{"id":164,"date":"2015-07-21T11:52:40","date_gmt":"2015-07-21T11:52:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.wordpress.com\/?p=164"},"modified":"2021-09-21T12:18:56","modified_gmt":"2021-09-21T15:18:56","slug":"a-busca-da-china-por-alimentos-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=164","title":{"rendered":"A busca chinesa por alimentos na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<div class=\"title_outer title_without_animation\">\n<div class=\"title title_size_small  position_left\">\n<div class=\"title_holder\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"container_inner clearfix\">\n<div class=\"title_subtitle_holder\">\n<h1 style=\"text-align: justify;\"><\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"container_inner default_template_holder\">\n<div class=\"two_columns_66_33 background_color_sidebar grid2 clearfix\">\n<div class=\"column1\">\n<div class=\"column_inner\">\n<div class=\"blog_holder blog_single\">\n<article id=\"post-2934\" class=\"post-2934 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-articles-pt-pt tag-agricultura-pt-pt-29 tag-cadeias-de-abastecimento-pt-pt-26 tag-inter-american-dialogue-pt-pt-26 tag-investimento-pt-pt-62 tag-soja-pt-pt-51 tag-terra-pt-pt-26\">\n<div class=\"post_content_holder\">\n<div class=\"post_image\">\n<p><img src=\"http:\/\/dialogochino.net\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/4883634204_0099fe1421_z.jpg\" alt=\"Brasil e Argentina s\u00e3o, respectivamente, o primeiro e o terceiro maiores exportadores de soja para China (imagem: Bruno Gamioni\/ Flickr)\" \/><\/p>\n<div class=\"thecaption\"><span class=\"thecaptiontext\">Brasil e Argentina s\u00e3o, respectivamente, o primeiro e o terceiro maiores exportadores de soja para China (imagem: <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/marciogaroni\/4883634204\/in\/photolist-8rxUiJ-87CdyF-4Fkmc5-836n3p-9HidSy-9oWxgk-gthUdM-fkZnWH-dP44Ht-mnc7Ka-5NgNmm-cv5hGN-cv5hFf-87FqqS-cv5hmb-8gtg8C-cv5hKJ-cv5hnY-cv5hj7-cv5hBj-cv5hsE-cv5hDw-cv5hzh-cv5hv5-cv5hJq-cv5hN3-eBXUQc-9voBP7-9wYGL9-q7moY1-aHufQ4-aHuenz-aHudra-aHucAt-aHuaJV-aHu9Tx-7eQRdX-5WXfvg-4kNYHN-7Vwo9t-a5HUv8-cv5gHh-cv5gyY-cv5gZY-4AJK5r-qLTVkZ-cv5gvC-cv5hb1-cv5h5U-cv5h4htarget=%22_blank%22\">Bruno Gamioni\/ Flickr<\/a>)<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"post_text\">\n<div class=\"post_text_inner\">\n<div class=\"post_info\">\n<p><span class=\"time\">08 Jul<\/span> <i class=\"fa fa-square\"><\/i> <span class=\"post_author\">by <a class=\"post_author_link\" href=\"http:\/\/dialogochino.net\/author\/robert-soutar\/?lang=pt-pt\">Robert Soutar<\/a><\/span><\/p>\n<div class=\"blog_share\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o, a polui\u00e7\u00e3o ou degrada\u00e7\u00e3o de suas terras agr\u00edcolas e a desesperadora necessidade de alimentar sua gigantesca popula\u00e7\u00e3o, a China vem \u201ccapturando\u201d milhares de hectares de terras em outros pa\u00edses para garantir o abastecimento de produtos como a\u00e7\u00facar e soja \u2013 ou, pelo menos, \u00e9 o que dizem os boatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, uma nova pesquisa do centro de an\u00e1lises <a href=\"https:\/\/www.thedialogue.org\/\">Inter-American Dialogue<\/a> (IAD), nos Estados Unidos, exp\u00f5e algumas das imprecis\u00f5es nos relatos sobre os investimentos agr\u00edcolas chineses, inclusive as hist\u00f3rias exageradas sobre uma suposta campanha governamental de aquisi\u00e7\u00e3o de terras em outros pa\u00edses. No documento <a href=\"https:\/\/www.thedialogue.org\/uploads\/China_in_LA\/Agricultural-Working-Paper-v5.pdf\">China\u2019s Agricultural Investment in Latin America: a critical assessment<\/a>(\u201cInvestimento agr\u00edcola da China na Am\u00e9rica Latina: uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica,\u201d em tradu\u00e7\u00e3o livre), o IAD tamb\u00e9m destaca que existem diversos motivos por tr\u00e1s dos n\u00edveis relativamente baixos de compra ou arrendamento de terras pela China na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As estimativas sugerem que cerca de um ter\u00e7o das terras agr\u00edcolas da China estejam degradadas ou polu\u00eddas. E o governo admite que 2,4%, correspondendo a cerca de 3,3 milh\u00f5es de hectares, est\u00e3o degradados demais para o uso em qualquer atividade agr\u00edcola. O governo chin\u00eas est\u00e1 tentando<a href=\"https:\/\/www.chinadialogue.net\/article\/show\/single\/en\/7688--China-draft-proposes-tougher-curbs-on-soil-pollution-\">enfrentar a polui\u00e7\u00e3o generalizada do solo<\/a> com penas mais pesadas sobre o uso de produtos qu\u00edmicos proibidos, al\u00e9m de normas de fiscaliza\u00e7\u00e3o para todo o setor agr\u00edcola, introduzidas no come\u00e7o deste ano. No entanto, provavelmente levar\u00e1 tempo at\u00e9 que estas medidas gerem resultados, e a seguran\u00e7a alimentar continua sendo uma grande prioridade para o pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio explica que a postura chinesa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a alimentar d\u00e1 menos import\u00e2ncia aos investimentos estrangeiros diretos e mais ao com\u00e9rcio, tendo em vista controlar os pre\u00e7os e as cadeias de abastecimento por meio do <a href=\"http:\/\/dialogochino.net\/why-are-chinese-agricultural-firms-so-active-in-latin-america-and-the-caribbean\/\">apoio a investimentos em log\u00edstica<\/a> e processamento, ao inv\u00e9s da compra de terras agr\u00edcolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ganhando as manchetes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMuitas vezes h\u00e1 exageros nas alega\u00e7\u00f5es sobre a quantidade de terras compradas pela China na Am\u00e9rica Latina,\u201d diz Margaret Myers, diretora do programa para China e Am\u00e9rica Latina no IAD e coautora do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de dezenas de relatos na m\u00eddia latino-americana sobre aquisi\u00e7\u00f5es de terras pelos chineses, Myers diz que, ap\u00f3s \u201cextensas pesquisas\u201d, foi poss\u00edvel confirmar apenas 10 exemplos de compras deste tipo. E apenas algumas delas tiveram como finalidade a agricultura para exporta\u00e7\u00e3o para a China. A maioria das vendas divulgadas n\u00e3o foram bem-sucedidas, ou ent\u00e3o foram paralisadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs investidores agr\u00edcolas chineses n\u00e3o t\u00eam sido capazes de driblar as leis locais que os impedem de adquirir terras,\u201d disse Myers ao Di\u00e1logo Chino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como indicativo das inten\u00e7\u00f5es territoriais da China, os relatos na m\u00eddia costumam apontar para a compra de 200.000 hectares de terra no estado brasileiro da Bahia, feita pela <a href=\"http:\/\/www.bloomberg.com\/research\/stocks\/private\/snapshot.asp?privcapid=182168302\">Chongqing Grain Group<\/a>. No entanto, ap\u00f3s uma reinterpreta\u00e7\u00e3o da lei em 2010, <a href=\"http:\/\/www.reuters.com\/article\/2014\/04\/04\/brazil-china-soybeans-idUSL1N0LT1ZI20140404\">o neg\u00f3cio foi paralisado<\/a>. E apesar de a Chongqing Grain e o governo brasileiro terem eventualmente chegado a um acordo, o terreno ainda n\u00e3o demonstrava sinais de ocupa\u00e7\u00e3o em 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2010, ap\u00f3s um per\u00edodo de desregulamenta\u00e7\u00e3o introduzido em 1994, o Legislativo brasileiro votou pelo retorno ao esp\u00edrito mais restritivo da <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L5709.htm\">lei