{"id":1630,"date":"2020-06-23T19:40:45","date_gmt":"2020-06-23T19:40:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.wordpress.com\/?p=1630"},"modified":"2020-06-23T19:40:45","modified_gmt":"2020-06-23T19:40:45","slug":"artigo-asia-em-2030-mais-velha-e-mais-rica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=1630","title":{"rendered":"ARTIGO | \u00c1sia em 2030: mais velha e mais rica?"},"content":{"rendered":"<p>Texto por Milton Pomar, originalmente publicado no Blog <a href=\"https:\/\/amanha.com.br\/mundo\/asia-em-2030-mais-velha-e-mais-rica\">Amanh\u00e3 <\/a>em 20\/09\/2019.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1633\" src=\"https:\/\/ceasiaufpe.files.wordpress.com\/2020\/06\/idosos-asiaticos-sentados-em-banco-de-praca.jpg\" alt=\"Idosos-asiaticos-sentados-em-banco-de-praca\" width=\"1920\" height=\"1016\"><\/p>\n<p>A armadilha na qual alguns pa\u00edses asi\u00e1ticos dever\u00e3o cair nos pr\u00f3ximos anos \u00e9 a de envelhecer antes de enriquecer, perdendo definitivamente a oportunidade de chegarem l\u00e1, por atingirem o est\u00e1gio da renda m\u00e9dia com mais de 30% da popula\u00e7\u00e3o idosa. Ou empobrecerem ap\u00f3s atingir o patamar de renda alta, como talvez seja o caso do Jap\u00e3o, pa\u00eds com envelhecimento populacional mais avan\u00e7ado do mundo.<\/p>\n<p>Mais de meio bilh\u00e3o de pessoas na \u00c1sia com 60 anos de idade ou mais, dos quais 225 milh\u00f5es na China, devendo chegar a 1,26 bilh\u00e3o em 2050 \u2013 segundo a publica\u00e7\u00e3o&nbsp;World Population Prospects: The 2017 Revision, do Departamento de Economia e Assuntos Sociais, da Divis\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u2013 constituem promissor mercado consumidor de bens e servi\u00e7os especializados, tanto maior conforme aumente a renda da popula\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses da regi\u00e3o e, em particular, da sua parcela idosa. A \u00c1sia responder\u00e1, at\u00e9 2050, por 65% do incremento de pessoas com 60 anos de idade e mais na popula\u00e7\u00e3o mundial. Apesar da quantidade elevada, as idosas e os idosos na China representavam apenas 16% de sua popula\u00e7\u00e3o em 2017, muito menos que o Jap\u00e3o (33%) e abaixo de Hong Kong (23%), R\u00fassia (21%), Cor\u00e9ia do Sul (20%) e a Tail\u00e2ndia (17%). E era quase o dobro dos 9% da \u00cdndia e da Indon\u00e9sia \u2013 e bem mais que os 11% do Vietn\u00e3 e os 12% da Turquia, por exemplo.<\/p>\n<p>Anima saber que \u00e9 esperada melhora t\u00e3o significativa da qualidade de vida na \u00c1sia nas pr\u00f3ximas tr\u00eas d\u00e9cadas, com os dem\u00f3grafos projetando expectativa m\u00e9dia de vida superior a 80 anos em todos os pa\u00edses. E o fato de tanta gente poder superar centen\u00e1rios: em 2015, havia 27 mil pessoas com 100 anos de idade ou mais na \u00cdndia, 48 mil na China e 61 mil no Jap\u00e3o. No total, 450 mil pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o no mundo \u2013 n\u00famero acanhado, se comparado com os esperados 3,7 milh\u00f5es em 2050, quando a China dever\u00e1 ter 620 mil pessoas nessas condi\u00e7\u00f5es, o Jap\u00e3o 441 mil, e a \u00cdndia 207 mil. Em 2050, a \u00c1sia ser\u00e1 duplamente \u201cidosa\u201d \u2013 no caso do Jap\u00e3o, por exemplo, as mulheres s\u00e3o 88% das 69,8 mil pessoas com 100 anos de idade ou mais, segundo relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Trabalho e Bem Estar, de setembro do ano passado. As mulheres vivem seis anos a mais, em m\u00e9dia, do que os homens; no caso da R\u00fassia, elas vivem 11 anos a mais que eles, a maior diferen\u00e7a entre os dois g\u00eaneros em todo o mundo.