{"id":2315,"date":"2021-04-27T19:01:00","date_gmt":"2021-04-27T22:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.wordpress.com\/?p=2315"},"modified":"2021-09-20T10:41:43","modified_gmt":"2021-09-20T13:41:43","slug":"artigo-de-opiniao-devastacao-e-resiliencia-a-cultura-de-superacao-japonesa-sob-a-otica-do-filme-vivendo-com-a-minha-mae-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=2315","title":{"rendered":"ARTIGO DE OPINI\u00c3O | Devasta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia: A Cultura de Supera\u00e7\u00e3o Japonesa sob a \u00d3tica do Filme \u201cVivendo com a Minha M\u00e3e\u201d (2015)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:12px\"><em>Por Dionson Ferreira Canova J\u00fanior<br>Jo\u00e3o Victor de Melo Pontes<br>Maria Isabel do C. Soares<br>Ronaldo Sobreira de Lima J\u00fanior<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:15px\">Curadoria Assuntos do Jap\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>&nbsp;A Segunda Guerra Mundial no Jap\u00e3o: entre o cinema e a hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">   A representa\u00e7\u00e3o de eventos hist\u00f3ricos em diversas m\u00eddias nos permite enxergar alguns aspectos culturais do povo nele retratado. Assim, al\u00e9m de gerar entretenimento, um livro, um filme ou uma s\u00e9rie sobre o passado de uma na\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m nos permite entender de que modo esse povo compreende sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Obviamente, esses objetos culturais precisam ser contextualizados, afinal as vis\u00f5es sobre qualquer acontecimento s\u00e3o heterog\u00eaneas, mudando conforme a gera\u00e7\u00e3o, as classes sociais, o g\u00eanero etc. Portanto, precisamos ter em mente que a perspectiva apresentada em uma obra art\u00edstica \u00e9 a defendida por seus autores ou respons\u00e1veis, e representa apenas uma parcela da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">   Levando isso em conta, n\u00f3s utilizaremos o filme \u201cVivendo com minha m\u00e3e\u201d (<em>Haha to Kuraseba<\/em>) como ponto de partida para analisar caracter\u00edsticas espec\u00edficas da sociedade japonesa contempor\u00e2nea. A obra retrata a cidade de Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial, desde a detona\u00e7\u00e3o da bomba nuclear at\u00e9 os tr\u00eas anos subsequentes, abordando o modo como as pessoas lidam com seu passado por meio do trauma. \u00danica sobrevivente da fam\u00edlia, Nobuko Fukuhara perdeu os seus dois filhos no conflito. Atrav\u00e9s dos ressentimentos e traumas oriundos desse momento conturbado, ela trava uma luta consigo mesma para aprender a lidar com estas mazelas, contando com a ajuda de seu filho Koji, que passa a visit\u00e1-la como esp\u00edrito.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns are-vertically-aligned-center\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ceasiaufpe.files.wordpress.com\/2021\/04\/image-2.png?w=293\" alt=\"\" class=\"wp-image-2321\" width=\"293\" height=\"404\"\/><figcaption> Cartaz de divulga\u00e7\u00e3o do filme \u201cVivendo com a Minha M\u00e3e\u201d (2015). Fonte: Dom\u00ednio p\u00fablico. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>   Para compreendermos como ocorre o processo de an\u00e1lise historiogr\u00e1fica de uma obra cinematogr\u00e1fica, vejamos o que William Meirelles diz:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns\">\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p class=\"has-text-align-justify\">Atrav\u00e9s do filme podemos observar nos seus personagens a distribui\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is sociais e os esquemas culturais que identificam os seus lugares na sociedade. As lutas, reivindica\u00e7\u00f5es e desafios no enredo e os diversos grupos envolvidos nessas a\u00e7\u00f5es. O modo como aparece representada a organiza\u00e7\u00e3o social, as hierarquias e as rela\u00e7\u00f5es sociais. Como s\u00e3o percebidos e mostrados pelos cineastas: lugares, fatos, eventos, tipos sociais, rela\u00e7\u00f5es entre campo e cidade, rico e pobre, centro e periferia, etc. (MEIRELLES, 2004, p. 79).