de aquisi\u00e7\u00e3o de terras de 1971<\/a>, que pro\u00edbe estrangeiros de comprarem mais de 25% das terras de qualquer munic\u00edpio do pa\u00eds (limitado ainda a uma \u00e1rea m\u00e1xima de 7.000 hectares). Em compara\u00e7\u00e3o com seu primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff agora trabalha com um gabinete mais amig\u00e1vel ao mercado. Isto, mais a <a href=\"http:\/\/www.ft.com\/fastft\/330571\/brazil-q1-gdp\">expectativa de recess\u00e3o econ\u00f4mica em 2015<\/a>, tem levado o Brasil a buscar novos investimentos estrangeiros, inclusive com<a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/noticias\/rural-noticias\/projeto-lei-que-flexibiliza-venda-terras-brasileiras-estrangeiros-volta-tramitar-56100\">debates<\/a> no Congresso Nacional sobre poss\u00edveis mudan\u00e7as nas leis existentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora, a maior transa\u00e7\u00e3o internacional confirmada e que teve como resultado um desenvolvimento significativo do terreno foi a aquisi\u00e7\u00e3o feita pela estatal chinesa <a href=\"http:\/\/www.complant.com\/ejituan1.htm\">COMPLANT<\/a>, que comprou <a href=\"http:\/\/www.jamaicaobserver.com\/news\/China-makes-second-payment-on-sugar-factories_8688347\">27.000 hectares de terras do governo jamaicano por US$ 774 milh\u00f5es, em 2011<\/a>, para o cultivo de cana de a\u00e7\u00facar e a constru\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas. Ainda assim, isto n\u00e3o chega nem perto da compra de 300.000 hectares que ocorreria na prov\u00edncia argentina de Rio Negro, divulgada no jornal <a href=\"http:\/\/www.lanacion.com.ar\/1401319-un-acuerdo-entre-china-y-rio-negro-genera-polemica\">La Naci\u00f3n<\/a> \u2013 outro neg\u00f3cio que n\u00e3o chegou a se concretizar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As \u2018caracter\u00edsticas chinesas\u2019 n\u00e3o s\u00e3o respons\u00e1veis pelas compras de terras na Am\u00e9rica Latina, diz o relat\u00f3rio do IAD. As primeiras compras em Cuba e no M\u00e9xico, nos anos 1990, foram erroneamente interpretadas como uma campanha de conquista de terras, quando de fato se tratava de um investimento que acabou melhorando a produtividade dos cultivos de arroz. Por outro lado, a empresa chinesa respons\u00e1vel pela benfeitoria, a Suntime Group, tamb\u00e9m reportou <a href=\"http:\/\/www.china.org.cn\/english\/2004\/May\/96384.htm\">\u2018consider\u00e1veis lucros\u2019<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o relat\u00f3rio, a empresa agr\u00edcola <a href=\"https:\/\/plus.google.com\/111127463468692092002\/about?gl=uk&amp;hl=en\">Zhejiang Fudi<\/a> Agriculture Group, que tinha p\u00edfios 3.000 hectares de terras dispon\u00edveis para o cultivo em sua prov\u00edncia natal de Huafeng, <a href=\"http:\/\/www.chinadaily.com.cn\/china\/2011-07\/05\/content_12833004.htm\">comprou 16.000 hectares de terras ar\u00e1veis no estado brasileiro do Tocantins em 2009<\/a>. O relat\u00f3rio da IAD caracteriza a Zhejiang Fudi como empresa automotiva, voltada para o lucro, e sugere ser esta a sua motiva\u00e7\u00e3o para a compra de terras em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Myers aponta que as empresas chinesas e at\u00e9 mesmo o <a href=\"http:\/\/www.sovereignwealthcenter.com\/fund\/6\/China-Investment-Corporation.html#.VZuwzTHF9Xs\">fundo soberano<\/a> da China tamb\u00e9m t\u00eam tido \u00eaxito na compra de algumas grandes empresas agr\u00edcolas estrangeiras, tais como a distribuidora multinacional <a href=\"http:\/\/www.nidera.com\/\">Nidera<\/a>, que possui ativos ao longo de toda a cadeia de valor agr\u00edcola na Am\u00e9rica Latina e no resto do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este enfoque no controle das cadeias de abastecimento \u00e9 uma caracter\u00edstica mais t\u00edpica dos investimentos agr\u00edcolas governamentais da China \u2013 e de suas empresas estatais, como a <a href=\"http:\/\/www.cofco.com\/en\/\">COFCO<\/a>, que comprou uma <a href=\"http:\/\/www.reuters.com\/article\/2014\/04\/02\/us-noble-group-cofco-idUSBREA3103E20140402\">participa\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria na distribuidora global H.K. Noble por US$ 1,5 bilh\u00e3o<\/a> em 2014 e poder\u00e1 algum dia desafiar as grandes distribuidoras ocidentais, diz Myers.