<\/p>\n<p>Viver at\u00e9 90 ou 100 anos resulta em mais demandas em todas as \u00e1reas: cultura, lazer, esportes e atividades f\u00edsicas, turismo \u2013 e em demandas de sa\u00fade espec\u00edficas da \u201cterceira idade\u201d, com custos muito mais elevados do que os necess\u00e1rios para a parcela de crian\u00e7as e adolescentes. Conhecer as proje\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o populacional do mundo, e da \u00c1sia em particular, tem grande valor para o planejamento estrat\u00e9gico empresarial, principalmente para quem exporta ou pretende exportar para l\u00e1. Pa\u00edses populosos menos conhecidos, como Bangladesh, Paquist\u00e3o e Indon\u00e9sia, poder\u00e3o se tornar grandes importadores de alimentos e outros produtos do Brasil nos pr\u00f3ximos anos. Em 2017, os tr\u00eas juntos tinham 626 milh\u00f5es de habitantes. Essas na\u00e7\u00f5es devem ultrapassar os 700 milh\u00f5es em 2030 e os 800 milh\u00f5es em 2050.<\/p>\n<p>Como o envelhecimento acelerado da popula\u00e7\u00e3o impactar\u00e1 o mercado consumidor asi\u00e1tico? E as suas pol\u00edticas migrat\u00f3rias e de trabalho? Essas s\u00e3o perguntas fundamentais para as economias que mais crescem no mundo, como a da China e da \u00cdndia, e para a de pa\u00edses menos populosos, como a Coreia do Sul, que dever\u00e1 ultrapassar os 30% de pessoas idosas dentro de 11 anos; a Tail\u00e2ndia (27%) e a R\u00fassia (23,9%). A situa\u00e7\u00e3o da R\u00fassia \u00e9 agravada pelo baixo \u00edndice de fertilidade, de 1,75 filho por mulher, bem menos que o m\u00ednimo de 2,1 filhos por mulher para manter a popula\u00e7\u00e3o, resultando em queda dos atuais 144 milh\u00f5es de habitantes para 133 milh\u00f5es em 2050.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, centenas de milh\u00f5es de pessoas ingressando na condi\u00e7\u00e3o de \u201cidosas\u201d obriga \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas e a destina\u00e7\u00e3o de recursos adicionais para atender as novas demandas. Parte desses novos sexagen\u00e1rios continuar\u00e1 trabalhando, em um mundo no qual o desemprego de jovens continuar\u00e1 elevado, com as implica\u00e7\u00f5es sociais conhecidas.<\/p>\n<p><strong>O novo mercado idoso<\/strong><br \/>\nDenominar o mercado consumidor de idosas e idosos na \u00c1sia de \u201cnovo\u201d \u00e9 correto, porque as mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas em andamento resultar\u00e3o em aumento expressivo do seu tamanho, dos atuais 540 milh\u00f5es para 1,26 bilh\u00e3o de compradores, e em mudan\u00e7a qualitativa profunda, pois ser\u00e1 necess\u00e1rio criar produtos e servi\u00e7os, formar profissionais e at\u00e9 alterar paradigmas \u2013 por exemplo, elevando o \u201cteto\u201d de perman\u00eancia em determinadas atividades profissionais, nas quais \u00e9 comum encontrar pessoas com 80 anos de idade ou mais, atuando com lucidez e disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Parte da demora que est\u00e1 ocorrendo em nos darmos conta da magnitude do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o mundial certamente tem a ver com a rapidez com que tudo ocorreu: h\u00e1 80 anos, a expectativa m\u00e9dia de vida era de 40 anos de idade. No Brasil, em 1940, a m\u00e9dia era de 45,5 anos, sendo 42,9 anos para os homens e 48,3 anos para as mulheres. Viver mais resulta tamb\u00e9m em mais mortes por suic\u00eddios \u2013 enquanto a m\u00e9dia geral no Jap\u00e3o \u00e9 de 24 por 100 mil, esse \u00edndice \u00e9 de 80,9 (homens) e de 39,8 (mulheres) entre pessoas com 60 anos de idade ou mais. A China teve a terceira maior taxa mundial de suic\u00eddio entre idosos; a parcela com 65 anos e mais teve a maior taxa no pa\u00eds (44) e na \u00e1rea rural, entre pessoas com 60 anos a 84 anos de idade, essa estat\u00edstica foi de 82,8 por 100 mil. \u2013 situa\u00e7\u00e3o pior que a da Coreia do Sul, onde a taxa geral \u00e9 de 14,6 por 100 mil, e de 39,3 para pessoas com 75 anos de idade ou mais. S\u00e3o indicadores impactantes e todos os estudos sobre o tema concordam que o suic\u00eddio de idosos na \u00c1sia \u00e9 um problema muito s\u00e9rio.