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Desse modo, podemos conhecer uma vers\u00e3o da vis\u00e3o que o Jap\u00e3o tem de si mesmo no per\u00edodo da guerra investigando a distribui\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is sociais entre os personagens e o modo como eles representam as mem\u00f3rias latentes sobre a guerra e as fronteiras ainda t\u00eanues entre o passado e o presente. Em outras palavras, esse filme dram\u00e1tico pode demonstrar a vis\u00e3o do diretor sobre como o pa\u00eds ainda sintetiza e se relaciona com esse passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ao revisitar um per\u00edodo traum\u00e1tico para o pa\u00eds, o filme nos convida a refletir sobre as pol\u00edticas de mem\u00f3ria e de transmiss\u00e3o do passado e suscita questionamentos sobre o quanto o presente ainda sente necessidade de encontrar meios para lidar com essa ferida. \u00c9 importante mencionar que, enquanto Nobuko lamenta a situa\u00e7\u00e3o atual e relembra, junto com seu filho, epis\u00f3dios de sua vida, n\u00f3s percebemos que suas experi\u00eancias com Koji e Machiko (ex-noiva do seu filho) conduzem as transforma\u00e7\u00f5es da personagem e o modo como ela vai superar todas as incertezas do p\u00f3s-guerra. Com isso, podemos entender que somente lidando com o passado e com os anseios do presente haver\u00e1 supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Terra arrasada, acordos e esperan\u00e7as: o surgimento da \u201cf\u00eanix\u201d nip\u00f4nica <\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Com o Jap\u00e3o de joelhos ap\u00f3s o final da Segunda Guerra Mundial, e o humilhante cen\u00e1rio de ocupa\u00e7\u00e3o estabelecido pelos vitoriosos Aliados (e liderado pelos Estados Unidos), os japoneses se depararam com as severas consequ\u00eancias da in\u00e9dita realidade de uma derrota em confrontos b\u00e9licos contra outras na\u00e7\u00f5es. Havia o fator humano, ap\u00f3s as incont\u00e1veis baixas, sejam elas militares, em campo de batalha, ou civis, ap\u00f3s os v\u00e1rios bombardeios, principalmente os nucleares; o econ\u00f4mico, com as atividades praticamente paralisadas; o estrutural, com cidades inteiras resumidas a escombros; e o n\u00e3o menos importante elemento emocional, com o imperador Hirohito (1901-1989) representando uma profunda melancolia ao pedir, em um pronunciamento nacional, para o seu povo \u201csuportar o insuport\u00e1vel\u201d (HENSHALL, 2016, p. 184).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Estas chagas provenientes da guerra se originaram da cegueira das for\u00e7as armadas, dominadas por generais e almirantes ambiciosos, e da referida ocupa\u00e7\u00e3o inimiga no Jap\u00e3o, que o obrigou a declarar a sua primeira derrota com um enorme e traumatizante pesar. Os anos de luta e de sentimento de superioridade desenfreados deixaram marcas de um percurso arriscado e il\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/ceasiaufpe.files.wordpress.com\/2021\/04\/image-4.png\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ceasiaufpe.files.wordpress.com\/2021\/04\/image-4.png?w=566\" alt=\"\" class=\"wp-image-2330\" width=\"838\" height=\"453\"\/><\/a><figcaption><br>A lembran\u00e7a de Koji ouvindo Mendelssohn com Machiko representa a melancolia intensa vivida pelo personagem ap\u00f3s a sua partida. Fonte: Vivendo Com a Minha M\u00e3e (2015).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Dentro de um contexto t\u00e3o delicado como esse, vemos no filme o elemento emocional sendo representado atrav\u00e9s do precipitado encerramento da exist\u00eancia de Koji. Esse evento d\u00e1 origem ao sofrimento de Nobuko, que n\u00e3o se conforma com sua morte, especialmente porque o corpo n\u00e3o foi encontrado e, portanto, ela sequer chegou a fazer os rituais p\u00f3stumos. Ela somente se convence da morte de Koji ap\u00f3s tr\u00eas anos de seu desaparecimento e, quando se conforma, o esp\u00edrito dele se manifesta em sua casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Entretanto, a narra\u00e7\u00e3o da realidade por parte de Nobuko n\u00e3o basta para que o seu filho a entenda, tampouco para que haja a aceita\u00e7\u00e3o de que nada pode fazer em rela\u00e7\u00e3o ao seu futuro. A forma abrupta e cruel com a qual se conclui a vida de Koji o perturba: o medo de se esvair por completo traz \u00e0 tona o sentimento de ang\u00fastia, e a alma corrompida por sua morte prematura \u2013 e de muitos de seus companheiros \u2013 carrega um tom melanc\u00f3lico at\u00e9 mesmo com as recorda\u00e7\u00f5es mais felizes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Por isso, o esp\u00edrito de Koji busca conservar excessivamente aquilo que resta de si no mundo, depositando as suas esperan\u00e7as de existir na promessa de um amor mal resolvido com a jovem Machiko, pois: \u201cO amor se torna uma estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia. Onde se passa para o outro, onde se \u00e9 o outro, onde se ama de modo a desfazer-se de<em> si<\/em>, a <em>minha<\/em> morte n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1. Quem ama n\u00e3o morre, o medo desaparece [&#8230;]\u201d (HAN, 2020, p. 11, grifos do autor).