\u00e1rquico e operacional (ou seja, sua dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria) da representa\u00e7\u00e3o brasileira em T\u00f3quio havia sido reduzido por conta da miopia de um Congresso nacional mesquinho, que refletia os interesses de um governo que s\u00f3 respeitava quem estivesse procurando (e com disposi\u00e7\u00e3o a pagar caro) por sacas de caf\u00e9, de a\u00e7\u00facar ou rolos de tabaco, e que, ironicamente, por conta da recente mudan\u00e7a jur\u00eddica de regime pol\u00edtico-administrativo julgava-se idealisticamente situado entre as na\u00e7\u00f5es que ocupavam uma posi\u00e7\u00e3o de vanguarda no desenvolvimento da civiliza\u00e7\u00e3o humana; e tomou a iniciativa de corrigir tal situa\u00e7\u00e3o perante o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. Em segundo lugar, durante o per\u00edodo em que se encontrava no Rio de Janeiro, Oliveira Lima proferiu diversas palestras, onde resumiu em algumas destas as informa\u00e7\u00f5es que transmitira de forma mais extensa em seus of\u00edcios ao Minist\u00e9rio e nas p\u00e1ginas de &#8216;No Jap\u00e3o \u2013 Impress\u00f5es da terra e da gente&#8217;; o conte\u00fado destas palestras seria publicado neste mesmo ano, na obra &#8216;Cousas diplom\u00e1ticas&#8217;. [&#8230;] Oliveira Lima, atrav\u00e9s de &#8216;No Jap\u00e3o \u2013 Impress\u00f5es da terra e da gente&#8217; contribuiu, de forma pioneira, para o surgimento de um novo ponto de vista, por parte do Estado e do p\u00fablico brasileiros acerca do pa\u00eds que viria, meio s\u00e9culo mais tarde, a constituir a segunda maior economia do mundo capitalista e que viria a formar no territ\u00f3rio brasileiro a maior comunidade de migra\u00e7\u00e3o nikkei do planeta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"> \u2736 <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">a) LIMA, Oliveira. No Jap\u00e3o: impress\u00f5es da terra e da gente. Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Recife: Laemmert &amp; C., 1903.<br>b) LIMA, Oliveira. No Jap\u00e3o: impress\u00f5es da terra e da gente. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.<br>c) FURUNO, Kikuo. Lendas antigas do Jap\u00e3o. Tokio: [s.n., 19&#8211;].<br>d) ABREU, Bernardino da Cunha Freitas. Oliveira Lima: um olhar brasileiro no Jap\u00e3o. Disserta\u00e7\u00e3o (mestrado) &#8211; Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 2008. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.bdtd.uerj.br:8443\/bitstream\/1\/13107\/1\/Oliveira%20Lima%20Japao.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.bdtd.uerj.br:8443\/bitstream\/1\/13107\/1\/Oliveira%20Lima%20Japao.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 22 set. 2021.<br>e) ORTIZ, Renato. O olhar do viajante. Folha de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 13 set. 1997. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1997\/9\/13\/caderno_especial\/9.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1997\/9\/13\/caderno_especial\/9.html<\/a>&gt;. Acesso em: 22 set. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">  \u2736  <\/p>\n\n\n\n<p>Confira a <a href=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4225\" class=\"ek-link\">parte 2<\/a> e a <a href=\"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=4459\" class=\"ek-link\">parte 3<\/a> da s\u00e9rie!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrita por Rafael Cavalcanti Lemos, a s\u00e9rie de textos &#8220;Pernambuco e o Jap\u00e3o&#8221;, promete atrav\u00e9s de textos breves, tra\u00e7ar uma interessante aproxima\u00e7\u00e3o entre o Pa\u00eds do Sol Nascente e esse famoso estado Nordestino. 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