<\/p>\n<p>O envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o desses pa\u00edses \u00e9 um fato incontest\u00e1vel e inevit\u00e1vel. O que n\u00e3o h\u00e1 acordo entre os especialistas \u00e9 se o enriquecimento japon\u00eas, chin\u00eas e coreano beneficiar\u00e1 o conjunto das popula\u00e7\u00f5es desses pa\u00edses ou continuar\u00e1 desigual e extremamente concentrado como \u00e9 hoje. Essa talvez seja a quest\u00e3o central do envelhecimento na \u00c1sia, porque envelhecer com qualidade requer um m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es materiais. Somente a boa condi\u00e7\u00e3o financeira \u00e9 que explica a quantidade de idosas e idosos fazendo turismo no mundo inteiro. \u00c9 a explica\u00e7\u00e3o para o intenso turismo interno na China, a partir dos anos 2000, e h\u00e1 mais tempo de japoneses e coreanos na Europa, Estados Unidos e at\u00e9 no distante Brasil.<\/p>\n<p>Certamente a China ser\u00e1 o pa\u00eds da \u00c1sia mais afetado pelo envelhecimento acelerado de sua popula\u00e7\u00e3o. Mat\u00e9ria da revista Time, de fevereiro, alerta a esse respeito que a China \u201ccujo extraordin\u00e1rio peso econ\u00f4mico foi constru\u00eddo com base na m\u00e3o de obra intensiva e que n\u00e3o tem rede de prote\u00e7\u00e3o social para proteger os idosos, est\u00e1 excepcionalmente mal preparada para as mudan\u00e7as sociais que essa onda cinzenta trar\u00e1. Todos os sinais sugerem que o pa\u00eds envelhecer\u00e1 antes de ficar rico \u2013 e o impacto j\u00e1 est\u00e1 se fazendo sentir.\u201d<\/p>\n<p>Sim, a China corre esse risco. E \u00e9 justamente por isso que h\u00e1 quase 20 anos o pa\u00eds vem se preparando para esse momento de redu\u00e7\u00e3o populacional e aumento consider\u00e1vel do tempo de vida da popula\u00e7\u00e3o idosa, e respectivos efeitos negativos sociais e na economia. Quando ficou evidente, por volta de 2010, que o controle rigoroso de natalidade, implantado em 1980, cumprira o seu papel e a sua continuidade seria desastrosa, primeiro flexibilizaram-no e depois aboliram-no. Agora, em desespero de causa, tentam estimular os jovens a terem filhos.<\/p>\n<p>\u00c9 muito prov\u00e1vel que essa nova pol\u00edtica visando rejuvenescer a popula\u00e7\u00e3o urbana chinesa n\u00e3o alcance os objetivos, pois a parcela jovem cresceu focada em conseguir sucesso nos estudos, ter trabalho, carro etc. Casamento \u00e9 empecilho e filho, algo para depois. N\u00e3o passa pela cabe\u00e7a da juventude das grandes cidades ter dois filhos, pois o alto custo de vida e as dificuldades cotidianas espantam qualquer sonho a esse respeito. Familiares mais velhos pressionam para que o filho ou filha tenha filhos e se oferecem para ajudar, mas ainda assim \u00e9 muito improv\u00e1vel que essa gera\u00e7\u00e3o, hoje com 20 ou 30 anos, se anime a viver em din\u00e2mica t\u00e3o diferente da sua quando crian\u00e7a \u2013 a atual \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de filhos \u00fanicos resultante da pol\u00edtica implantada em 1980.<\/p>\n<p>O horizonte populacional para o gigante asi\u00e1tico \u00e9 realmente muito s\u00e9rio. A China dever\u00e1 chegar em 2100 com o mesmo um bilh\u00e3o de habitantes que tinha em 1980, quando tomou a decis\u00e3o de restringir o crescimento demogr\u00e1fico (nos anos 1970, aumentou mais de 10 milh\u00f5es de habitantes por ano). S\u00f3 que antes de reduzir tanto a sua popula\u00e7\u00e3o, reduzir\u00e1 primeiro a parcela economicamente ativa e \u00e9 a\u00ed que mora o perigo. Afinal, haver\u00e1 cada vez mais gente para ser sustentada e menos gente sustentando. E na falta de aposentadoria para todos, os filhos ou filhas \u00e9 que ter\u00e3o de sustentar os pais e as m\u00e3es e, \u00e0s vezes, tamb\u00e9m os av\u00f3s maternos e paternos.