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2011, o presidente da COFCO, Patrick Yu, indicou em uma entrevista que as quatro grandes empresas agr\u00edcolas do Ocidente \u2013 <a href=\"http:\/\/www.adm.com\/en-US\/Pages\/default.aspx\">ADM<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.bunge.com\/\">Bunge<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.cargill.co.uk\/en\/index.jsp\">Cargill<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.ldcom.com\/\">Louis Dreyfus<\/a>, conhecidas como \u2018ABCD\u2019 \u2013 hoje controlam quase toda a base de mat\u00e9rias-primas nas Am\u00e9ricas do Norte e do Sul, oferecendo um exemplo \u00fatil a ser seguido pela COFCO.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Impactos nas cadeias de abastecimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa do IAD reconhece que os desafios ambientais ser\u00e3o um fator determinante para o sucesso e a sustentabilidade das rela\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas entre China e Am\u00e9rica Latina, sem entrar em maiores detalhes. Os impactos do com\u00e9rcio de soja continuam sendo motivo de grande preocupa\u00e7\u00e3o entre os ambientalistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A soja \u2013 que alimenta a cadeia de abastecimento do setor de carnes ap\u00f3s ser transformada na farinha de soja utilizada na ra\u00e7\u00e3o animal \u2013 tem um papel central nos interesses agr\u00edcolas da China na Am\u00e9rica Latina. Mais de <a href=\"http:\/\/www.world-grain.com\/articles\/news_home\/World_Grain_News\/2015\/03\/China_soybean_imports_to_conti.aspx?ID=%7B713B31ED-C95F-4199-856A-6E644DBB613E%7D&amp;cck=1\">40%<\/a> da soja importada pela China vem do Brasil, totalizando cerca de 33 milh\u00f5es de toneladas por ano. Depois dos Estados Unidos, a Argentina \u00e9 a terceira maior fornecedora de soja para o pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a soja \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o \u00e0 norma chinesa que imp\u00f5e altos impostos de importa\u00e7\u00e3o e metas de autossufici\u00eancia em gr\u00e3os.\u00a0 Em 2002, a China cortou o imposto sobre a importa\u00e7\u00e3o de soja, de proibitivos 114% para apenas 3%, fazendo com que as importa\u00e7\u00f5es disparassem de cerca de tr\u00eas milh\u00f5es de toneladas por ano para quase 60 milh\u00f5es em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, uma avalia\u00e7\u00e3o recente do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.globalcanopy.org\/forest500\">The\u00a0Forest\u00a0500<\/a>, \u00edndice que atribui uma pontua\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas de acordo com seus esfor\u00e7os para minimizar os impactos ambientais ao longo das cadeias de abastecimento,\u00a0coloca algumas empresas chinesas, entre elas a <a href=\"http:\/\/www.sunrisegroup.ca\/english\/sunrisenews.php\">Shandong Sunrise Group Co Ltd<\/a> (a maior importadora de soja brasileira) entre as\u00a0<a href=\"http:\/\/www.rtcc.org\/2015\/02\/11\/forest-500-index-reveals-deforestation-heroes-and-villains\/\">pior avaliadas<\/a>. A Shandong Sunrise Group n\u00e3o recebeu\u00a0<a href=\"http:\/\/forest500.org\/forest-500\/companies\/shandong-sunrise-group-co-ltd\">nenhum