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O desenvolvimento do personagem para o caminho da aceita\u00e7\u00e3o dos fatos acontece quando os di\u00e1logos entre ele e sua m\u00e3e trazem um tom de ren\u00fancia, sendo preciso sacrificar o apego por Machiko por algo maior que seu sentimento. Koji percebe que n\u00e3o deve lidar apenas com o sofrimento individual, mas tamb\u00e9m com a devasta\u00e7\u00e3o e o vazio que transparece em todos os cantos da na\u00e7\u00e3o. \u00c9 por meio da ren\u00fancia que se torna poss\u00edvel a liberta\u00e7\u00e3o e a reedifica\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito. Para dar um passo adiante, \u00e9 preciso suportar a dor da perda dos entes queridos, a dor de n\u00e3o mais existir. Para se alcan\u00e7ar a paz, \u00e9 preciso renegar a vit\u00f3ria e a felicidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Essa representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica se fundamenta em um contexto hist\u00f3rico no qual era aparentemente improv\u00e1vel o surgimento de qualquer rea\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o \u00e0s mazelas impostas \u2013 muito menos de forma r\u00e1pida. No entanto, o mundo p\u00f4de presenciar o povo japon\u00eas lan\u00e7ar m\u00e3o de uma de suas caracter\u00edsticas mais impressionantes: a capacidade de reconstru\u00e7\u00e3o sedimentada em um forte senso de coletividade e supera\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos. Configurado como um \u201cdrama antiguerra\u201d (LINDEN, 2016), o filme nos traz outras refer\u00eancias curiosas e inspiradoras sobre essa caracter\u00edstica que os nip\u00f4nicos constantemente exp\u00f5em para o mundo, sempre que s\u00e3o postos \u00e0 prova por variadas situa\u00e7\u00f5es.<sup>[2]<\/sup><sup><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Um exemplo est\u00e1 no personagem chamado \u201ctio de Xangai\u201d, um senhor de meia idade respons\u00e1vel pela venda ilegal de mercadorias de dif\u00edcil acesso ou proibidas pelas for\u00e7as de ocupa\u00e7\u00e3o estadunidense. Em sua vis\u00e3o, \u201cesta era a \u00fanica forma de fornecer recursos para a popula\u00e7\u00e3o, pois os pre\u00e7os destes aumentavam a toda hora, devido \u00e0 fr\u00e1gil economia no p\u00f3s-guerra. Ele cobrava pre\u00e7os justos por seus produtos e muitas vezes os dava como presentes\u201d (LIMA J\u00daNIOR, 2019, p. 481). De longe, o tio de Xangai \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o mais interessante e significativa desse momento vivido pelos nip\u00f4nicos, pois ele nos permite ver a r\u00e1pida e contundente rea\u00e7\u00e3o japonesa aos momentos de dificuldade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/ceasiaufpe.files.wordpress.com\/2021\/04\/image-5.png\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ceasiaufpe.files.wordpress.com\/2021\/04\/image-5.png?w=567\" alt=\"\" class=\"wp-image-2332\" width=\"839\" height=\"450\"\/><\/a><figcaption> O &#8220;tio de Xangai&#8221;, \u00e0 esquerda, \u00e9 um dos maiores s\u00edmbolos da reconstru\u00e7\u00e3o japonesa no filme. Fonte: Vivendo Com a Minha M\u00e3e (2015). <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Seja em personagens fict\u00edcios representados em obras de arte, como o tio de Xangai, Nobuko, seja em pessoas desconhecidas do dia a dia, vemos no povo japon\u00eas uma s\u00e9rie de atitudes dignas da f\u00eanix grega, ser mitol\u00f3gico que, ao morrer, entrava em combust\u00e3o e revivia das cinzas. Os japoneses, ap\u00f3s passarem por variados e intensos contextos de total devasta\u00e7\u00e3o, encontram for\u00e7as uns nos outros, reerguem-se e refazem seu estilo de vida. A morte de Nobuko no filme e o acolhimento do seu esp\u00edrito pelo filho \u00e9 a simboliza\u00e7\u00e3o m\u00e1xima