<\/p>\n<p><strong>Envelhecimento, preocupa\u00e7\u00e3o mundial<\/strong><br \/>\nA Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) contempla a \u00c1sia, na quest\u00e3o do envelhecimento, com duas comiss\u00f5es regionais: a Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica e Social para a \u00c1sia e o Pac\u00edfico (Escap) e a Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica e Social para a \u00c1sia Ocidental (Escwa). Em 2002, durante a 2\u00aa Assembleia Mundial das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Envelhecimento, em Madri, houve a ado\u00e7\u00e3o do Plano Internacional de A\u00e7\u00e3o contra o Envelhecimento (Mipaa). Esse plano \u00e9 revisado a cada cinco anos, sob a coordena\u00e7\u00e3o do Departamento de Assuntos Econ\u00f4micos e Sociais, respons\u00e1vel na ONU por facilitar e promover o Plano de A\u00e7\u00e3o Internacional de Madri sobre o Envelhecimento, o que inclui \u201ca elabora\u00e7\u00e3o de diretrizes para o desenvolvimento e implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas; advogar meios para integrar as quest\u00f5es do envelhecimento nas agendas de desenvolvimento; engajar-se no di\u00e1logo com a sociedade civil e o setor privado; e troca de informa\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><strong>O interior envelhecido do Sul do Brasil<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 2030, quase todas as cidades do interior dos tr\u00eas estados da regi\u00e3o Sul ter\u00e3o mais de 20% de idosas e idosos em sua popula\u00e7\u00e3o, o que as caracterizar\u00e1 como \u201ccidades idosas\u201d. Muitas delas ter\u00e3o mais de 30% e \u00e9 prov\u00e1vel que algumas atinjam 40% \u2013 em todos os casos, resultando em situa\u00e7\u00f5es ca\u00f3ticas, porque n\u00e3o h\u00e1 recursos nem pol\u00edticas p\u00fablicas para atender as demandas espec\u00edficas dessa popula\u00e7\u00e3o idosa. E, tamb\u00e9m, porque a sociedade n\u00e3o est\u00e1 preparada para essa mudan\u00e7a cultural t\u00e3o significativa. Essa previs\u00e3o talvez assustadora baseia-se nos dados municipais de 2018 do TSE e no Censo do IBGE de 2010 e faz parte de estudo que realizei sobre a evolu\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica dos tr\u00eas estados, focado nos munic\u00edpios do interior com at\u00e9 50 mil habitantes.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica do interior do Rio Grande do Sul hoje \u00e9 a pior do Brasil, e a de Santa Catarina e do Paran\u00e1 seguem pr\u00f3ximas. Com a diferen\u00e7a, no caso catarinense, que a sua popula\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 crescendo, gra\u00e7as em grande parte ao recebimento de migrantes. Com o t\u00edtulo provis\u00f3rio Revitalizar o interior \u2013 desenvolvimento econ\u00f4mico para rejuvenescer a popula\u00e7\u00e3o, o estudo sobre o Sul interiorano tomou como par\u00e2metros a situa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea rural da China e a do interior de Portugal. Nos dois pa\u00edses, os governos est\u00e3o tentando reverter o decl\u00ednio populacional e econ\u00f4mico com pol\u00edticas p\u00fablicas e financiamento. Em Portugal, o governo lan\u00e7ou, em outubro de 2016, o programa interministerial \u201cCoes\u00e3o Territorial\u201d, do qual o primeiro dos oito eixos \u00e9 \u201cEnvelhecimento com Qualidade\u201d.<\/p>\n<p>Portugal tem popula\u00e7\u00e3o quase igual \u00e0 do Rio Grande do Sul e \u00e1rea semelhante \u00e0 de Santa Catarina. A litoraliza\u00e7\u00e3o de sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 praticamente igual \u00e0 catarinense. Seus indicadores demogr\u00e1ficos s\u00e3o um pouco piores do que os do Rio Grande do Sul, o que permite afirmar que o interior de Portugal hoje \u00e9 o interior ga\u00facho amanh\u00e3. E, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, a situa\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica do interior sul-rio-grandense tamb\u00e9m se assemelha muito com a da China.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto por Milton Pomar, originalmente publicado no Blog Amanh\u00e3 em 20\/09\/2019. A armadilha na qual alguns pa\u00edses asi\u00e1ticos dever\u00e3o cair nos pr\u00f3ximos anos \u00e9 a de envelhecer antes de enriquecer, perdendo definitivamente a oportunidade de chegarem l\u00e1, por atingirem o est\u00e1gio da renda m\u00e9dia com mais de 30% da popula\u00e7\u00e3o idosa. 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