ponto<\/a> por boas pr\u00e1ticas em qualquer um dos crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o, entre eles \u2018pol\u00edtica florestal geral\u2019 e \u2018presta\u00e7\u00e3o de contas e transpar\u00eancia\u2019. Os resultados das empresas Chongqing e COFCO n\u00e3o foram muito melhores. Por outro lado, as empresas ABCD, com exce\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/forest500.org\/forest-500\/companies\/louis-dreyfus\">Louis Dreyfus<\/a>, obtiveram pontua\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/forest500.org\/forest-500\/companies?f%5B0%5D=score_bin:4&amp;f%5B1%5D=score_bin:3\">muito maior<\/a>. Em 2006, estas empresas aderiram a uma morat\u00f3ria contra a convers\u00e3o de florestas em planta\u00e7\u00f5es de soja, o que acabou gerando <a href=\"http:\/\/news.mongabay.com\/2015\/0123-brazil-deforestation-soy-amazon-cerrado.html\">uma redu\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica nos n\u00edveis de desmatamento<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas ser\u00e1 que as empresas chinesas podem ser persuadidas a seguir o exemplo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s acreditamos que exista potencial para mudan\u00e7as, especialmente na \u00e1rea de produtos alimentares, dadas as \u00a0<a href=\"https:\/\/www.chinadialogue.net\/blog\/7564-Only-9-of-public-ready-to-eat-less-meat-to-fight-climate-change\/en\">preocupa\u00e7\u00f5es recentes<\/a> do p\u00fablico sobre os impactos da seguran\u00e7a alimentar e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas,\u201d diz Rose Niu, diretora de conserva\u00e7\u00e3o no Paulson Institute.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Niu est\u00e1 \u00e0 fr<span style=\"color: #000000;\">ente de uma iniciativa\u00a0que visa incentivar os importadores de alimentos na China a comprarem de produtores listados no Cadastro Ambiental Rural brasileiro (CAR). O CAR faz parte do C\u00f3digo Florestal do Brasil, um conjunto de leis que regem o uso de terras da Amaz\u00f4nia, do Cerrado e de outros biomas. O uso das terras pelos produtores listados \u00e9 fiscalizado por um programa de coopera\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lite, firmado com a pr\u00f3pria China.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u201cO governo chin\u00eas tamb\u00e9m vem adotando pol\u00edt<\/span>icas e fiscaliza\u00e7\u00f5es mais severas para a seguran\u00e7a dos produtos aliment\u00edcios, e n\u00f3s acreditamos que isto possa ser usado para impulsionar a agenda da sustentabilidade,\u201d acrescenta Niu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dispon\u00edvel em\u00a0http:\/\/dialogochino.net\/a-busca-chinesa-por-alimentos-na-america-latina\/?lang=pt-pt<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil e Argentina s\u00e3o, respectivamente, o primeiro e o terceiro maiores exportadores de soja para China (imagem: Bruno Gamioni\/ Flickr) 08 Jul by Robert Soutar Com a r\u00e1pida urbaniza\u00e7\u00e3o, a polui\u00e7\u00e3o ou degrada\u00e7\u00e3o de suas terras agr\u00edcolas e a desesperadora necessidade de alimentar sua gigantesca popula\u00e7\u00e3o, a China vem \u201ccapturando\u201d milhares de hectares de terras [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4302,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":5,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/164"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=164"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/164\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4303,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/164\/revisions\/4303"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4302"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}