{"id":1323,"date":"2018-05-17T20:00:58","date_gmt":"2018-05-17T20:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ceasiaufpe.wordpress.com\/?p=1323"},"modified":"2018-05-17T20:00:58","modified_gmt":"2018-05-17T20:00:58","slug":"noticia-reuniao-relacoes-internacionais-da-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceasiaufpe.com.br\/?p=1323","title":{"rendered":"NOT\u00cdCIA | Reuni\u00e3o &#8211; Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da China"},"content":{"rendered":"\n<p>O IEASIA tem o prazer de convidar a todos para mais um encontro. Desta vez teremos duas apresenta\u00e7\u00f5es, Jo\u00e3o Cumar\u00fa, apresentando sua pesquisa de mestrado &#8220;Novas configura\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es sino-africanas: o setor energ\u00e9tico&#8221; e o Professor Renam Montenegro apresentando &#8220;Participa\u00e7\u00f5es da China em Opera\u00e7\u00f5es de Paz&#8221;. As apresenta\u00e7\u00f5es ocorrer\u00e3o no dia 25.05.18, \u00e0s 14h no Audit\u00f3rio 3 da Biblioteca Central.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>OS DETERMINANTES MATERIAIS DA PARTICIPA\u00c7\u00c3O DA CHINA EM OPERA\u00c7\u00d5ES DE PAZ: O CASO DO SUD\u00c3O DO SUL<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 simples generalizar os determinantes da contribui\u00e7\u00e3o chinesa para miss\u00f5es de paz. Desde que enviou o primeiro contingente de observadores, j\u00e1 no final do s\u00e9culo passado, a China t\u00eam participado de opera\u00e7\u00f5es das mais diversas, incluindo em pa\u00edses cujas rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas n\u00e3o s\u00e3o das melhores (Haiti e Lib\u00e9ria), passando por rep\u00fablicas separatistas (Kosovo) e miss\u00f5es intervencionistas (Darfur). Apesar de a literatura levantar algumas categorias explicativas \u2013 prote\u00e7\u00e3o de interesses no exterior; exposi\u00e7\u00e3o operacional para as for\u00e7as armadas; benef\u00edcios em termos de reputa\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de identidade \u2013, o fato \u00e9 que flexibilidade d\u00e1 a t\u00f4nica dessa faceta da inser\u00e7\u00e3o internacional chinesa. Assim, parece cada vez mais claro que a decis\u00e3o de enviar tropas para opera\u00e7\u00f5es de paz n\u00e3o segue uma grande estrat\u00e9gia, mas \u00e9 avaliada caso a caso.<\/p>\n<p>A bibliografia sobre o tema ainda carece de maior rigor metodol\u00f3gico, que se d\u00e1 em parte pela aus\u00eancia de dados estat\u00edsticos longitudinais sobre a China. Entretanto, ferramentas metodol\u00f3gicas apropriadas podem vencer esta barreira, como as an\u00e1lises de small-n e medium-n. Desta forma, trabalhos que busquem suprir tal lacuna, bem como aqueles que consigam integrar a maior quantidade poss\u00edvel de fatores explicativos, s\u00e3o extremamente bem-vindos. Pelo menos outros tr\u00eas desafios emergem para uma futura agenda de pesquisa: 1) a necessidade de utilizar narrativas hist\u00f3ricas como ferramenta auxiliar (meio), e n\u00e3o como um fim em si; 2) a busca por infer\u00eancias causais que tentem descortinar os mecanismos presentes entre as causas levantadas e o resultado ocorrido; 3) a identifica\u00e7\u00e3o dos m\u00faltiplos atores envolvidos no processo decis\u00f3rio sobre o envio de contribui\u00e7\u00f5es para as opera\u00e7\u00f5es de paz. A presente pesquisa constitui um empreendimento com vistas a preencher esses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>NOVAS CONFIGURA\u00c7\u00d5ES DAS RELA\u00c7\u00d5ES SINO-AFRICANAS: O SETOR ENERG\u00c9TICO EM PERSPECTIVA COMPARADA<\/strong><\/p>\n<p>O com\u00e9rcio China-\u00c1frica cresceu exponencialmente desde o in\u00edcio dos anos 2000, se expandindo para outras dimens\u00f5es de desenvolvimento, pol\u00edtica e cultura ao longo dos anos. Em 2013, o volume total do com\u00e9rcio sino-africano ultrapassou os US$ 210 bilh\u00f5es. Todavia, entre 2014 e 2015, as importa\u00e7\u00f5es chinesas de bens africanos ca\u00edram 42%, devido, principalmente, \u00e0 queda no pre\u00e7o das commodities, entre elas o petr\u00f3leo, principal produto de exporta\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses africanos para a China.<\/p>\n<p>Na busca pelo aumento de sua influ\u00eancia pol\u00edtica e econ\u00f4mica na \u00c1frica, os chineses passaram a financiar grandes obras de infraestrutura, restaurar servi\u00e7os b\u00e1sicos em pa\u00edses que fecham acordos com empresas chinesas ou tornam-se fornecedores de recursos naturais, principalmente petr\u00f3leo. Esta forma de atua\u00e7\u00e3o passou a ser chamada genericamente de diplomacia do petr\u00f3leo. Atualmente, em torno de 43% da pauta exportadora da \u00c1frica para a China \u00e9 dominada pelo petr\u00f3leo e derivados, al\u00e9m de produtos minerais e metais de base, o que evidencia o foco na busca da China pelo fornecimento de recursos energ\u00e9ticos.<\/p>\n<p>\u00c9 amplamente compartilhado na literatura a ideia de que a diplomacia do petr\u00f3leo \u00e9 uma troca entre investimentos em infraestrutura por recursos naturais. Uma outra corrente da literatura ainda aponta que, em alguns casos, a atua\u00e7\u00e3o da China por recursos ocorre atrav\u00e9s de repasses de ajuda externa. Atrav\u00e9s da pesquisa emp\u00edrica, tenta-se desenvolver uma an\u00e1lise do tema a partir de um desenho de pesquisa que considere as fontes de explica\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da diplomacia do petr\u00f3leo, no intuito de identificar os mecanismos causais e processos hist\u00f3ricos que est\u00e3o articulados nessa explica\u00e7\u00e3o. Nessa perspectiva, este trabalho busca entender e identificar os principais determinantes da diplomacia do petr\u00f3leo, a partir de um estudo comparado entre os maiores exportadores de petr\u00f3leo inseridos na estrat\u00e9gia energ\u00e9tica chinesa (Angola, Sud\u00e3o do Sul, Congo, Guin\u00e9 Equatorial), que juntos concentram 93% das importa\u00e7\u00f5es chinesas de petr\u00f3leo no continente. Para isso s\u00e3o explorados conceitos e ferramentas da An\u00e1lise de Pol\u00edtica Externa Chinesa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O IEASIA tem o prazer de convidar a todos para mais um encontro. Desta vez teremos duas apresenta\u00e7\u00f5es, Jo\u00e3o Cumar\u00fa, apresentando sua pesquisa de mestrado &#8220;Novas configura\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es sino-africanas: o setor energ\u00e9tico&#8221; e o Professor Renam Montenegro apresentando &#8220;Participa\u00e7\u00f5es da China em Opera\u00e7\u00f5es de Paz&#8221;. 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