do aspecto da supera\u00e7\u00e3o da morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em constante sofrimento pelas perdas causadas durante as guerras, Nobuko finalmente descansa ao lidar com o dever cumprido com seus amigos e familiares e com a na\u00e7\u00e3o. E Koji, ao renunciar ao sentimento do amor por Machiko e desapegar de suas lembran\u00e7as, atinge verdadeiramente a conclus\u00e3o de sua vida e finaliza o movimento c\u00edclico do sofrimento, dando lugar ao que est\u00e1 por vir. Sendo assim, percebemos que os nip\u00f4nicos carregam dentro de si uma centelha da ave mitol\u00f3gica citada que, em caso de grande priva\u00e7\u00e3o, revela toda sua pot\u00eancia e brilho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/ceasiaufpe.files.wordpress.com\/2021\/04\/image-6.png\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ceasiaufpe.files.wordpress.com\/2021\/04\/image-6.png?w=567\" alt=\"\" class=\"wp-image-2334\" width=\"837\" height=\"447\"\/><\/a><figcaption><br>A despedida de Nobuko e o acolhimento do seu esp\u00edrito pelo filho. Fonte: Vivendo Com a Minha M\u00e3e (2015).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">HAN, B. C. <strong>Morte e alteridade<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Lucas Machado. Petr\u00f3polis, RJ: Vozes, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">HENSHALL, K. G. <strong>Hist\u00f3ria do Jap\u00e3o<\/strong>. 2. ed. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es 70, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">LIMA J\u00daNIOR, R. S. A cultura de supera\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia japonesa perante as adversidades atrav\u00e9s do filme \u201cVivendo com a Minha M\u00e3e\u201d (2015). <em>In<\/em>: BUENO, A.; ESTACHESKI, D.; CREMA, E.; SOUSA NETO, J. M. de. (org.). <strong>Extremo Oriente conectado<\/strong>. 1. ed. Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es Especiais Sobre Ontens, 2019. p. 475-483.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><a><\/a>LINDEN, S. \u2018Nagasaki: Memories of My Son\u2019: Film Review. <strong>The Hollywood Reporter<\/strong>, 3 nov. 2016. Movie Reviews. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.hollywoodreporter.com\/review\/nagasaki-memories-my-son-944027. Acesso em: 14 abr. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">MEIRELLES, W. R. O cinema na hist\u00f3ria. O uso do filme como recurso did\u00e1tico no ensino de hist\u00f3ria.<strong> Hist\u00f3ria &amp; Ensino<\/strong>, Londrina, v. 10, p. 77-88, out. 2004. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.uel.br\/revistas\/uel\/index.php\/histensino\/article\/view\/11966. Acesso em: 15 abr. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">SAKURAI, C. <strong>Os japoneses<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Contexto, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">SIM\u00d5ES, R. 10 anos de Fukushima: o dia em que o Jap\u00e3o foi atingido por terremoto, tsunami e acidente nuclear. <strong>BBC News Brasil<\/strong>, Londres, 10 mar. 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-55943220. Acesso em: 15 abr. 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">VIVENDO COM A MINHA M\u00c3E. Dire\u00e7\u00e3o: Yoji Yamada. 2015. 130 min., son., color., leg.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<p style=\"font-size:11px\"><sup>[1]<\/sup> Artigo <em>in memoriam<\/em> do historiador franc\u00eas Marc Ferro (1924-2021), que revolucionou os estudos historiogr\u00e1ficos ao utilizar o cinema como fonte. V\u00edtima de complica\u00e7\u00f5es causadas pela COVID-19, ele deixa seu legado para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:11px\"><sup>[2]<\/sup> Um exemplo recente dessa caracter\u00edstica japonesa: em 11 de mar\u00e7o de 2011, um maremoto pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Sendai gerou um tsunami que varreu a costa leste japonesa e provocou um acidente nuclear na usina de Fukushima. Na \u00e9poca, o evento mobilizou milhares de nip\u00f4nicos a lutar para reerguer o pa\u00eds e oferecer ajuda humanit\u00e1ria \u00e0s v\u00edtimas do desastre natural seguido de trag\u00e9dia nuclear (SIM\u00d5ES, 2021).<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dionson Ferreira Canova J\u00faniorJo\u00e3o Victor de Melo PontesMaria Isabel do C. 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